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Vendas no Varejo Brasileiro Recuam em Novembro, Superando Expectativas Negativas

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As vendas no varejo brasileiro registraram uma queda de 0,4% em novembro, interrompendo dois meses consecutivos de avanços e superando as projeções de retração de 0,2%, segundo pesquisa da Reuters. Os dados, ajustados sazonalmente e divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), também indicaram um crescimento de 4,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, acima da expectativa de alta de 4,3%.

Apesar de um desempenho amplamente positivo ao longo de 2024, com queda nas vendas apenas em três meses, o setor varejista enfrenta desafios crescentes no cenário econômico. Fatores como o mercado de trabalho aquecido, expansão do crédito e aumento da renda impulsionaram as vendas, mas agora o setor lida com a pressão do aperto monetário e a diminuição dos estímulos fiscais. Em dezembro, a taxa básica de juros (Selic) foi elevada a 11,25%, e o Banco Central já sinalizou novas altas de 1 ponto percentual nas próximas reuniões.

Desempenho Setorial e Black Friday

Entre as oito atividades analisadas pelo IBGE, cinco apresentaram quedas em novembro na comparação com o mês anterior. Destaques incluem:

  • Móveis e eletrodomésticos: retração de 2,8%, atribuída à antecipação de promoções relacionadas à Black Friday;
  • Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: queda de 2,2%;
  • Livros, jornais, revistas e papelaria: recuo de 1,5%;
  • Outros artigos de uso pessoal e doméstico: baixa de 1,0%;
  • Hiper e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: ligeira diminuição de 0,1%.
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Por outro lado, três categorias registraram avanços no período:

  • Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: crescimento de 3,5%;
  • Combustíveis e lubrificantes: aumento de 1,5%;
  • Tecidos, vestuário e calçados: elevação de 1,4%.

No varejo ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças, bem como material de construção e atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, o volume de vendas caiu 1,4% em relação a outubro.

Expectativas para o Setor

Cristiano Santos, gerente da pesquisa do IBGE, ressaltou que a retração de novembro ocorre após dois meses de avanços e destacou o forte crescimento do varejo no primeiro semestre de 2024. “Uma acomodação no segundo semestre era natural e esperada”, explicou Santos.

Para Igor Cadilhac, economista do PicPay, os resultados confirmam uma desaceleração moderada. “O desempenho segue positivo na comparação anual, e o setor permanece próximo de seus níveis recordes”, avaliou.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Farelo e óleo de soja: demanda global sustenta mercado, mas excesso de oferta pressiona preços no segundo semestre

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O mercado de farelo e óleo de soja atravessa um momento de contrastes em 2026. Enquanto o óleo segue sustentado pela crescente demanda do setor energético e dos programas globais de biocombustíveis, o farelo enfrenta um ambiente mais desafiador, marcado pelo aumento da produção mundial e pela ampliação da concorrência internacional.

A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal de junho, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que analisa as perspectivas para o complexo soja diante do avanço do esmagamento global e do crescimento da oferta dos principais países produtores.

Óleo de soja lidera valorização impulsionado por biocombustíveis

O óleo de soja foi o principal destaque do complexo soja ao longo de maio. As cotações internacionais avançaram fortemente em Chicago, impulsionadas pela valorização do petróleo e pela expectativa de ampliação dos mandatos de biodiesel em importantes mercados consumidores.

Entre os fatores que sustentaram o movimento estão a adoção da mistura B50 na Indonésia e as discussões sobre a implementação do B15 na Malásia, iniciativas que reforçam a demanda estrutural pelo derivado.

Mesmo com a correção observada no fim do mês, após a queda do petróleo diante das negociações envolvendo Estados Unidos e Irã, o óleo encerrou maio com valorização média de 8,3%, consolidando-se como o produto de melhor desempenho dentro do complexo soja.

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Farelo encontra resistência diante da ampla oferta global

Em sentido oposto, o farelo de soja apresentou desempenho mais moderado. Apesar de registrar leve valorização no mercado internacional, o produto continua enfrentando pressão decorrente do aumento da oferta mundial.

A expansão do esmagamento na América do Sul, especialmente no Brasil e na Argentina, ampliou significativamente a disponibilidade do insumo para alimentação animal, limitando ganhos mais expressivos nos preços.

No mercado brasileiro, a situação foi ainda mais evidente. Em Mato Grosso, principal polo de processamento do país, os preços recuaram diante da combinação entre oferta abundante e valorização do real frente ao dólar.

Exportações seguem em ritmo acelerado

Apesar da pressão sobre os preços, o comércio exterior continua sendo um importante suporte para o setor.

As exportações brasileiras de farelo de soja cresceram 4,6% no acumulado de 2026 até maio, enquanto os embarques de óleo registraram expansão expressiva de 40,9% no mesmo período.

O desempenho reflete a combinação entre maior processamento doméstico, disponibilidade de produto e demanda internacional consistente, especialmente de compradores da Ásia e da Europa.

Segundo o Itaú BBA, o mercado internacional continua absorvendo volumes relevantes, contribuindo para o escoamento da produção brasileira.

Segundo semestre deve ter mais oferta e preços menores

As projeções para a safra 2026/27 indicam continuidade da expansão da produção global de derivados de soja.

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O aumento do esmagamento nos Estados Unidos, Brasil e Argentina deverá elevar ainda mais a oferta de farelo, criando um ambiente de maior competição entre exportadores e pressionando os preços internacionais.

A expectativa é que a Argentina, tradicional líder mundial nas exportações de farelo, amplie gradualmente seus embarques nos próximos meses, aumentando a concorrência direta com o produto brasileiro e reduzindo os prêmios de exportação.

Já para o óleo de soja, o cenário permanece relativamente mais favorável. O crescimento da demanda por biocombustíveis continua oferecendo suporte estrutural ao mercado, embora a volatilidade dos preços do petróleo siga sendo um fator relevante para as cotações.

Mercado acompanha equilíbrio entre energia e alimentos

O relatório destaca que o comportamento do complexo soja nos próximos meses dependerá do equilíbrio entre a crescente demanda energética e o aumento da oferta agrícola global.

Enquanto o óleo tende a permanecer sustentado pelos programas de transição energética e expansão do biodiesel, o farelo deverá enfrentar um ambiente mais competitivo, exigindo atenção dos produtores e indústrias quanto às estratégias de comercialização.

Com produção recorde prevista para os principais países exportadores e estoques globais confortáveis, a tendência para o segundo semestre é de um mercado abastecido, com preços mais pressionados, especialmente para o farelo de soja.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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