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Projeção do IBGE para Safra 2025: Crescimento de 10,2% em Relação ao Ano Anterior

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revisou suas estimativas para a safra de 2025, prevendo um crescimento de 10,2% na produção de cereais, leguminosas e oleaginosas, totalizando 322,6 milhões de toneladas. Este aumento é comparado ao ano de 2024, quando a safra foi de 292,7 milhões de toneladas. A produção será impulsionada por acréscimos em diversas culturas, destacando-se a soja e o milho.

Expectativa de Crescimento por Cultura

O maior incremento é esperado para a soja, com uma estimativa de aumento de 15,4% (22,3 milhões de toneladas). O milho, tanto na 1ª quanto na 2ª safra, também deve apresentar crescimento significativo, de 9,3% (2,1 milhões de toneladas) e 4,1% (3,7 milhões de toneladas), respectivamente. O arroz deve registrar aumento de 8,1% (856 mil toneladas), enquanto o trigo e o feijão 1ª safra terão acréscimos de 4,8% (360 mil toneladas) e 30,9% (276 mil toneladas), respectivamente.

Por outro lado, a produção de algodão herbáceo deverá permanecer estável, enquanto o sorgo apresentará uma queda de 3,2% (127 mil toneladas).

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Safra de 2024: Uma Queda de 7,2%

A safra de 2024, que totalizou 292,7 milhões de toneladas, foi 7,2% inferior à de 2023. A área colhida em 2024 foi de 79 milhões de hectares, com um crescimento de 1,6% em relação ao ano anterior. Contudo, a produção de grãos importantes, como soja e milho, sofreu declínios, com a soja registrando uma redução de 4,6% e o milho uma queda de 12,5% em comparação com 2023.

Desempenho Regional e Principais Produtores

Em termos regionais, o Centro-Oeste foi responsável por quase metade da produção nacional, com 49,4% do total. O Mato Grosso continua sendo o maior produtor nacional, com uma participação de 31,4%, seguido pelo Paraná (12,8%) e Rio Grande do Sul (11,8%).

No comparativo anual, a Região Norte apresentou o maior aumento na produção, com 8,1%, enquanto as demais regiões observaram declínios: Sul (-1,9%), Centro-Oeste (-10,2%), Sudeste (-15,8%) e Nordeste (-4,3%).

Estimativas para a Safra de 2025

A produção de feijão em 2025 deverá alcançar 3,4 milhões de toneladas, um aumento de 9,3% em relação à safra anterior, enquanto a produção de milho está projetada para 120,6 milhões de toneladas, com crescimento de 5,1%. A soja, por sua vez, tem uma previsão de produção de 167,3 milhões de toneladas, com um aumento de 15,4% sobre 2024.

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Ajustes Menores e Expectativa Positiva

Algumas culturas, como o algodão herbáceo e o arroz, deverão ter crescimento moderado. O café, no entanto, deve sofrer uma redução na produção, estimada em 3,2 milhões de toneladas, uma queda de 6,8% em relação ao ano anterior.

Esses ajustes refletem um cenário de otimismo para 2025, principalmente devido ao aumento no rendimento médio das lavouras de soja e milho, bem como a recuperação de algumas culturas afetadas por condições climáticas adversas nos anos anteriores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Pressão sobre preços nos EUA abre nova oportunidade para o agronegócio brasileiro

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A escalada do custo dos alimentos e dos combustíveis nos Estados Unidos começa a produzir uma mudança que pode favorecer o agronegócio brasileiro. Pressionado pela inflação e pela proximidade das eleições legislativas de novembro, o governo de Donald Trump passou a adotar medidas para ampliar a oferta de produtos e tentar reduzir preços ao consumidor. Na carne bovina, a decisão já abre uma nova janela para exportadores do Brasil.

Trump autorizou nesta semana a entrada adicional de 300 mil toneladas de carne bovina magra pelas condições mais favoráveis da cota tarifária americana. O volume será dividido em três parcelas de 100 mil toneladas, entre setembro e novembro, e ficará disponível para países enquadrados na categoria de “outros países ou áreas”, na qual o Brasil disputa espaço com outros fornecedores.

