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Mercados Asiáticos Sofrem Baixa em Meio à Pressão Deflacionária na China

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Os principais índices acionários da China registraram queda nesta quinta-feira (9), refletindo a contínua pressão deflacionária na economia, apesar de medidas governamentais recentes para impulsionar o consumo. Esse cenário reforçou o movimento de investidores em direção a ativos no exterior. Em Hong Kong, o mercado também fechou em baixa.

Desempenho dos Índices Chineses

O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 0,25%, enquanto o índice SSEC, em Xangai, recuou 0,58%. Já o Hang Seng, em Hong Kong, perdeu 0,2%.

Dados oficiais apontam que os preços ao consumidor na China permaneceram praticamente estáveis em 2024, enquanto os preços nas fábricas caíram pelo segundo ano consecutivo. Esses números vieram um dia após o governo ampliar a lista de eletrodomésticos elegíveis para o programa de troca de bens de consumo, buscando estimular a demanda interna.

Preocupações com a Economia

Zhiwei Zhang, economista-chefe da Pinpoint Asset Management, destacou a persistência da pressão deflacionária, mesmo com os estímulos anunciados. “Os subsídios para alguns bens de consumo são positivos, mas o setor imobiliário ainda desacelera, prejudicando a confiança do consumidor”, avaliou.

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O Goldman Sachs compartilhou a visão cautelosa, ressaltando que as medidas de afrouxamento monetário, embora significativas, apenas compensam parcialmente o consumo interno enfraquecido. Segundo o banco, a execução de políticas fiscais será essencial para sustentar o mercado acionário chinês em 2025.

Tecnologia em Alta e Outras Bolsas Asiáticas

Apesar das quedas generalizadas, as ações do setor de tecnologia avançaram, impulsionadas por apostas renovadas na produção de chips e na segurança da informação, em meio ao aumento das tensões geopolíticas.

Em outras regiões da Ásia, o desempenho dos mercados foi misto:

  • Tóquio (Nikkei): queda de 0,94%, a 39.605 pontos.
  • Seul (Kospi): leve alta de 0,03%, a 2.521 pontos.
  • Taiwan (Taiex): baixa de 1,39%, a 23.081 pontos.
  • Cingapura (Straits Times): queda de 0,63%, a 3.862 pontos.
  • Sydney (S&P/ASX 200): recuo de 0,24%, a 8.329 pontos.
Perspectivas para 2025

Embora as recentes medidas de estímulo demonstrem o compromisso do governo chinês em reverter a desaceleração econômica, a confiança do mercado permanece abalada pela persistência da deflação e pelas dificuldades no setor imobiliário. O sucesso dessas políticas dependerá, em grande parte, de sua execução e da capacidade de restaurar o consumo doméstico e a estabilidade econômica.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Uso de satélite para barrar crédito rural gera novo debate no setor

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A nova regra que condiciona o acesso ao crédito rural ao monitoramento ambiental por satélite abriu uma frente de tensão entre produtores, Congresso e governo federal. Desde 1º de abril, bancos que operam recursos do Plano Safra passaram a consultar automaticamente dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes) antes da liberação dos financiamentos agropecuários.

O centro da discussão está nos chamados “falsos positivos”, situações em que alterações na cobertura vegetal identificadas pelo sistema acabam sendo interpretadas como desmatamento irregular, mesmo quando decorrem de atividades produtivas permitidas ou manejos regulares dentro da propriedade.

Segundo a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), produtores vêm relatando dificuldades para acessar crédito em casos envolvendo limpeza de pastagem, manejo agrícola, renovação de áreas produtivas e até colheita de florestas plantadas, como eucalipto.

A preocupação do setor é que o sistema utilizado para monitoramento identifica mudanças na vegetação, mas não consegue, sozinho, diferenciar imediatamente uma atividade legal de um desmatamento irregular.

Com isso, o bloqueio ao crédito pode ocorrer antes mesmo de qualquer análise individualizada do caso. Isso inverte o ônus da prova e  obriga o produtor a comprovar posteriormente que a alteração apontada pelo satélite não configura infração ambiental. O processo pode envolver laudos técnicos, documentos fundiários, análises ambientais e procedimentos administrativos que levam semanas ou meses.

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O problema ganha peso porque o crédito rural continua sendo peça central do financiamento agropecuário brasileiro, especialmente em um momento de juros elevados, aumento do endividamento e custos ainda pressionados.

Dados citados pela consultoria Datagro mostram que mais de 5,4 milhões de apontamentos positivos estavam registrados no sistema Prodes até outubro de 2025. Parte dessas ocorrências, segundo o setor, pode estar associada justamente a interpretações equivocadas do monitoramento remoto.

As novas exigências estão previstas nas Resoluções nº 5.193/2024 e nº 5.268/2025, do Conselho Monetário Nacional (CMN), dentro do processo de endurecimento das regras ambientais para concessão de crédito rural.

A justificativa oficial é impedir que propriedades com irregularidades ambientais tenham acesso a recursos públicos subsidiados.

O avanço das restrições provocou reação imediata no Congresso Nacional. Parlamentares ligados à Frente Parlamentar da Agropecuária protocolaram projetos para suspender os efeitos das resoluções até que sejam criados mecanismos considerados mais precisos de validação ambiental.

As propostas também tentam impedir embargos automáticos baseados exclusivamente em imagens de satélite e estabelecer critérios técnicos mais claros para restrições ao financiamento rural.

Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende (foto), o principal problema está na automatização do processo sem análise técnica prévia. “O monitoramento ambiental é necessário e irreversível. O problema começa quando um apontamento preliminar feito por satélite passa a produzir efeito imediato sobre o crédito sem uma verificação individualizada da situação da propriedade”, afirma.

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Segundo Rezende, a insegurança aumenta porque o produtor depende do financiamento para manter o calendário agrícola e não consegue esperar meses por uma solução administrativa. “O crédito rural não financia apenas expansão. Ele financia custeio, compra de insumos, operação da safra e fluxo de caixa da propriedade. Quando o recurso trava por causa de um possível falso positivo, o impacto econômico acontece imediatamente dentro da porteira”, diz.

Ele avalia que o avanço das exigências ambientais tende a se intensificar nos próximos anos, principalmente pela pressão de bancos, mercados importadores e sistemas internacionais de rastreabilidade.

“A questão ambiental passou a fazer parte da análise de risco do crédito rural. Isso já não é mais uma discussão apenas regulatória. O produtor vai precisar cada vez mais de documentação organizada, regularidade ambiental e segurança jurídica para acessar financiamento e mercado”, afirma.

O episódio evidencia uma mudança estrutural no agro brasileiro. Critérios ambientais deixaram de afetar apenas fiscalização e passaram a interferir diretamente na capacidade de financiar produção, renegociar dívidas e manter competitividade no mercado internacional.

Fonte: Pensar Agro

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