AGRONEGÓCIO

Prefeitura de Cuiabá recebe insumos hospitalares do Governo do Estado

Publicado em

Buscando melhorias na saúde, a Prefeitura de Cuiabá recebeu, na manhã deste sábado (18), 15 mil frascos de soro, recurso essencial para atender às demandas da rede primária de saúde e dos hospitais da capital. A doação é resultado de um pedido do prefeito Abilio Brunini ao Governo de Mato Grosso, que, em parceria com a gestão municipal, fortalece a saúde cuiabana neste momento crítico.

Brunini destacou que a Prefeitura tem enfrentado dificuldades na aquisição de materiais essenciais para o atendimento à população, com estoques praticamente zerados. O gestor agradeceu ao governo estadual pela prontidão em atender à solicitação. “Como não há contratos em aberto na Prefeitura de Cuiabá, não conseguimos adquirir os materiais a tempo. Por isso, notificamos o Estado e, de forma ágil, o secretário Gilberto Figueiredo coordenou as ações com o governador Mauro Mendes, que interrompeu sua agenda para acompanhar pessoalmente a situação”, ressaltou o prefeito.

A entrega dos insumos foi acompanhada pelo governador Mauro Mendes, pelo secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, e pelo secretário-adjunto de Atenção Hospitalar e Complexo Regulador de Cuiabá, Eduardo Andraus Filho, que representou a saúde municipal. A agenda aconteceu no Hospital Metropolitano em Várzea Grande.

Leia Também:  Santa Catarina Destaca-se no Agronegócio: Exportações, Emprego e Diversificação são os Principais Fatores

O esforço conjunto das duas esferas de governo visa garantir a continuidade do atendimento de saúde em Cuiabá.

“Prefeito Abilio, vamos continuar trabalhando juntos. Estamos carregando um caminhão com insumos e soro e enviando para Cuiabá, vamos trabalhar bastante”, pontuou o governador Mauro Mendes.

A parceria entre a Prefeitura e o Governo do Estado tem sido fundamental para minimizar os impactos da escassez de medicamentos e insumos. Além da entrega de soro, já está em andamento o envio de um caminhão carregado com medicamentos para reforçar a rede de saúde da capital. O trabalho, que inclui ações emergenciais e foco na regularização da situação, também envolve a assistência ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), que enfrenta grandes desafios.

Graças ao esforço conjunto, as cirurgias ortopédicas realizadas na unidade foram zeradas.

“É um trabalho árduo, mas essencial. As cirurgias ortopédicas no HMC, agora com todos os materiais necessários e o trabalho conjunto, foram completamente regularizadas! Agora vamos avançar para as cirurgias eletivas”, afirmou o chefe do Executivo Municipal.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

Leia Também:  Mosaic e Programa ReSolu da Cargill Unem Forças para Promover Soluções Sustentáveis na Agricultura

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Crédito para silos terá juros de 8% em país com gargalo crescente

Published

on

Produtores e cooperativas que pretendem construir, ampliar ou modernizar armazéns já conhecem as condições do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) para o ano agrícola 2026/27. O crédito, porém, ainda não pode ser contratado: o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informa que a data de abertura dos pedidos será comunicada posteriormente às instituições financeiras.

Projetos de armazenagem de grãos com capacidade de até 12 mil toneladas terão taxa prefixada de até 8% ao ano. Nos demais empreendimentos enquadrados no programa, os juros poderão chegar a 9,5% ao ano.

O limite é de R$ 50 milhões por produtor e por ano agrícola para armazenagem de grãos. Para cooperativas de produção, o teto sobe para R$ 200 milhões. Nos projetos destinados a outros produtos financiáveis, o máximo é de R$ 25 milhões. A participação do BNDES pode alcançar 100% dos itens aprovados.

O prazo de pagamento será de até dez anos, com carência máxima de dois anos. As garantias serão negociadas entre o interessado e a instituição financeira credenciada. O programa ficará vigente até 30 de junho de 2027.

Além dos grãos, o PCA permite financiar armazéns e câmaras frias destinados a frutas, tubérculos, bulbos, hortaliças, fibras, açúcar e determinados derivados. Também podem ser apoiadas reformas, ampliações e modernizações, desde que os equipamentos atendam aos critérios estabelecidos pelo banco.

As novas condições são divulgadas em um momento de pressão crescente sobre a infraestrutura. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a produção brasileira de grãos da safra 2025/26 em 360,8 milhões de toneladas. Já a capacidade útil de armazenagem alcançou 233,8 milhões de toneladas no segundo semestre de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Leia Também:  Mosaic e Programa ReSolu da Cargill Unem Forças para Promover Soluções Sustentáveis na Agricultura

A diferença entre os dois números, contudo, não representa automaticamente o déficit nacional. A produção ocorre ao longo de diferentes safras, e uma mesma estrutura pode receber e expedir mais de um lote durante o ano. Parte dos grãos também segue diretamente para indústrias, portos e consumidores. Ainda assim, a distância entre o crescimento das colheitas e a expansão dos armazéns revela um gargalo estrutural.

Entre 2010 e 2025, a capacidade estática brasileira cresceu, em média, 2,8% ao ano, enquanto a produção avançou 5% ao ano, segundo levantamento do Observatório Nacional de Transporte e Logística, ligado à Infra S.A. Com base na produção de 2023/24, o estudo calculou um déficit potencial de 88,5 milhões de toneladas.

A situação varia fortemente entre as regiões. Naquele levantamento, o Sudeste apresentava capacidade equivalente a 126,8% da produção regional, beneficiado principalmente pela estrutura existente em São Paulo. O Sul atingia 88,2%. No Centro-Oeste, principal região produtora do país, a proporção caía para 57,9%. Nordeste e Norte apresentavam os menores índices, de 54,2% e 45%, respectivamente.

Leia Também:  Santa Catarina Destaca-se no Agronegócio: Exportações, Emprego e Diversificação são os Principais Fatores

Mato Grosso mostra com clareza essa contradição. O Estado possui a maior capacidade instalada do Brasil, com 64,2 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do IBGE. Mesmo assim, por liderar a produção nacional de soja e milho, apresentou no estudo da Infra S.A. a maior necessidade absoluta de armazenagem, estimada em aproximadamente 40,9 milhões de toneladas.

Goiás aparecia com carência próxima de 13 milhões de toneladas. Bahia, Maranhão, Tocantins e Piauí também estavam entre os pontos de maior pressão, refletindo o crescimento da produção em áreas nas quais a infraestrutura não avançou na mesma velocidade. No Sul, apesar da situação comparativamente melhor, Paraná e Rio Grande do Sul ainda registravam insuficiência de capacidade.

Para o produtor, o silo próprio pode reduzir a dependência de armazéns de terceiros, evitar filas durante a colheita e permitir que a venda seja feita em um momento mais favorável. A estrutura também pode diminuir gastos com transporte emergencial e perdas de qualidade.

A decisão exige, porém, um cálculo que vá além da taxa de juros. Construção, secagem, energia, manutenção, seguro, mão de obra, licenciamento e capacidade de utilização ao longo do ano interferem no retorno do investimento. Com as condições já divulgadas, o próximo passo será a abertura efetiva das contratações pelo BNDES.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA