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Soja: Estabilidade nos Preços Após Semana Volátil e Expectativas de Impactos no Mercado

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Os preços da soja registram leve alta nesta sexta-feira (17) na Bolsa de Chicago, após uma queda superior a 2% na sessão anterior. Por volta das 10h05 (horário de Brasília), os contratos futuros da oleaginosa avançavam entre 1,50 e 4,25 pontos, com o contrato de março sendo cotado a US$ 10,23 e o de maio a US$ 10,34 por bushel.

A semana foi marcada por grande volatilidade, com os mercados sendo influenciados por fatores internos, previsões climáticas, como a melhoria das condições no sul do Brasil e na Argentina, e também por notícias relacionadas ao cenário macroeconômico e geopolítico. Neste contexto, os preços se ajustam nesta sexta-feira, à medida que se aproxima o fim de semana prolongado, com o feriado do Dia de Martin Luther King nos Estados Unidos, na próxima segunda-feira (20), quando a bolsa estará fechada.

Segundo o boletim informativo do Grupo Labhoro, as previsões climáticas para o sul da América do Sul estão se confirmando, com o modelo GFS indicando que, até o final de janeiro, os volumes totais de chuva podem atingir até 70 mm no Rio Grande do Sul e em grande parte da região produtora da Argentina, com exceção de Buenos Aires.

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Entretanto, as divergências entre os modelos climáticos começam a aumentar, o que mantém o mercado em um cenário volátil e com incertezas, conforme apontam analistas e consultores. Além disso, a cautela predomina entre os traders, que se preparam para possíveis impactos no mercado a partir da próxima semana, quando Donald Trump assume a presidência dos Estados Unidos, no dia 20 de janeiro. As tarifas comerciais, especialmente, permanecem como ponto central de atenção para os agentes do mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação de açúcar do Brasil ganha força em maio e line-up supera 1,8 milhão de toneladas

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Line-up de açúcar cresce nos portos brasileiros

O line-up de exportação de açúcar nos portos brasileiros voltou a avançar em maio, reforçando o forte ritmo dos embarques do setor sucroenergético em 2026.

Levantamento da agência marítima Williams Brasil aponta que 47 navios aguardavam carregamento de açúcar na semana encerrada em 13 de maio, acima das 43 embarcações registradas na semana anterior.

O volume total programado para exportação alcança 1,837 milhão de toneladas, contra 1,791 milhão de toneladas na semana passada, indicando continuidade da forte movimentação logística nos principais portos do país.

Porto de Santos concentra maior volume de açúcar

O Porto de Santos segue liderando os embarques brasileiros de açúcar, concentrando a maior parte da carga prevista para exportação.

Confira os volumes programados por porto:

  • Porto de Santos: 1.465.638 toneladas
  • Porto de Paranaguá: 270.589 toneladas
  • Porto de São Sebastião: 56 mil toneladas
  • Porto de Maceió: 9,8 mil toneladas
  • Porto do Recife: 21.943 toneladas
  • Porto de Suape: 14 mil toneladas
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O line-up considera navios já atracados, embarcações em espera e aquelas com previsão de chegada até 8 de junho.

Açúcar VHP domina exportações brasileiras

A maior parte da carga programada corresponde ao açúcar VHP, principal produto exportado pelo Brasil no segmento.

Do total previsto:

  • 1.775.970 toneladas são de açúcar VHP;
  • 56 mil toneladas equivalem a VHP ensacado;
  • 6 mil toneladas correspondem ao açúcar refinado A45.

O cenário confirma a forte presença brasileira no mercado global de açúcar bruto, especialmente voltado às refinarias internacionais.

Exportações avançam em volume, mas preços recuam

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que as exportações brasileiras de açúcar e melaços seguem em ritmo acelerado em maio.

A receita diária média obtida com os embarques alcança US$ 48,092 milhões nos cinco primeiros dias úteis do mês.

O volume médio diário exportado chega a 136,651 mil toneladas.

Na parcial de maio, o Brasil embarcou 683.255 toneladas de açúcar, gerando receita de US$ 240,461 milhões.

O preço médio da commodity ficou em US$ 351,90 por tonelada.

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Volume sobe mais de 28%, mas preço médio cai

Na comparação anual, o setor registra crescimento expressivo no volume exportado.

O embarque médio diário avançou 28,4% frente às 106,386 mil toneladas registradas em maio de 2025.

Já a receita diária apresenta alta moderada de 1,1% na comparação anual.

Por outro lado, o preço médio do açúcar exportado caiu 21,3% em relação aos US$ 447,10 por tonelada observados no mesmo período do ano passado.

O movimento reflete a maior oferta global da commodity, além da pressão exercida pelas oscilações internacionais do mercado de açúcar.

Mercado acompanha clima, produção e demanda global

O setor sucroenergético segue atento às condições climáticas no Centro-Sul do Brasil, ao ritmo da moagem e à demanda internacional, especialmente de grandes importadores asiáticos e do Oriente Médio.

Além disso, o comportamento do câmbio continua influenciando diretamente a competitividade do açúcar brasileiro no mercado externo, impactando preços e margens de exportação.

Fonte: Portal do Agronegócio

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