AGRONEGÓCIO

Mercado de Trigo no Sul: Lentidão Marca as Negociações no Início de 2025

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O mercado de trigo no Sul do Brasil continua a apresentar pouca movimentação, com moinhos locais e exportadores buscando estratégias para o início de 2025. Segundo dados da TF Agroeconômica, os principais estados da região enfrentam diferentes cenários de comercialização e preços, refletindo as características de cada mercado.

Rio Grande do Sul: Negociações para Próximos Meses

No Rio Grande do Sul, os moinhos já garantiram suas demandas para janeiro e começam a focar nas compras de fevereiro e março. Os preços no mercado interno variam entre R$ 1.250,00/t para embarques previstos entre 15 de fevereiro e 15 de março, com pagamento no final deste último mês. Para trigos de qualidade superior, os valores sobem para R$ 1.300,00/t.

No segmento de exportação, os preços no porto recuaram para R$ 1.350,00/t, sem registro de novos negócios. Na região de Panambi, o valor da saca permaneceu estável em R$ 65,00.

Santa Catarina: Estabilidade nos Preços Locais

Em Santa Catarina, as ofertas locais situam-se entre R$ 1.400,00 e R$ 1.450,00/t em regiões como Mafra, Três Barras, Campos Novos e Pinhalzinho. O trigo importado, trazido pela Serra Morena, registra preços superiores a R$ 1.700,00 no porto e R$ 1.800,00 no interior do estado.

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Os valores pagos aos produtores catarinenses variaram entre R$ 68,00/saca em Rio do Sul e R$ 73,00/saca em Xanxerê e São Miguel do Oeste, mantendo-se estáveis em relação à semana anterior.

Paraná: Pressões Logísticas e Competitividade

No Paraná, a necessidade de liberar espaço nos armazéns para a safra de verão (milho e soja) tem influenciado o mercado de trigo. No norte do estado, as últimas negociações ocorreram a R$ 1.450,00/t, enquanto os pedidos dos vendedores permanecem na faixa de R$ 1.500,00/t.

Nas regiões oeste e sudoeste, os preços são mais competitivos em relação ao Rio Grande do Sul, com trigos de boa qualidade negociados a R$ 1.700,00/t FOB para pagamento diferido. O trigo branqueador, cotado a R$ 1.650,00 CIF, ainda não encontra compradores.

Perspectivas

O mercado de trigo no Sul do Brasil apresenta sinais de cautela, enquanto agentes aguardam maior definição nos próximos meses. A variação de preços entre estados e segmentos reflete as diferentes pressões locais, incluindo logística e qualidade dos grãos ofertados.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Com custos em alta, eficiência passa a definir competitividade no agro

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A combinação de juros elevados, custos de produção pressionados, instabilidade geopolítica e preços mais baixos das commodities tem imposto desafios adicionais ao agronegócio brasileiro em 2026. Na Bahia, porém, produtores apostam em ganhos de produtividade, tecnologia e gestão para atravessar um dos cenários mais complexos dos últimos anos sem comprometer a expansão da atividade. A estratégia ganha relevância às vésperas da Bahia Farm Show, principal feira agrícola do Norte e Nordeste, que começa nesta semana em Luís Eduardo Magalhães.

O desafio não é pequeno. O aumento dos custos dos fertilizantes, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio e pela valorização do petróleo, se soma ao crédito rural mais caro e às incertezas sobre o comportamento do clima na próxima safra. Ao mesmo tempo, produtores convivem com margens mais apertadas diante da acomodação dos preços internacionais da soja, do milho e do algodão.

Mesmo assim, o agro baiano chega ao novo ciclo sustentado por um diferencial que tem chamado a atenção do setor: o avanço consistente da produtividade. No Oeste da Bahia, principal fronteira agrícola do estado, a produção de soja registrou recordes sucessivos de rendimento nos últimos anos, resultado da adoção de novas tecnologias, melhor manejo agronômico e investimentos em genética e agricultura de precisão.

Os números ajudam a explicar o otimismo cauteloso dos produtores. Em 2025, a Bahia colheu uma safra recorde superior a 12,8 milhões de toneladas de grãos, com crescimento de 12,8% sobre o ano anterior. A soja alcançou 8,6 milhões de toneladas, avanço de 14,3%, enquanto o milho cresceu 18,2%. O algodão, uma das principais culturas de exportação do estado, também ampliou sua produção.

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Para a safra 2025/26, as projeções apontam um novo avanço. Levantamentos do setor indicam que a produção baiana de grãos e fibras poderá superar 14 milhões de toneladas, consolidando a liderança do estado dentro da região do Matopiba, considerada a principal fronteira de expansão agrícola do país.

O desempenho do campo já vem refletindo diretamente na economia estadual. Dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia mostram que a agropecuária cresceu 12,4% no quarto trimestre de 2025, desempenho muito superior ao avanço de 2,3% registrado pelo Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia no mesmo período. O Valor Bruto da Produção agropecuária alcançou R$ 4,9 bilhões no trimestre, confirmando o papel do setor como principal motor da economia baiana.

Além das lavouras de grãos, outras cadeias vêm reforçando a diversificação do agro estadual. A produção de café avançou 5,1% em 2025, enquanto a cacauicultura registrou crescimento de 7%, beneficiada pela forte demanda internacional e pelos elevados preços da commodity. Na pecuária, o aumento dos abates e da produção de leite também contribuiu para sustentar a renda no interior do estado.

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O principal desafio agora é manter a competitividade diante da escalada dos custos. Lideranças do setor avaliam que o produtor precisará ser ainda mais eficiente na gestão financeira, antecipando compras de insumos, reduzindo desperdícios e utilizando ferramentas de comercialização capazes de proteger margens. A palavra de ordem passou a ser planejamento.

Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com fatores que escapam ao controle das fazendas. O comportamento do clima, a volatilidade dos mercados internacionais e possíveis interrupções nas cadeias globais de fertilizantes continuam no radar dos produtores. Para especialistas, a capacidade de combinar produtividade elevada com gestão de risco será decisiva para determinar quem conseguirá atravessar o atual ciclo de incertezas.

Se há um consenso entre lideranças do setor, é que a Bahia deixou de competir apenas pela expansão de área. O avanço do agro estadual passa cada vez mais pela capacidade de produzir mais por hectare, com maior eficiência e menor custo. Em um ambiente de margens pressionadas, a produtividade deixou de ser apenas um diferencial competitivo para se tornar uma condição de sobrevivência

Fonte: Pensar Agro

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