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Expectativa de Alta para a Safra 2025/26 de Cana-de-Açúcar no Brasil Apesar de Custos Mais Elevados

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Após um ano de 2024 marcado por secas severas e incêndios devastadores em canaviais paulistas, o cenário climático no final do ano trouxe otimismo para a safra 2025/26 de cana-de-açúcar do Brasil. As chuvas regulares, aliadas a temperaturas elevadas, contribuíram para o desenvolvimento vegetativo da cultura, acalmando as preocupações com a produtividade que surgiram durante os momentos mais críticos da seca.

Arnaldo Bortoletto, vice-presidente da Coplacana (Cooperativa dos Plantadores de Cana do Estado de São Paulo), expressou um sentimento positivo em relação à safra do próximo ano: “Estamos mais otimistas para esta safra em comparação com a anterior, impulsionados pelas condições climáticas mais favoráveis que temos observado recentemente”, afirmou. Ele explicou que, embora haja uma recuperação dos canaviais afetados pela seca, uma avaliação precisa da produtividade será realizada entre fevereiro e março, quando será possível fazer um diagnóstico completo.

Impacto Climático e Expectativas de Colheita

O clima segue sendo o principal fator determinante para o sucesso da safra. As perspectivas atuais indicam boas chances de um desenvolvimento adequado, com a combinação de chuva e calor, sem períodos prolongados de tempo encoberto. Bortoletto ressalta que, caso as boas condições climáticas se mantenham, a colheita será antecipada, aproveitando a maturação ideal da cana.

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José Guilherme Nogueira, CEO da Orplana (Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil), também destacou a melhora nas condições climáticas no final de 2024, que aliviou as projeções para a safra 2024/25. No entanto, Nogueira enfatizou que o impacto do clima na safra 2025/26 ainda é incerto e dependerá de fatores como chuvas, secas prolongadas e a possibilidade de geadas.

Projeções de Produção e Custo de Produção

Marcelo Filho, analista da Stonex, indicou que a previsão inicial de moagem para a safra 2025/26 era de 593 milhões de toneladas, o que representaria uma queda em relação à safra anterior. No entanto, ele observou que as boas chuvas e o clima favorável nos últimos meses sugerem que o volume de produção poderá ser ligeiramente superior a essa estimativa, embora ainda seja incerto.

O custo de produção, no entanto, deve ser maior em comparação com o ano passado. Nogueira apontou três fatores principais que devem influenciar esse aumento: a valorização do dólar, que impacta diretamente o preço dos insumos como adubos e defensivos; a alta taxa de juros, que afeta o custo financeiro da produção; e o manejo, que exige maior uso de herbicidas e controle de pragas devido à seca e aos incêndios.

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Preços e Perspectivas no Mercado de Açúcar

O Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) ressaltou que, apesar dos desafios climáticos, o açúcar continuará sendo um pilar importante no comércio global. Com a liderança do Brasil na produção e exportação, espera-se que o mercado externo sustente preços favoráveis, enquanto a demanda interna também deve seguir um ritmo de crescimento moderado.

Embora o consumo nas principais regiões tenha desacelerado, a retomada nas economias emergentes, como Paquistão e Indonésia, junto à baixa reposição de estoques, pode ajudar a manter os preços acima de 18 cents/lb no mercado futuro. No mercado interno, as expectativas são de que os preços se mantenham elevados, mas sem alcançar os picos observados no final de 2024, quando o preço da saca de açúcar ultrapassou R$ 160,00.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de trigo no Rio Grande do Sul começa a mostrar acomodação nos preços diante de baixa liquidez

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O mercado brasileiro de trigo encerrou a semana com baixa liquidez e preços ainda sustentados pela limitada disponibilidade de produto da safra antiga. No entanto, o Rio Grande do Sul já começa a apresentar sinais de acomodação nas negociações, indicando uma possível transição de estabilidade para leve pressão baixista nas cotações.

A avaliação é de que o cenário segue marcado pela escassez de oferta, fator que tem sido determinante para manter os preços em patamares elevados mesmo em um ambiente internacional considerado relativamente tranquilo.

Escassez ainda sustenta preços, mas mercado perde ritmo

Segundo o analista da Safras & Mercado, Elcio Bento, a principal característica do mercado continua sendo a baixa disponibilidade de trigo.

Esse fator, de acordo com ele, ainda impede uma correção mais forte nas cotações, mesmo diante de um fluxo reduzido de negócios ao longo da semana.

A liquidez permaneceu baixa, com operações pontuais voltadas principalmente para reposição de moinhos e vendas isoladas de produtores que buscam liberar espaço em armazéns para a entrada da segunda safra de milho.

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Rio Grande do Sul já mostra resistência nos preços

No Rio Grande do Sul, o comportamento do mercado passou a indicar maior resistência por parte dos compradores, especialmente diante da dificuldade de repassar custos ao setor de farinha.

Os vendedores seguem tentando manter referências próximas de R$ 1.350 por tonelada FOB, enquanto os compradores atuam de forma mais cautelosa, com ofertas entre R$ 1.280 e R$ 1.320 por tonelada FOB.

Apesar disso, ainda não há volume suficiente de oferta para provocar uma queda mais consistente nas cotações.

“Não há pressão de oferta suficiente para provocar uma queda efetiva dos preços, mas o sentimento do mercado evoluiu de estabilidade para um viés levemente baixista”, destacou Elcio Bento.

Paraná mantém cenário de baixa liquidez e preços firmes

No Paraná, o mercado de trigo permaneceu praticamente estável ao longo da semana, com poucas alterações nas negociações.

Nos Campos Gerais, os moinhos indicaram compras para julho em torno de R$ 1.430 por tonelada CIF, enquanto para agosto os valores chegaram a aproximadamente R$ 1.450 por tonelada CIF.

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Do lado dos produtores, as ofertas de venda seguem próximas de R$ 1.400 por tonelada FOB.

De acordo com o analista, a baixa disponibilidade de trigo remanescente continua sendo o principal fator de sustentação dos preços no estado, mesmo com liquidez reduzida e negócios pontuais.

Perspectiva do mercado

O cenário do trigo no Sul do Brasil segue equilibrado entre oferta restrita e demanda contida. A tendência imediata é de manutenção de um mercado lento, com possíveis ajustes graduais de preços no Rio Grande do Sul e estabilidade relativa no Paraná.

A evolução da safra e o comportamento da demanda da indústria deverão ser determinantes para definir os próximos movimentos do mercado nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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