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Café inicia terça-feira com alta superior a 1% nas bolsas internacionais

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Os preços futuros do café abriram a terça-feira (21) em alta significativa, registrando ganhos superiores a 1% nas principais bolsas internacionais. Após o feriado local nos Estados Unidos na segunda-feira (20), o mercado voltou a operar com cotações influenciadas por preocupações com os baixos níveis dos estoques certificados pela ICE (Intercontinental Exchange).

Segundo Eduardo Carvalhaes, analista do Escritório Carvalhaes, a baixa nos estoques é um fator determinante para o movimento de alta. “A preocupação do mercado atualmente é justamente a escassez dos estoques certificados”, afirmou.

Estoques em níveis críticos

Um relatório da Pine Agronegócios reforça o alerta de que a oferta total de café disponível não corresponde necessariamente à produção. O documento aponta que o estoque de passagem pode atingir o menor nível desde 2012, ou até mesmo o menor da série histórica, dependendo dos dados de consumo interno a serem divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC).

Panorama das cotações

Por volta das 8h50 (horário de Brasília), os contratos futuros de café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) apresentavam os seguintes valores:

  • Março/25: 332,70 cents/lbp (+435 pontos);
  • Maio/25: 328,65 cents/lbp (+405 pontos);
  • Julho/25: 322,40 cents/lbp (+415 pontos);
  • Setembro/25: 314,10 cents/lbp (+465 pontos).
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O café robusta também registrou valorização significativa na Bolsa de Londres (ICE Futures Europe):

  • Janeiro/25: US$ 5.155 por tonelada (+US$ 137);
  • Março/25: US$ 5.231 por tonelada (+US$ 88);
  • Maio/25: US$ 5.176 por tonelada (+US$ 86);
  • Julho/25: US$ 5.093 por tonelada (+US$ 88).

O mercado continuará atento aos dados sobre consumo e à evolução climática, fatores que devem influenciar diretamente a oferta e os preços do grão nos próximos dias.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Brasil: soja mantém exportações fortes em 2026 mesmo com pressão de preços e clima irregular no milho safrinha

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O mercado agrícola brasileiro segue em 2026 marcado por um cenário de contrastes: enquanto os preços no campo da soja e do milho recuam de forma moderada em meio à valorização do real e aumento dos custos logísticos, as exportações de soja avançam em ritmo recorde, sustentadas pela forte competitividade do Brasil no mercado global.

De acordo com o relatório mensal “Brazilian G&O Monthly – May 2026”, da Rabobank, o país mantém posição de destaque no comércio internacional de grãos, com a soja liderando o desempenho externo, enquanto o milho apresenta maior volatilidade e sinais de desaceleração nas exportações.

Preços da soja e do milho recuam no campo brasileiro em maio

Segundo o levantamento, os preços da soja na porteira registraram leve queda em maio, acumulando recuo de cerca de 6% na comparação anual. O movimento reflete uma combinação de fatores, incluindo a valorização do real frente ao dólar, aumento dos custos internos de frete e bases mais fracas no mercado doméstico, mesmo com cotações firmes na Bolsa de Chicago (CBOT).

O milho também apresentou queda no campo, com recuo aproximado de 2% no mês, influenciado pela maior oferta global, especialmente vinda dos Estados Unidos e da Argentina durante o primeiro trimestre de 2026.

Apesar da pressão sobre os preços internos, o cenário de demanda externa segue como principal fator de sustentação para o agronegócio brasileiro.

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Exportações de soja crescem e atingem 16,7 milhões de toneladas em abril

O destaque do relatório é o forte desempenho das exportações brasileiras de soja. Em abril de 2026, o país embarcou 16,7 milhões de toneladas, alta de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

O avanço foi impulsionado por uma safra recorde e pela competitividade do Brasil no mercado internacional, consolidando o país como principal fornecedor global da oleaginosa.

No acumulado do ano, o desempenho exportador mantém trajetória positiva, reforçando o papel estratégico do complexo soja na balança comercial brasileira.

Exportações de milho caem em abril, mas projeções seguem no radar

Diferentemente da soja, o milho apresentou retração nos embarques. Em abril, as exportações somaram 0,47 milhão de toneladas, queda de 52% em relação ao mês anterior, embora ainda com crescimento anual expressivo.

O relatório indica que a concorrência internacional mais forte, especialmente dos Estados Unidos e da Argentina, tem limitado o espaço do milho brasileiro no curto prazo.

A expectativa da Rabobank é de que o volume exportado de milho em 2026 fique abaixo do registrado em 2025, refletindo maior competitividade global e ajustes na oferta interna.

Safrinha de milho: clima irregular gera atenção em regiões-chave

O desenvolvimento da segunda safra de milho (“safrinha”) é outro ponto de atenção do mercado. De acordo com o relatório, as condições das lavouras são, em geral, consideradas boas em Mato Grosso, principal estado produtor.

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No entanto, regiões como Goiás, Minas Gerais e Tocantins enfrentam condições mais secas do que o esperado, o que pode impactar o potencial produtivo em algumas áreas.

A estimativa da Rabobank para a produção total de milho no Brasil na safra 2025/26 é de 137 milhões de toneladas, com atenção redobrada ao comportamento climático nas próximas semanas.

Mercado agrícola brasileiro segue sustentado por exportações e clima no radar

O cenário para os grãos no Brasil em 2026 combina fundamentos positivos no comércio exterior com desafios no ambiente doméstico de preços e produção.

Enquanto a soja sustenta o desempenho do agronegócio com exportações robustas e demanda global firme, o milho segue mais sensível à concorrência internacional e às variações climáticas da safrinha.

Para analistas do setor, o equilíbrio entre oferta, clima e demanda externa será determinante para a formação de preços nos próximos meses, especialmente diante de um cenário global ainda volátil para commodities agrícolas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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