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Mercado de açúcar apresenta resultados mistos nas bolsas internacionais

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Os contratos futuros de açúcar encerraram a quinta-feira (9) com variações mistas nas principais bolsas internacionais. De acordo com a Hedgepoint Global Markets, o início do ano foi marcado por uma tendência de queda nas cotações, reflexo de fatores climáticos e ajustes no mercado global.

Desafios climáticos e perspectivas para o setor

Lívea Coda, analista de Açúcar e Etanol da Hedgepoint Global Markets, destacou que, “apesar de um ano desafiador com seca e incêndios, a região Centro-Sul do Brasil surpreendeu com resultados positivos”. Esses números reforçam expectativas de baixa nos preços, especialmente diante da recuperação esperada nas safras do Hemisfério Norte.

Desempenho nas bolsas internacionais

Na ICE Futures, em Nova York, os contratos futuros registraram variações. O contrato com vencimento em março/2025 recuou 14 pontos, encerrando a 19,10 centavos de dólar por libra-peso. Por outro lado, o contrato de março/2026 avançou 1 ponto, atingindo 17,94 centavos de dólar por libra-peso.

Na ICE Europe, em Londres, o comportamento foi semelhante. O contrato de março/2025 caiu 2,10 dólares, fechando em US$ 501,60. Já o contrato de março/2026 registrou leve alta de 0,20 dólares, negociado a US$ 491,30.

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Queda no preço do açúcar cristal

No mercado interno, o preço do açúcar cristal registrou queda pelo terceiro dia consecutivo, segundo o Indicador Cepea/Esalq da USP. A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 158,18, representando uma desvalorização de 0,22% em relação ao dia anterior.

Etanol hidratado mantém tendência de alta

Em contraste, o etanol hidratado segue em alta pelo décimo dia consecutivo. Conforme o Indicador Diário Paulínia, o biocombustível foi comercializado pelas usinas a R$ 2.860,50 por metro cúbico, um avanço de 0,58% em relação aos R$ 2.837,50 registrados anteriormente.

O mercado segue atento às condições climáticas e às perspectivas de produção para os próximos meses, fatores decisivos para a definição das cotações no cenário global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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