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Prefeito entrega a Cuiabá a segunda fase do Mercado Antônio Moysés Nadaf e reforça o fomento ao desenvolvimento da cidade

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O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, realizou a entrega oficial na noite desta terça-feira(31), da segunda etapa do Mercado Antônio Moysés Nadaf, a Feira do Porto. Com a entrega da obra, a região consolida-se como um dos grandes legados deixados pelo gestor ao longo de seus oito anos de administração. No total, o espaço conta com 176 espaços comerciais e mais de 400 vagas de estacionamento. A solenidade contou com a presença do secretário municipal de Turismo, Lincon Sardinha, do secretário de Ordem Pública, Leovaldo Salles e de Agricultura e Desenvolvimento Econômico, Francisco Vuolo e do presidente da Associação do Mercado do Porto, Jorge Antônio Lemes Júnior.

“A região do Porto é o coração histórico e cultural de Cuiabá, mas sempre foi deixada de lado. Desde o início da nossa gestão, assumimos o compromisso de mudar essa realidade, e hoje estamos entregando um espaço completamente revitalizado, que une modernidade e tradição, valorizando nossos feirantes e devolvendo à população um local digno, funcional e acolhedor. Esta é mais uma prova de que governamos para todos, promovendo inclusão e resgatando o orgulho de ser cuiabano”, afirmou o prefeito Emanuel Pinheiro.

“Essa reforma trouxe muitos benefícios, pois o espaço foi reorganizado e ficou bem diferente do que era antes. Na época, eu e o vice-prefeito trabalhamos para fazer a mudança da feira para cá. Passávamos os dias aqui, trabalhando para arrumar o local. Conseguimos organizar tudo, mas depois de mais de 30 anos, decidimos reformar novamente. Então mudamos para outro lugar enquanto a reforma acontecia, e agora estamos de volta. A reforma ficou ótima, maravilhosa! Antes era muito quente, mas, graças a Deus, agora está excelente. Quanto à reforma, acredito que será uma grande herança deixada pelo prefeito Emanuel. Ele demonstrou muito interesse em melhorar esse espaço. Eu mesmo estava lá, cuidando da minha banca, sem saber que ele viria. Foi quando chegaram e me chamaram para conversar com ele. Vale lembrar que, nos dois mandatos dele, eu estive presente, apoiando desde o começo”,declarou o permissionário Vandir Lopes.

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A revitalização do Mercado do Porto, que beneficia diretamente 176 feirantes, inclui a modernização de suas instalações, com a inclusão de câmaras frias exclusivas, quadros de energia individualizados, medidores de água e climatizadores. Além disso, foram realizadas melhorias no calçamento, na acessibilidade, no sistema de drenagem e na substituição do telhado.

Essa entrega se soma a outras ações na área portuária, como a revitalização da Orla do Porto I, a criação da Vila Cuiabana e a inauguração do Aquário Municipal. Essas intervenções transformaram o Porto em um novo polo turístico e cultural da capital, promovendo convivência, lazer e oportunidades para os pequenos empreendedores da região. As obras no Mercado do Porto, somadas à revitalização da Orla, da Vila Cuiabana e do Aquário Municipal, trazem vida a uma área que antes era esquecida. Durante a solenidade, o prefeito agradecendo ainda ao ex-senador Blairo Maggi, ao ex deputado federal Neri Geller e ao senador Wellington Fagundes por destinarem emendas parlamentares que possibilitaram a revitalização do Mercado do Porto.

“Essa obra representa uma virada de página muito importante para o Mercado do Porto, promovida pela gestão do prefeito Emanuel Pinheiro. O Mercado do Porto é um cartão-postal de Cuiabá, simboliza nossa história e nossa tradição. Aqui, contamos com mais de 200 feirantes que fazem parte desse espaço tão significativo”, declarou o secretário Vuolo.

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A estrutura de tendas provisórias utilizadas durante as obras também terá nova finalidade, sendo adaptada para abrigar eventos culturais e gastronômicos, como o Festival da Pamonha, o Festival de Flores e o Festival de Pimenta. Essa estratégia reforça o compromisso de consolidar o Mercado do Porto como um ponto de encontro cultural e turístico, além de fomentar a economia local.

“Os permissionários estão se adequando ao novo espaço, reorganizando as bancas e a disposição de seus produtos. Esperamos por décadas até que essa estrutura estivesse adequada para garantir a segurança e o conforto de nossos visitantes”, destacou o presidente da Associação do Mercado do Porto, Jorge Antônio Lemes Júnior.