A mudança é relevante porque a cota compartilhada à qual a carne brasileira tem acesso normalmente é preenchida rapidamente. Depois de esgotado o limite, os embarques passam a enfrentar uma tarifa extra-cota de 26,4%, reduzindo a competitividade do produto.

Com a ampliação temporária, abre-se espaço para que mais carne brasileira chegue ao mercado norte-americano sem essa tarifa adicional. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) considera a medida uma oportunidade comercial, embora ressalte que o Brasil terá de disputar o novo volume com outros países habilitados.

O momento é particularmente favorável porque os Estados Unidos enfrentam falta de animais. O rebanho bovino americano caiu para o menor nível em cerca de 75 anos, depois de anos de seca, custos elevados e redução do número de matrizes. Como a recomposição do plantel leva tempo, aumentar as importações tornou-se uma das alternativas de curto prazo para ampliar a oferta.

O Brasil chega a essa abertura em posição importante. Entre janeiro e julho deste ano, os Estados Unidos compraram 233,8 mil toneladas de carne bovina brasileira, 17,1% mais que no mesmo período de 2025, tornando-se o segundo maior destino do produto nacional.

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No total, o Brasil exportou 1,97 milhão de toneladas de carne bovina nos primeiros sete meses de 2026, crescimento de 9,9%. A China continua como principal compradora, mas a abertura de espaço adicional nos Estados Unidos ganha importância justamente porque permite ao setor reduzir a dependência do mercado chinês.

Para o pecuarista brasileiro, uma demanda externa maior significa mais competição pela matéria-prima dentro do País. O efeito sobre a arroba não é automático, mas novos canais de exportação tendem a ampliar as alternativas comerciais dos frigoríficos e, principalmente em períodos de oferta mais ajustada de animais, podem contribuir para dar sustentação aos preços pagos pelo boi.

Combustível entra na mesma pressão

A carne não é o único produto que levou o governo americano a buscar alternativas para aumentar a oferta. A guerra contra o Irã elevou fortemente os preços do petróleo e levou a gasolina comum nos Estados Unidos para acima de US$ 4 por galão, cerca de US$ 1 a mais que há um ano.

Trump deve se reunir na próxima semana com representantes de refinarias e grandes redes de combustíveis para discutir formas de reduzir o preço nas bombas. O petróleo chegou a superar US$ 110 por barril durante o conflito, principalmente depois das restrições ao tráfego pelo Estreito de Ormuz, rota por onde passava aproximadamente 20% do petróleo mundial.

Nesta sexta-feira (28), as cotações internacionais recuavam e caminhavam para encerrar a semana em queda, acompanhando a retomada parcial do fluxo de navios pela região. Ainda assim, o petróleo permanece bem acima dos níveis anteriores à guerra.

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A situação colocou também os biocombustíveis no centro da disputa. Os Estados Unidos possuem uma das maiores indústrias de etanol do mundo e adotaram neste ano metas recordes de incorporação de combustíveis renováveis. Ao mesmo tempo, refinarias pressionam por dispensas que reduziriam temporariamente suas obrigações de mistura.

O governo Trump discute justamente como aliviar os custos das refinarias sem prejudicar agricultores e produtores de biocombustíveis. Uma das possibilidades avaliadas é compensar eventuais dispensas concedidas agora com aumento das metas de combustíveis renováveis em 2027.

Para o Brasil, maior utilização de etanol nos Estados Unidos seria positiva para o mercado internacional, mas ainda não há uma decisão que permita afirmar que haverá aumento das compras do produto brasileiro. Ao contrário da carne bovina, portanto, a oportunidade para o etanol ainda é potencial.

O ponto em comum entre os dois mercados está na mudança de prioridade em Washington. Com alimentos e combustíveis mais caros pressionando o orçamento das famílias, o governo americano passou a procurar rapidamente formas de aumentar a oferta e reduzir custos.

Na carne, essa necessidade já derrubou parcialmente uma barreira que limitava o acesso ao maior mercado consumidor do mundo. Para o Brasil, que já é o maior exportador global de carne bovina e tem capacidade para ampliar embarques, a crise de preços americana pode se transformar em uma oportunidade adicional para pecuaristas e frigoríficos nos últimos meses de 2026.

Fonte: Pensar Agro

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