A Polícia Civil de Mato Grosso empossa, nesta sexta-feira (27.12), os 76 novos servidores da instituição convocados como parte do programa Tolerância Zero ao Crime Organizado.
A cerimônia de posse de delegados, investigadores e escrivães será realizada às 16 horas, na Academia de Polícia Civil (Acadepol), no bairro São João Del Rey, em Cuiabá.
O ato de nomeação para os cargos das carreiras policiais foi publicado no Diário Oficial do Estado nº 28.888, de 27 de novembro de 2024.
O Termo de Posse será assinado pelo candidato nomeado e pelo delegado-geral adjunto, Rodrigo Bastos da Silva, durante a cerimônia. O empossado deverá comparecer ao local com duas horas de antecedência, em traje passeio completo na cor preta.
Após a posse, os novos servidores iniciam o curso de formação técnico-profissional da Academia da Polícia Civil, com duração de aproximadamente cinco meses. O não comparecimento à cerimônia acarretará na publicação do ato tornando sem efeito a nomeação. Na cerimônia de posse, será permitida somente a presença dos nomeados e demais autoridades.
A nomeação dos novos policiais civis faz parte das medidas integradas para combater o crime organizado em Mato Grosso. Na Polícia Civil, contempla ainda a criação das Coordenadorias de Combate ao Crime Organizado e de Recuperação de Ativos, que atuarão no enfrentamento à lavagem de dinheiro e na recuperação de ativos para o Estado; e na instalação de quatro delegacias especializadas, sendo três de repressão ao crime organizado em Cuiabá, Cáceres e Sinop e uma Derf em Lucas do Rio Verde.
Projeto da Secretaria de Estado de Justiça de Mato Grosso (Sejus-MT) em parceria com a Fundação Nova Chance, a fábrica e oficina-escola de costura da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá recebeu R$ 6,8 milhões de investimentos em obras físicas. Com 91 máquinas de costura, além de estrutura completa para produção, a proposta prevê a oferta de 120 vagas de trabalho remunerado para reeducandas, com jornada diária de oito horas.
A inauguração da fábrica e oficina-escola de costura aconteceu na quinta-feira (23.4). A diretora da unidade, Keily Marques destacou o objetivo do projeto, que envolve políticas públicas e transformação social. Para ela, o investimento vai muito além da atividade em si.
“Esse investimento não aconteceu porque costura é uma coisa de mulheres, ele aconteceu porque todo investimento que é feito em mulheres é investimento que dá resultado, que impacta a sociedade”, afirmou.
Mais do que capacitação técnica, a iniciativa busca promover autonomia e reconstrução de trajetórias.
“A ressocialização se constrói com oportunidades reais, oportunidades verdadeiras e políticas públicas eficientes. Eu parabenizo especialmente essas mulheres que hoje são as primeiras a conquistarem a certificação. Que elas aproveitem a oportunidade porque cada aprendizado adquirido aqui pode representar um longo caminho e o passado não define o futuro de ninguém”, destacou Keily.
A diretora também ressaltou o esforço coletivo para tirar o projeto do papel.
“Para tudo isso se tornar realidade foi preciso muito esforço e empenho. Cerca de 90% do nosso quadro funcional é composto por mulheres, fortes, guerreiras, que junto com os homens valorosos formam um time de excelência”, disse, ao reconhecer o trabalho da equipe da unidade, formada majoritariamente por mulheres.
A qualificação inicial foi realizada pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, com 20 internas já capacitadas para atuar como multiplicadoras dentro da penitenciária. A produção será destinada à confecção de uniformes escolares para a rede estadual, integrando políticas públicas e gerando economia.
Para Keily, o projeto também ressignifica o papel do sistema prisional.
“Essa unidade, além de acolher mulheres em cumprimento de pena, também acolhe histórias e possibilidades de recomeços. Hoje celebramos esperança, oportunidade e transformação. Trata-se de transformação humana e isso só é possível por meio de trabalho e estudo”, afirmou.
Com a expectativa de atender inicialmente mais de 50% da população carcerária da unidade, a iniciativa reforça a ideia de que investir em mulheres, especialmente em contextos de vulnerabilidade, é uma estratégia com efeitos que ultrapassam os muros do sistema prisional e alcançam toda a sociedade.
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