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STOXX 600 avança e se aproxima do quarto ganho semanal consecutivo impulsionado por dados positivos da China

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O principal índice acionário da Europa, o STOXX 600, registrou avanço de 0,7% nesta sexta-feira, alcançando 523,68 pontos e consolidando um ganho semanal superior a 2%. Esse desempenho reflete o otimismo dos investidores, alimentado pela queda nos rendimentos de títulos públicos europeus e por dados econômicos encorajadores da China.

A maioria dos subsetores do índice STOXX 600 apresentou desempenho positivo, com destaque para o setor automotivo, que subiu 1,8%, e o setor de construção e materiais, que registrou alta de 1,6%.

Rendimentos em queda e impacto chinês

Os rendimentos dos títulos europeus recuaram, com o título alemão de 10 anos registrando sua terceira queda consecutiva. Além disso, a economia da China alcançou a meta de crescimento de 5% estabelecida pelo governo em 2024, embora de forma desigual, contribuindo para o aumento do apetite por risco entre os investidores.

O cenário de desaceleração do núcleo da inflação ao consumidor nos Estados Unidos também trouxe alívio aos mercados globais, reforçando expectativas de possíveis cortes de juros pelo Federal Reserve ainda este ano.

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Resultados corporativos e desempenho regional

Na quinta-feira, a Richemont, proprietária da marca Cartier, reportou resultados positivos, impulsionando o setor de luxo e colaborando para a alta do índice mais amplo na semana.

Nos mercados regionais europeus, os principais índices também registraram ganhos:

  • Em Londres, o Financial Times subiu 1,03%, alcançando 8.478 pontos;
  • Em Frankfurt, o DAX avançou 1,05%, marcando 20.872 pontos;
  • Em Paris, o CAC-40 registrou alta de 1,08%, atingindo 7.716 pontos;
  • Em Milão, o FTSE/MIB valorizou-se 1,15%, totalizando 36.230 pontos;
  • Em Madri, o Ibex-35 teve aumento de 0,70%, chegando a 1.923 pontos;
  • Em Lisboa, o PSI20 subiu 1,09%, somando 6.564 pontos.
Perspectivas e atenção para a próxima semana

Na próxima segunda-feira, a posse de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos será observada de perto, especialmente em relação às possíveis políticas de tarifas de importação. Segundo Ben Ritchie, chefe de ações de mercados desenvolvidos da abrdn, “existe a expectativa de que Trump imponha tarifas, embora ainda seja difícil prever detalhes”.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de defensivos na soja cresce 6% e atinge US$ 10 bilhões na safra 2025-26, aponta Kynetec

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O mercado de defensivos agrícolas utilizados na cultura da soja registrou crescimento de 6% na safra 2025-26, movimentando US$ 10 bilhões, ante US$ 9,45 bilhões na temporada anterior. Os dados são do estudo anual FarmTrak Soja, divulgado pela consultoria Kynetec Brasil, referência em inteligência de mercado no agronegócio.

O desempenho positivo foi sustentado principalmente pelo aumento da área plantada e pela intensificação das aplicações ao longo do ciclo produtivo.

Área cultivada cresce e intensifica uso de tecnologias

De acordo com o levantamento, a área plantada de soja nas regiões analisadas superou 47 milhões de hectares, com alta de 1,5% em relação ao ciclo anterior. Além disso, a intensidade dos tratamentos avançou quase 9%, passando de 30,5 para 33,2 aplicações médias por safra.

Segundo a Kynetec, o cenário poderia ter apresentado crescimento ainda maior não fosse o impacto da desvalorização do real frente ao dólar no período de compra dos insumos, com efeito negativo estimado em 4,5% no desempenho do mercado.

Câmbio limita avanço, mas preços seguem estáveis

O estudo aponta que o investimento médio do produtor por aplicação permaneceu praticamente estável. Em 2025-26, o valor médio foi de R$ 35,89, levemente acima dos R$ 35,61 registrados no ciclo anterior.

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Mesmo com oscilações cambiais, o setor manteve estabilidade de preços em reais, sustentando a expansão do mercado em dólar.

Fungicidas lideram participação no mercado

Entre as categorias de produtos, os fungicidas seguem na liderança, respondendo por 39% do mercado total, o equivalente a US$ 3,9 bilhões.

Na sequência aparecem:

  • Herbicidas: US$ 2,5 bilhões (24%)
  • Inseticidas: US$ 2,3 bilhões (23%)
  • Tratamento de sementes, nematicidas e outros: US$ 1,4 bilhão (14%)

O levantamento também destaca a expansão da área potencial tratada (PAT), que atingiu 1,563 bilhão de hectares, crescimento de 11% frente aos 1,414 bilhão registrados na safra anterior.

Nematicidas ganham espaço e avançam 28% no mercado

Um dos principais destaques do estudo é o crescimento dos nematicidas, que vêm ganhando relevância crescente no manejo da soja. O segmento avançou 28% na safra 2025-26, alcançando US$ 320 milhões e representando 3,2% do mercado total de defensivos.

A área potencial tratada com nematicidas também apresentou forte expansão, subindo 40% e atingindo 31,46 milhões de hectares.

Segundo a Kynetec, até a safra 2017-18, o uso desses produtos era considerado marginal, com aplicação em menos de 5% da área cultivada. Atualmente, a adoção chega a 49% das lavouras de soja, refletindo maior conscientização sobre os riscos dos nematoides.

Uso de cultivares resistentes avança entre produtores

O estudo FarmTrak Soja também identificou aumento na adoção de cultivares de soja com tolerância ou resistência a nematoides. Na safra 2025-26, 31% da área plantada utilizou esse tipo de material genético, ante 27% no ciclo 2021-22.

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Apesar do avanço, o especialista da Kynetec, Vitor Hugo Leite, destaca que o manejo da praga exige estratégias integradas.

“Nematoides afetam o sistema produtivo como um todo. O controle vai além dos defensivos e das cultivares resistentes. É necessário manter a população da praga em níveis baixos para evitar perdas”, afirma.

Adoção de tecnologias ainda é desigual entre regiões

A pesquisa também evidencia disparidades regionais na adoção de nematicidas. Em estados como Goiás, Mato Grosso, Rondônia e na região do Mapitobapa (Maranhão, Piauí, Tocantins, Bahia e Pará), o uso dos produtos ultrapassa 60% da área plantada.

Por outro lado, no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, a adesão ainda é baixa, em torno de 10% das áreas cultivadas.

O estudo FarmTrak Soja foi realizado com base em mais de 3,7 mil entrevistas presenciais com produtores de soja em toda a fronteira agrícola brasileira, consolidando um dos levantamentos mais abrangentes do setor no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

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