AGRONEGÓCIO

Açúcar e Etanol: Mercado Apresenta Recuperação Após Quedas Recentes

Publicado em

Os contratos futuros de açúcar encerraram a quinta-feira (16) em alta, revertendo as recentes quedas. De acordo com o portal Barchart, a recuperação foi impulsionada pela desvalorização do dólar, que estimulou a cobertura de posições vendidas pelos investidores.

Resultados nas Bolsas Internacionais

Na ICE Futures de Nova York, os contratos de açúcar bruto registraram ganhos significativos. O contrato com vencimento em março de 2025 avançou 40 pontos, encerrando a 18,41 centavos de dólar por libra-peso. Já o contrato para maio de 2025 teve alta mais moderada, de 15 pontos, sendo cotado a 17,22 centavos de dólar por libra-peso.

Na ICE Europe, em Londres, o desempenho dos contratos de açúcar branco foi misto. O contrato de março de 2025 subiu US$ 12,50, alcançando o valor de US$ 485,00. Por outro lado, o contrato com vencimento em dezembro de 2025 recuou ligeiramente, registrando queda de 0,30 centavos e encerrando a US$ 472,10.

Açúcar Cristal e Etanol

O mercado doméstico também apresentou movimentos positivos. O açúcar cristal, segundo o Indicador Cepea/Esalq da USP, teve valorização marginal. A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 153,41, representando um aumento de 0,03%.

Leia Também:  Saúde das aves garante qualidade do frango e do peru nas ceias de fim de ano

No segmento de biocombustíveis, o etanol hidratado manteve sua trajetória de alta. De acordo com o Indicador Diário Paulínia, o preço negociado pelas usinas atingiu R$ 2.933,50 por metro cúbico, uma alta de 0,65% em relação ao dia anterior.

Conclusão

A recuperação no mercado de açúcar e etanol reflete a influência cambial e as condições de mercado, com ganhos registrados tanto em bolsas internacionais quanto no mercado doméstico, indicando um momento de estabilidade após períodos de oscilação.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

Published

on

A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

Leia Também:  Caju: a fruta brasileira rica em antioxidantes que fortalece o corpo e pode ser cultivada em casa

Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

Leia Também:  Tapa-buraco atende Parque Atalaia a pedido de moradores e primeira-dama

A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA