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Janeiro: Momento de Escolha Crucial para o Empregador Rural Pessoa Física

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Todo mês de janeiro, o empregador rural pessoa física enfrenta uma decisão importante que impactará diretamente sua tributação ao longo do ano: a escolha da forma de tributação da Contribuição Previdenciária Rural, popularmente conhecida como “Funrural”. Essa escolha afeta o recolhimento sobre a comercialização da produção rural e deve ser feita de maneira cuidadosa.

José Zeferino Pedrozo, presidente do Sistema Faesc/Senar, explica que a decisão influencia diretamente o cálculo do tributo. O produtor rural pode optar por calcular e recolher as contribuições previdenciárias com base na folha de pagamento dos empregados, em vez de utilizar o valor da comercialização da produção rural. “Isso permite que o empregador rural tenha maior controle sobre a base de cálculo e, consequentemente, sobre o valor a ser pago”, ressalta Pedrozo.

Opção e Procedimentos para Recolhimento

Ao escolher essa forma de tributação, o produtor deverá apresentar uma declaração à empresa compradora de sua produção rural, sempre que realizar uma venda. Com isso, o “Funrural” não será descontado sobre o valor da comercialização. Vale ressaltar que a contribuição destinada ao Senar continuará sendo recolhida normalmente, com a base de cálculo mantida.

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A Lei 13.606/2018, que introduziu o parágrafo 13º no artigo 25 da Lei 8.212/1991, regulamenta essa opção. Emerson Cardozo Gava, coordenador de arrecadação do Senar/SC, destaca que, na prática, o empregador rural pessoa física poderá optar por recolher a contribuição previdenciária sobre a folha de salários, desde que manifeste essa escolha até o pagamento da contribuição referente ao mês de janeiro ou à primeira competência subsequente ao início da atividade rural.

Essa opção, uma vez feita, é irreversível para todo o ano-calendário. Caso o produtor escolha o recolhimento sobre a folha de salários, a base de cálculo da contribuição ao Senar (0,2% no caso da pessoa física) permanece a mesma. A contribuição deverá ser paga por meio de DARF, com a informação prestada no eSocial.

Alternativa Sem Opção

Caso o produtor não faça a opção pela tributação sobre a folha de salários, o recolhimento será calculado com base no valor da comercialização da produção rural auferido no mês de competência, devendo ser pago até o dia 20 do mês subsequente. Importante destacar que, independentemente da escolha, a contribuição destinada ao Senar será calculada sobre o valor da comercialização da produção rural, com alíquota de 0,2% para o produtor rural pessoa física.

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Para auxiliar o produtor rural nessa decisão, o Sistema Faesc/Senar disponibiliza um simulador online, onde é possível calcular os valores a serem recolhidos de acordo com a forma de tributação escolhida. O simulador está disponível no link: Simulador Faesc/Senar.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safra de soja dos EUA avança com clima favorável e USDA projeta produção recorde em 2026/27

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O mercado global da soja acompanha com atenção o avanço da safra 2026/27 nos Estados Unidos. Beneficiados por condições climáticas favoráveis nas principais regiões produtoras, os agricultores norte-americanos mantêm ritmo acelerado de plantio, reforçando as projeções de uma colheita robusta e ampliando as expectativas de aumento da oferta mundial do grão.

De acordo com análise divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base em dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a semeadura da nova safra alcançou 87% da área estimada até o último levantamento, registrando avanço semanal de oito pontos percentuais.

O desempenho supera os índices observados no mesmo período da temporada anterior e confirma a boa evolução dos trabalhos de campo em um dos principais produtores e exportadores de soja do mundo.

Plantio supera média histórica

Segundo o Imea, cerca de 65% das áreas cultivadas já apresentavam emergência das plantas, percentual semelhante ao registrado na safra passada.

O destaque, porém, está na velocidade do plantio. O avanço atual está quatro pontos percentuais acima do ritmo observado na safra 2025/26 e aproximadamente 8,75 pontos percentuais superior à média dos últimos cinco anos.

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As condições climáticas favoráveis têm sido determinantes para esse resultado. Chuvas regulares e temperaturas adequadas nas regiões produtoras do Meio-Oeste norte-americano contribuíram para o bom estabelecimento das lavouras e reduziram preocupações iniciais relacionadas ao desenvolvimento da safra.

USDA estima aumento da produção norte-americana

O cenário positivo para as lavouras também foi refletido nas projeções mais recentes do USDA.

No relatório de oferta e demanda mundial, o órgão estimou a produção de soja dos Estados Unidos em 120,70 milhões de toneladas para a temporada 2026/27. O volume representa crescimento de 4,06% em comparação com a safra anterior.

Caso a projeção se confirme, os Estados Unidos ampliarão sua participação na oferta global de soja, fortalecendo a disponibilidade do grão no mercado internacional em um momento de forte concorrência entre os principais países exportadores.

Mercado acompanha demanda chinesa

Além do potencial produtivo norte-americano, outro fator que influencia o comportamento dos preços é a demanda da China, maior compradora mundial de soja.

Segundo a avaliação do Imea, a ausência de novas aquisições significativas por parte dos chineses mantém o mercado em compasso de espera. A combinação entre expectativa de produção elevada e demanda internacional ainda sem grandes novidades contribui para um ambiente de pressão sobre as cotações futuras.

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Na Bolsa de Chicago, principal referência global para a formação dos preços da soja, investidores monitoram de perto o desenvolvimento climático das lavouras e os movimentos de compra dos importadores asiáticos.

Maior oferta global pode limitar recuperação dos preços

Com o avanço da safra norte-americana e as projeções de aumento da produção, o mercado passa a trabalhar com a possibilidade de uma oferta global mais confortável nos próximos meses.

Esse cenário tende a limitar movimentos mais expressivos de valorização das cotações internacionais, especialmente se as condições climáticas permanecerem favoráveis durante as fases de desenvolvimento e enchimento de grãos das lavouras nos Estados Unidos.

Para produtores e agentes do mercado, o comportamento da demanda chinesa, o clima durante o verão norte-americano e as perspectivas para as exportações serão os principais fatores determinantes para a direção dos preços ao longo do segundo semestre.

Enquanto isso, a expectativa de uma safra maior nos Estados Unidos mantém o mercado global da soja atento aos sinais de aumento da oferta e seus impactos sobre a competitividade do grão no comércio internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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