“Olha, a gente só tem gratidão. O Mercado do Porto é um espaço histórico. Eu estou aqui desde 1995, mas o mercado existe desde 1994, tendo passado por várias gestões que sempre prometeram reformas. Foi através do Jonas Pinheiro que conseguimos a primeira emenda para melhorias, e agora, no segundo mandato do Emanuel Pinheiro, ele realmente olhou para nós e realizou essa reforma tão aguardada. Estamos muito felizes por ele ter entregue essas duas etapas da obra, especialmente porque agora temos um espaço mais confortável, o que é essencial nesse calor intenso de Cuiabá. Só temos a agradecer por essa conquista. Hoje, estamos em um local protegido, com estrutura garantida, e cabe a nós, feirantes, continuar atendendo a população em um mercado muito melhor”, disse Regis, comerciante.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Milho de segunda safra reduz impacto ambiental e reforça sustentabilidade do etanol no Brasil, aponta estudo da Nature

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Um estudo publicado na revista científica npj Sustainable Agriculture, do grupo editorial Nature, aponta que o milho de segunda safra apresenta baixo impacto na mudança de uso da terra no Brasil e contribui para a redução da pegada de carbono associada à produção agrícola e ao etanol de milho.

A pesquisa demonstra que o sistema produtivo brasileiro — baseado no cultivo do milho após a soja na mesma área e ano agrícola — vem se consolidando como um modelo mais eficiente, capaz de ampliar a produção sem necessidade de expansão significativa de novas áreas agrícolas.

Sistema de segunda safra reduz pressão por abertura de novas áreas

De acordo com o estudo, o avanço do milho safrinha nas últimas duas décadas quebrou o paradigma de que o aumento da produção agrícola depende da expansão da fronteira agrícola. O modelo contribui para a segurança alimentar, a redução de emissões de gases de efeito estufa e a preservação ambiental.

A análise reforça que a maior parte da expansão ocorreu sobre áreas já consolidadas para a agricultura, o que reduz a pressão por conversão de vegetação nativa e, consequentemente, o desmatamento.

Mapeamento inédito identifica 17,1 milhões de hectares em 2023

O trabalho, conduzido por pesquisadores da Agroicone, Embrapa Meio Ambiente, Canopy, Serasa Experian e Epagri/SC, utilizou imagens de satélite e dados do MapBiomas para mapear áreas de milho de segunda safra no Brasil entre 2003 e 2023.

O levantamento identificou 17,1 milhões de hectares destinados ao cultivo em 2023, um crescimento de 14,4 milhões de hectares em 20 anos, consolidando o sistema de cultivo duplo como um dos principais diferenciais da produção de grãos no país.

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Emissões ligadas ao uso da terra são inferiores a estimativas globais

Com base no método BRLUC2, o estudo estimou emissões entre 0,6 e 0,9 tonelada de CO₂ por hectare ao ano relacionadas à mudança direta de uso da terra (dLUC).

Os valores são de 40% a 57% inferiores às estimativas de metodologias nacionais e até 80% menores do que referências internacionais que não distinguem sistemas de primeira e segunda safra.

Segundo os pesquisadores, a incorporação de mapeamentos mais precisos é essencial para aprimorar os modelos de cálculo de emissões no Brasil e no exterior.

Manejo do solo compensa parte das emissões

O estudo também aponta que práticas de manejo sustentável contribuem para o aumento do armazenamento de carbono no solo, compensando cerca de 20% das emissões associadas à mudança de uso da terra.

Esse fator reforça o papel da agricultura tropical brasileira na mitigação de impactos ambientais e no avanço de sistemas produtivos mais sustentáveis.

Etanol de milho ganha competitividade com menor pegada de carbono

Um dos principais impactos do modelo é observado no setor de biocombustíveis. O etanol produzido a partir do milho de segunda safra apresenta menor intensidade de carbono, sem necessidade de expansão adicional de áreas agrícolas.

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As emissões líquidas associadas ao produto variam entre 2,3 e 5,3 g CO₂ MJ⁻¹ em um horizonte de 20 anos, e entre 0,8 e 1,5 g CO₂ MJ⁻¹ em períodos mais recentes — abaixo dos níveis frequentemente reportados na literatura, que podem chegar a 30 g CO₂ MJ⁻¹.

Para os pesquisadores, os dados reforçam a competitividade ambiental do etanol de milho brasileiro e seu potencial estratégico na agenda global de descarbonização.

Segunda safra reduz pressão sobre desmatamento

Outro resultado relevante do estudo é a redução da necessidade de expansão de fronteiras agrícolas associada ao crescimento da produção de milho.

Entre 2013 e 2023, houve queda de 73% nas emissões anuais líquidas de CO₂ relacionadas à mudança direta de uso da terra, refletindo menor pressão sobre áreas de vegetação nativa.

Agricultura tropical como referência em eficiência produtiva

Os pesquisadores destacam que o sistema de segunda safra reúne dois fatores determinantes para sua baixa pegada de carbono: a ausência de necessidade de abertura de novas áreas e o aumento do sequestro de carbono no solo devido ao cultivo sucessivo.

O estudo conclui que o modelo brasileiro de produção de milho contribui de forma significativa para a integração entre produtividade agrícola, eficiência ambiental e redução de emissões, reforçando o papel do país como referência em agricultura tropical sustentável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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