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Moradores ressaltam ações da prefeitura para recomeço no bairro São Mateus

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Equipes da Secretaria Municipal de Obras Públicas aceleram os serviços de limpeza no Córrego do Gambá, no bairro São Mateus com o objetivo de melhorar a vasão das águas nesse período de chuvas intensas. A medida tranquiliza os moradores que já vivenciaram o dilema da inundação ocorrida no domingo (12), onde muitas famílias perderam praticamente tudo.

O túnel liner que estava bloqueado no Córrego do Gambá, na Avenida Beira Rio também já foi liberado para passagem da água e a ação continua para confecção da estrutura do muro de arrimo.

Muita terra já foi retirada na extensão do Córrego. O serviço envolve também a limpeza na lateral dos barrancos e está sendo realizado com maquinários apropriados, sendo escavadeira hidráulica diretamente dentro do córrego. Para descer e subir o barranco, uma pá carregadeira prepara o calçamento com pedras para maior segurança da ação.

Os secretários adjuntos da Secretaria Municipal de Obras Públicas, Ricardo Menacho (de Planejamento e Projetos) e Milena Borges, (de infraestrutura) vistoriaram o andamento dos serviços.

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“Se a Prefeitura de Cuiabá continuar assim, o resultado vai longe, e de encontro com o que a população espera da gestão”, disse Jacildo Pedroso da Silva, morador do Jardim Brasil, que trabalha no bairro São Mateus.

Muitas famílias foram afetadas e perderam tudo, inclusive a documentação pessoal, como é o caso de Odinil Corsino da Silva, 49 anos. “A água levou tudo, era gente correndo para se livrar da água. Toda a ajuda que vier será bem-vinda, queremos recuperar logo e tocar a vida”, relatou.

Rosinei Nunes, há 28 anos no local, mora com o marido e uma neta, também tenta recomeçar. Onde residem funcionava uma tapeçaria. “Foi tão rápido, o material dos estofados, os alimentos do armário foram tudo, não presta nada. Vamos ter que recomeçar”, disse ela.

Segundo o presidente do bairro, Joeder da Silva Barbalho, conhecido como Lobão, depois de domingo, qualquer chuvak já assusta. “Mudou a rotina do bairro, e a cena que vem na memória é de um emaranhado de água descendo e inundando tudo. Graças as ações emergenciais da Prefeitura de Cuiabá, temos um pouco mais de otimismo, mas a situação foi feia”, explicou.

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AÇÕES

O bairro São Mateus possui aproximadamente 20 ruas, sendo que 11 foram duramente afetadas. Para amenizar a situação, a Secretaria de Assistência Social realiza desde as primeiras horas de segunda-feira (14) o levantamento socioeconômico das famílias. A Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Públicos (Limpurb) também está mobilizada para o recolhimento dos móveis, utensílios e demais pertences que não servem mais para uso e foram dispensadas na frente das residências.

Vale ressaltar que o prefeito Abilio Brunini enviou para a aprovação na Câmara Municipal de Cuiabá o projeto que prevê um auxílio emergencial no valor de R$ 1 mil para ajudar as vítimas das chuvas.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Uso de antibióticos para ganho de peso é proibido na produção animal

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) proibiu o uso de antibióticos como promotores de crescimento na produção animal, em medida que já está em vigor e altera práticas consolidadas nas cadeias de aves, suínos e bovinos. A decisão veta a importação, fabricação, comercialização e uso desses aditivos quando destinados ao ganho de desempenho produtivo, além de determinar o cancelamento dos registros dos produtos enquadrados nessa categoria.

Na prática, substâncias tradicionalmente utilizadas para acelerar o ganho de peso deixam de ser permitidas com essa finalidade. Entre os compostos atingidos estão a virginiamicina, a bacitracina (e suas variações) e a avoparcina, com destaque para a primeira, amplamente adotada em sistemas intensivos. A norma, no entanto, mantém a possibilidade de fabricação exclusiva para exportação, desde que haja autorização prévia do Mapa.

A mudança segue recomendações de organismos internacionais como a Organização Mundial da Saúde, que há anos orientam a restrição do uso de antimicrobianos na produção animal quando não houver finalidade terapêutica. O objetivo é conter o avanço da resistência antimicrobiana — fenômeno em que bactérias se tornam resistentes a antibióticos, reduzindo a eficácia de tratamentos tanto na medicina veterinária quanto na humana.

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Para o setor produtivo, a medida impõe uma transição operacional. O Mapa estabeleceu prazo de 180 dias para utilização dos estoques já existentes e determinou que empresas informem volumes disponíveis em até 30 dias. Após esse período, os produtos deverão ser retirados do mercado.

Sem esses aditivos, produtores terão de recorrer a alternativas para manter desempenho zootécnico, como ajustes no manejo, nutrição mais precisa e uso de aditivos não antibióticos. No curto prazo, a mudança pode elevar custos e exigir adaptação dos sistemas produtivos. No médio prazo, a expectativa é de alinhamento a exigências sanitárias internacionais, especialmente de mercados mais rigorosos.

A restrição aproxima o Brasil de padrões já adotados em outros países e reforça a tendência global de redução do uso não terapêutico de antibióticos na produção animal, tema que ganhou relevância crescente na agenda sanitária e comercial do agronegócio.

Fonte: Pensar Agro

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