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Circuito Nelore de Qualidade 2024 Avalia Mais de 38 Mil Animais no Brasil, Bolívia e Paraguai

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A edição de 2024 do Circuito Nelore de Qualidade, promovido pela Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), consolidou-se como um marco na pecuária brasileira, com a avaliação de 38.066 animais em 35 etapas, realizadas no Brasil, Bolívia e Paraguai. No total, 327 pecuaristas participaram do evento, refletindo um aumento significativo na adesão ao projeto. A iniciativa, que tem apoio das principais associações regionais do Nelore e de parceiros como Matsuda Sementes e Nutrição Animal, se consolidou como referência internacional na avaliação das carcaças de bovinos.

“Os resultados de 2024 foram excepcionais, com um número recorde de participantes e de animais avaliados. O Circuito Nelore de Qualidade se consolidou não apenas no Brasil, mas também nos países vizinhos, com destaque para a Bolívia e o Paraguai, que somaram 2.318 e 2.448 animais, respectivamente”, destacou Victor Miranda, presidente da ACNB. No Brasil, 12 estados estiveram representados, com destaque para as unidades de Goiás, Maranhão, Mato Grosso e Minas Gerais.

Destaque para a maior etapa da história do evento

Um dos marcos da edição de 2024 foi a realização da maior etapa já registrada no Circuito, que ocorreu na unidade Friboi de Mozarlândia (GO), onde foram avaliados 5.100 animais. Esse feito reflete o compromisso dos pecuaristas em buscar a excelência na produção e a qualidade das carcaças. “A maior etapa de avaliação é um exemplo claro da dedicação dos neloristas em garantir que o Nelore se mantenha no topo em termos de qualidade genética e produção”, comentou Miranda.

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Premiação de Destaque: Carcaças de Machos e Fêmeas

Entre os animais avaliados, destaque para os machos, com aproximadamente 73% apresentando até dois dentes incisivos permanentes, com peso médio de 21,5 arrobas. As fêmeas também mostraram qualidade, com 75% apresentando até dois dentes incisivos permanentes e peso médio de 16 arrobas.

Os premiados de 2024 foram:

  • Melhor Lote de Carcaças de Machos:
    • Medalha de Ouro: Dalton Dias Heringer – Fazenda Paraíso (Vila Velha/ES)
    • Medalha de Prata: CFSO Agropecuária Ltda. – Fazenda São João (Campestre do Maranhão/MA)
    • Medalha de Bronze: José Francisco Figueiredo Micheloni – Fazenda Três Barras (Santa Rita do Pardo/MS)
  • Melhor Lote de Carcaças de Machos Terminados em Pastagens:
    • Medalha de Ouro: Parm Agropecuária – Fazenda Dois Irmãos (Bataguassu/MS)
  • Melhor Lote de Carcaças de Machos Castrados:
    • Medalha de Ouro: Jan Agronegócios Ltda. – Fazenda Tujuri (Eldorado/MS)
  • Melhor Lote de Carcaças de Fêmeas:
    • Medalha de Ouro: Nelore OL – Fazenda Vera Cruz (Goianésia/GO)
    • Medalha de Prata: Agropecuária Nelore Paranã Ltda. – Fazenda Eldorado (Iaciara/GO)
    • Medalha de Bronze: Agropecuária Roncador Ltda. – Fazenda Roncador (Querência/MT)
  • Melhor Lote de Carcaças de Fêmeas Terminadas em Pastagens:
    • Medalha de Ouro: Edilson Antônio Piaia – Fazenda São João (Campo Novo dos Parecis/MT)
  • Melhor Compra de Boi:
    • Medalha de Ouro: Equipe de Originação do Friboi – Mozarlândia/GO
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Sobre o Circuito Nelore de Qualidade

Desde 1999, o Circuito Nelore de Qualidade tem promovido e fortalecido a genética da raça Nelore, contribuindo para a evolução da raça e seu posicionamento como produtora de carne de excelência. A iniciativa é o maior campeonato de avaliação de carcaças de bovinos do mundo, com apoio de empresas como Friboi, Frisa, Fribal, Masterboi e Matsuda Sementes e Nutrição Animal. Na Bolívia, é realizada com apoio do frigorífico Fridosa e da Asocebu, enquanto no Paraguai, conta com a organização da Associação Paraguaia dos Criadores de Nelore e apoio do Minerva Foods.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño volta ao radar do mercado de café e pode influenciar oferta global nas próximas safras

