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Moinhos gaúchos antecipam compras de trigo

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O mercado de trigo no Rio Grande do Sul apresenta movimentações pontuais, com preços do trigo pão oscilando entre R$ 1.220 e R$ 1.280, segundo a TF Agroeconômica. Apesar da baixa frequência de negócios, há programações de embarques para fevereiro e março. Produtos como branqueador e melhorador são comercializados a R$ 1.550/1.600 e R$ 1.400, respectivamente, dependendo da qualidade e da urgência na entrega. Mesmo com previsões de alta nos custos da matéria-prima, os preços da farinha não têm incentivado o mercado.

No segmento de exportação, o trigo Milling para entrega em janeiro foi negociado a R$ 1.370 por tonelada, enquanto o trigo de ração atingiu R$ 1.320, com pagamentos previstos para fevereiro.

Santa Catarina: mercado lento em função das festas

Em Santa Catarina, o ritmo das negociações segue desacelerado devido às festas de fim de ano e ao período de férias. As cooperativas estão finalizando a recepção dos últimos lotes da safra local, mas os preços pedidos são superiores aos do trigo gaúcho CIF. Ofertas no estado incluem valores como R$ 1.300 mais frete para trigo do Rio Grande do Sul e R$ 1.450 no moinho para o produto local. Apesar disso, os preços pagos aos produtores catarinenses permanecem estáveis, variando entre R$ 68,00 e R$ 73,00 por saca, conforme a região.

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Paraná: negociações interrompidas

No Paraná, as negociações estão praticamente paradas, reflexo da interrupção das atividades das indústrias para manutenção e fechamento de balanços anuais. Os vendedores pedem valores em torno de R$ 1.500 no norte do estado, considerados competitivos frente aos custos de importação. No oeste e sudoeste, os preços são ligeiramente menores, tornando o trigo paranaense mais atrativo em relação ao produto gaúcho.

Apesar disso, as importações de trigo argentino seguem em andamento. Paranaguá deve receber três navios com 88.610 toneladas do produto nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Área de cana-de-açúcar para colheita cresce 3,1% no Centro-Sul e Mato Grosso do Sul ganha protagonismo na safra 2026/27

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A produção de cana-de-açúcar no Centro-Sul brasileiro inicia a safra 2026/27 com uma área maior disponível para colheita e uma nova configuração entre os principais polos produtores. Levantamento da Serasa Experian revela que a área apta para colheita alcançou 9,17 milhões de hectares, crescimento de 3,1% em relação aos 8,9 milhões de hectares registrados no ciclo anterior.

O estudo, elaborado por meio de imagens de satélite e tecnologias de geoprocessamento, mostra que a expansão da área produtiva foi acompanhada por mudanças no ranking dos municípios com maior área cultivada, resultado principalmente da renovação dos canaviais, prática que permite recuperar o potencial produtivo das lavouras.

Nova Alvorada do Sul lidera produção no Centro-Sul

Entre as principais mudanças da safra está a ascensão de Nova Alvorada do Sul (MS), que passa a ocupar a primeira posição entre os municípios com maior área de cana-de-açúcar disponível para colheita no Centro-Sul.

Outra novidade é a entrada de Nova Andradina (MS) entre os 12 maiores polos produtores da cultura, substituindo Guaíra (SP) no ranking elaborado pela Serasa Experian.

Apesar da mudança de posições, a concentração da produção permanece praticamente estável. Os 12 municípios líderes continuam respondendo por cerca de 10,4% de toda a área cultivada na região Centro-Sul, percentual semelhante ao observado na safra anterior.

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Renovação dos canaviais explica mudanças no ranking

Segundo a Serasa Experian, a movimentação entre os municípios produtores está diretamente relacionada ao ciclo de renovação das lavouras.

Durante esse processo, parte dos canaviais é retirada temporariamente da produção para replantio, permitindo a recuperação da produtividade das áreas. Após a reforma, essas lavouras retornam ao sistema produtivo, alterando a participação de cada município no volume total disponível para colheita.

Um exemplo é Nova Andradina, onde aproximadamente 12,1 mil hectares estavam em reforma na safra 2025/26. Com a conclusão desse processo, mais de 10 mil hectares voltaram à produção na temporada 2026/27, impulsionando o município entre os principais produtores do país.

São Paulo mantém liderança, mas Mato Grosso do Sul amplia participação

O levantamento confirma que a produção de cana continua fortemente concentrada em quatro estados brasileiros.

São Paulo permanece como principal produtor nacional, reunindo 57,1% da área disponível para colheita, o equivalente a 5,24 milhões de hectares.

Na sequência aparecem:

  • Goiás: 12,4%;
  • Minas Gerais: 12,2%;
  • Mato Grosso do Sul: 9,3%.

Juntos, esses quatro estados concentram 91% de toda a área de cana-de-açúcar mapeada na região Centro-Sul.

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Entre eles, Mato Grosso do Sul foi o estado que apresentou o maior crescimento proporcional entre uma safra e outra, ampliando sua participação em 0,3 ponto percentual. O desempenho reforça a consolidação de municípios como Nova Alvorada do Sul, Rio Brilhante, Costa Rica, Ivinhema e Nova Andradina entre os principais polos sucroenergéticos brasileiros.

Tecnologia por satélite amplia precisão do monitoramento

O estudo foi desenvolvido com base em imagens de satélite de alta resolução e ferramentas de inteligência geoespacial, permitindo acompanhar em detalhes a evolução das áreas cultivadas e os ciclos de renovação dos canaviais.

Segundo a Serasa Experian, esse tipo de monitoramento oferece uma visão mais precisa da dinâmica agrícola, contribuindo para análises sobre expansão da cultura, produtividade, ocupação territorial e planejamento do setor sucroenergético.

Em um cenário de crescente demanda por biocombustíveis e etanol, o acompanhamento da evolução da cana-de-açúcar torna-se uma ferramenta estratégica para produtores, usinas, investidores e toda a cadeia do agronegócio, permitindo identificar tendências de crescimento e mudanças na geografia da produção brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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