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Mercados Europeus Operam com Leve Baixa em Meio a Rendimentos Elevados e Expectativa por Dados dos EUA

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O índice STOXX 600, que reúne as principais ações europeias, registrava uma leve queda de 0,09% nesta sexta-feira, fechando em 515,36 pontos. Apesar da retração, o índice caminhava para encerrar sua semana mais forte em um mês, refletindo um equilíbrio entre os rendimentos elevados dos títulos públicos e a expectativa dos investidores pelos dados de emprego nos Estados Unidos.

Os rendimentos dos títulos públicos europeus mantinham-se em alta, com o rendimento do título alemão de 10 anos alcançando o maior patamar dos últimos seis meses. Este movimento pressionava especialmente o setor de serviços públicos, que recuava 0,9%.

Expectativa por dados econômicos dos EUA

O mercado direcionava suas atenções para o relatório de emprego dos Estados Unidos, previsto para divulgação às 10h30. A expectativa era de uma desaceleração no crescimento de postos de trabalho em dezembro, com a taxa de desemprego permanecendo em 4,2%. Esses dados são vistos como cruciais para determinar os próximos passos do Federal Reserve em relação às taxas de juros.

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“Nas próximas semanas, a volatilidade intradiária deve permanecer alta, influenciada tanto por questões relacionadas aos juros quanto pela política econômica”, avaliou Luca Finà, diretor de ações ativas da Generali Asset Management.

Ele destacou ainda que, na Europa, a possibilidade de novas tarifas comerciais segue como uma fonte relevante de instabilidade, embora parte desse cenário já tenha sido incorporada pelos mercados.

Desempenho dos setores e principais índices

Os setores de alimentos e bebidas e seguros registravam quedas de 0,5% e 0,6%, respectivamente, refletindo a cautela predominante entre os investidores.

Entre os índices das principais bolsas europeias, o desempenho foi misto:

  • Londres (FTSE 100): queda de 0,18%, encerrando em 8.304 pontos.
  • Frankfurt (DAX): alta de 0,12%, fechando em 20.342 pontos.
  • Paris (CAC 40): valorização de 0,15%, atingindo 7.501 pontos.
  • Milão (FTSE MIB): alta de 0,27%, finalizando em 35.410 pontos.
  • Madri (Ibex 35): baixa de 1,04%, concluindo a 1.776 pontos.
  • Lisboa (PSI20): queda de 0,52%, encerrando a 6.364 pontos.

A tensão nos mercados reflete as incertezas quanto à política monetária global e as potenciais implicações de novas medidas econômicas dos Estados Unidos, que podem influenciar os fluxos financeiros e a dinâmica dos mercados europeus nos próximos meses.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do agronegócio brasileiro disparam e abril registra segundo melhor resultado da história

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O agronegócio brasileiro voltou a mostrar força no mercado internacional em abril de 2026. As exportações do setor alcançaram US$ 16,6 bilhões no período, crescimento de 12% em relação ao mesmo mês do ano passado e o segundo melhor resultado mensal da série histórica, ficando atrás apenas de maio de 2023.

Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela Consultoria Agro do Itaú BBA mostram avanço consistente das vendas externas, puxado principalmente pelo complexo soja, proteínas animais e algodão.

Complexo soja lidera exportações e garante avanço da receita

A soja voltou a ser o principal motor das exportações brasileiras. Em abril, os embarques do grão atingiram 16,7 milhões de toneladas, maior volume mensal do ano, gerando receita de US$ 7 bilhões.

Além do aumento da disponibilidade da safra brasileira, o preço médio da commodity também subiu e alcançou US$ 416 por tonelada, alta anual de 8,4%.

O farelo de soja também apresentou desempenho positivo:

  • Volume exportado: 2,4 milhões de toneladas
  • Crescimento anual: 13%
  • Preço médio: US$ 363/t

Já o óleo de soja teve comportamento distinto. Apesar da queda de 7,8% no volume exportado, os preços avançaram pelo quinto mês consecutivo, alcançando US$ 1.191/t, alta de 15% frente a abril de 2025.