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A confirmação de um novo episódio do fenômeno El Niño para o segundo semestre de 2026 reacendeu a atenção do mercado internacional de café. Embora a produção brasileira da safra 2026/27 não deva sofrer impactos relevantes, especialistas avaliam que as alterações climáticas poderão afetar importantes regiões produtoras ao redor do mundo e influenciar as perspectivas de oferta nos próximos ciclos.

De acordo com análise da Hedgepoint Global Markets, os efeitos do El Niño sobre a cafeicultura dependem da intensidade e da duração do fenômeno, além do momento em que ocorre dentro do calendário agrícola de cada país. Por isso, os impactos tendem a variar entre as diferentes origens produtoras.

Safra brasileira 2026/27 segue com perspectiva positiva

No Brasil, maior produtor e exportador mundial de café, a expectativa é de que a safra 2026/27 não registre perdas significativas em decorrência do fenômeno climático.

Segundo a Hedgepoint, o estágio atual das lavouras reduz os riscos imediatos para a produção nacional. Ainda assim, um outono e inverno com maior volume de chuvas podem provocar atrasos na colheita e aumentar a volatilidade do mercado ao longo dos próximos meses.

Mesmo sem expectativa de impactos relevantes sobre a produtividade da safra atual, o comportamento do clima continuará sendo acompanhado de perto pelos agentes do setor, especialmente diante da possibilidade de fortalecimento do El Niño durante o segundo semestre.

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Florada da safra 2027/28 entra no foco do mercado

Se a produção da temporada atual inspira maior tranquilidade, a mesma situação não se aplica ao próximo ciclo produtivo.

A Hedgepoint alerta que alterações no regime de chuvas e nas temperaturas durante o período de florada poderão influenciar o potencial produtivo da safra brasileira de 2027/28.

A fase de floração é considerada uma das mais importantes para a definição da produtividade dos cafezais. Qualquer irregularidade climática nesse período pode comprometer a formação dos frutos e alterar as estimativas futuras de produção.

América Central e Sudeste Asiático concentram maiores riscos

Enquanto o Brasil tende a enfrentar impactos limitados no curto prazo, outras importantes regiões produtoras apresentam maior vulnerabilidade aos efeitos do El Niño.

Segundo a análise da Hedgepoint Global Markets, países da América Central e do Sudeste Asiático podem sofrer alterações climáticas capazes de prejudicar tanto a safra 2026/27 quanto a temporada 2027/28.

Essas regiões desempenham papel estratégico no abastecimento global de café, especialmente na produção de grãos arábica e robusta, o que faz com que qualquer redução na oferta seja acompanhada com atenção pelos mercados internacionais.

Clima seguirá como principal variável para os preços

Com a possibilidade de um episódio mais intenso de El Niño entre o fim de 2026 e o início de 2027, operadores, exportadores e produtores deverão manter atenção redobrada à evolução das condições climáticas nas principais origens produtoras.

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Embora o cenário atual não indique prejuízos relevantes para a produção brasileira desta temporada, o mercado continua precificando riscos relacionados às próximas safras, uma vez que o equilíbrio entre oferta e demanda mundial depende diretamente das condições meteorológicas.

Segundo Laleska Moda, analista de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets, o comportamento do fenômeno varia conforme a região e o período do ano em que atua.

A especialista explica que, no Brasil, a safra 2026/27 deve ser preservada, mas o andamento da colheita e, principalmente, a florada da safra 2027/28 exigirão acompanhamento constante. Já em países da América Central e do Sudeste Asiático, os efeitos do El Niño poderão ser mais intensos, afetando a produção nas duas próximas temporadas.

Diante desse cenário, o clima permanece como um dos principais fatores de formação das expectativas para o mercado global de café, influenciando decisões de comercialização, investimentos e projeções para a oferta mundial nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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