AGRONEGÓCIO
Prefeito de Cuiabá determina retirada imediata de ônibus fora do prazo de uso e reforça fiscalização da frota
Publicado em
7 de janeiro de 2025por
Da Redação
Atendendo a uma determinação do prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, a Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) notificou as empresas responsáveis pelo transporte coletivo da capital para que regularizem a idade dos veículos em circulação. Conforme estipulado no contrato vigente, os ônibus utilizados não podem ultrapassar 10 (dez) anos de fabricação. Atualmente, as empresas que atuam na prestação de serviços são, a Caribus, VPAR, Rápido Cuiabá e Integração, que operam o transporte coletivo na cidade.
De imediato, a Semob garantiu que, caso veículos irregulares sejam encontrados, eles poderão completar o trajeto com os passageiros, mas, ao chegar ao ponto final, serão encaminhados para as garagens e retirados de circulação. “Já autorizei os fiscais a agirem de forma firme. Nenhum ônibus com mais de dez anos vai circular em Cuiabá. Está no contrato, e as empresas sabem disso. Não vamos permitir que elas coloquem a população em risco ou diminuam a qualidade do serviço. Vamos garantir que os passageiros completem suas viagens sem prejuízo, mas o veículo será multado e lacrado em seguida”, afirmou o prefeito.
O município conta atualmente com uma frota de 365 ônibus, dos quais 320 estão em operação diária e os demais são veículos de reserva. O prefeito enfatizou que a retirada de veículos irregulares não implicará na redução da frota disponível, já que as empresas têm obrigação contratual de substituir os veículos antigos por outros que atendam às especificações. “Se um ônibus com mais de dez anos for retirado, ele será substituído pela frota reserva. O passageiro não será prejudicado. Estamos exigindo que as empresas cumpram o contrato e mantenham um padrão de qualidade. Isso inclui a conservação dos veículos e o funcionamento adequado do ar-condicionado, portas e outros itens essenciais”, explicou a secretária de Mobilidade Urbana, Regivânia Alves.
Para reforçar a fiscalização, o prefeito anunciou que todos os ônibus deverão ter a data de fabricação estampada de forma visível, como já era exigido até 2019. Além disso, a Semob intensificará as vistorias. O prefeito destacou que, além da idade máxima dos veículos, a qualidade de manutenção é um fator indispensável para garantir a segurança e o conforto dos passageiros:
“Um ônibus com sete anos bem conservado pode estar em melhores condições que um de três anos mal cuidado. Não basta atender à exigência da idade, o veículo precisa estar em perfeitas condições de rodagem. Estamos trabalhando para oferecer um serviço digno e eficiente para os cuiabanos”, pontuou.
Cerca de 50 agentes de transporte realizam fiscalizações diárias para verificar irregularidades em tempo real, como problemas no ar-condicionado, campainhas, janelas e outros itens de segurança e conforto. “O processo de fiscalização dos veículos fora das especificações contratuais no transporte coletivo de Cuiabá seguirá um protocolo definido pela Prefeitura e pela Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob). A Semob notificará a empresa responsável pelo veículo irregular, solicitando uma justificativa e a regularização do problema. Caso a justificativa apresentada não seja satisfatória ou não seja apresentada no prazo estipulado, o caso será encaminhado ao prefeito para deliberação”, explicou o diretor de Transportes, Nicolau Budib.
“Não vamos parar os ônibus no meio do trajeto e prejudicar os passageiros. No entanto, uma vez concluída a viagem, o veículo será encaminhado para a garagem e a empresa será penalizada conforme previsto no contrato. Se a justificativa não for adequada, tomaremos as medidas necessárias, inclusive com a retirada do veículo das ruas”, concluiu o chefe do Executivo Municipal.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
AGRONEGÓCIO
Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja
Published
22 horas agoon
15 de outubro de 2026By
Da Redação
A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.
A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.
O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui
Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.
A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.
Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br
Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.
O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.
Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.
Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.
Isan Rezende
Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.
O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.
“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.
“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.
Fonte: Pensar Agro
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