Carne bovina ganha força com demanda chinesa aquecida

O setor de proteínas animais manteve ritmo forte nas exportações, especialmente na carne bovina.

Os embarques de carne bovina in natura cresceram 4,3% em relação a abril do ano passado, somando 252 mil toneladas. A China permaneceu como principal destino, absorvendo 54% do total exportado.

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O principal destaque, no entanto, veio da valorização dos preços:

  • Preço médio da carne bovina: US$ 6.241/t
  • Alta anual: 24%
  • Alta frente a março: 7,3%

Segundo a análise, os chineses aumentaram os preços pagos pela proteína brasileira, influenciando diretamente o movimento de valorização internacional.

Carne suína e frango seguem em expansão

A carne suína também apresentou desempenho positivo:

  • Volume exportado: 121 mil toneladas
  • Crescimento anual: 9,7%
  • Preço médio estável em US$ 2.497/t

Já a carne de frango in natura somou 417 mil toneladas embarcadas, avanço de 2,5% sobre abril de 2025. Os preços médios chegaram a US$ 1.949/t, crescimento anual de 2,1%.

Açúcar perde valor e etanol recua nas exportações

No complexo sucroenergético, o cenário foi mais desafiador.

As exportações de etanol recuaram 50% em volume frente ao mesmo período do ano anterior, totalizando 87 mil toneladas. Apesar disso, os preços subiram 8%, chegando a US$ 624/m³.

O açúcar VHP registrou:

  • Volume exportado: 958 mil toneladas
  • Alta de 1,2% nos embarques
  • Queda de 23% no preço médio

O açúcar refinado também perdeu valor, com retração de 19% nos preços em relação a abril do ano passado.

Algodão dispara em volume, mas preços seguem pressionados

O algodão em pluma teve um dos maiores avanços do período em volume exportado.

Os embarques atingiram 348 mil toneladas, crescimento expressivo de 55% frente a abril de 2025. Entretanto, os preços continuam em trajetória de queda e recuaram 7,3% na comparação anual, chegando a US$ 1.513/t.

Fertilizantes enfrentam impacto da guerra no Oriente Médio

Enquanto as exportações avançaram, as importações de fertilizantes mostraram desaceleração em abril.

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O volume total importado caiu 11% na comparação anual, somando 3,2 milhões de toneladas. O mercado segue pressionado pelos impactos geopolíticos da guerra no Oriente Médio, que elevou preços internacionais e gerou dificuldades logísticas.

Entre os destaques:

  • Forte queda nas importações de fosfatados
  • Redução de cerca de 200 mil toneladas de ureia
  • Aumento equivalente nas compras de sulfato de amônio

O MAP foi importado a US$ 733/t FOB, alta de 16% sobre abril de 2025. Já a ureia alcançou US$ 574/t FOB, disparando 55% na comparação anual.

Segundo o relatório, parte relevante dos embarques ainda reflete contratos fechados anteriormente, o que reduz a capacidade dos dados atuais retratarem totalmente as condições mais recentes do mercado global.

Café perde receita mesmo com preços ainda elevados

Outro ponto de atenção foi o café verde.

Entre janeiro e abril de 2026, as exportações do produto somaram US$ 4,1 bilhões, mas o volume embarcado caiu 25% frente ao mesmo período do ano passado. Ainda assim, os preços médios permaneceram elevados em US$ 6.773/t.

Agro mantém protagonismo nas contas externas brasileiras

Os números reforçam o protagonismo do agronegócio na balança comercial brasileira em 2026, especialmente em um cenário global marcado por volatilidade, tensões geopolíticas e juros elevados nas principais economias.

Com forte demanda internacional por alimentos e proteínas, o Brasil segue ampliando sua presença no comércio global, sustentado principalmente pela competitividade da soja, carnes e fibras naturais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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