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Perspectivas Positivas para a Safra de Verão em Mato Grosso, Apesar de Desafios Climáticos

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A safra de verão 2024/25 em Mato Grosso apresenta perspectivas favoráveis, apesar das preocupações com o clima, que afetaram o início do ciclo. A previsão é de um aumento significativo na produção, com um crescimento estimado de 19% em relação ao ciclo anterior, o que pode resultar em uma produção de 25,3 milhões de toneladas, superior aos 21,3 milhões registrados na safra 2023/24. Os dados foram divulgados no boletim do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), nesta quinta-feira (19). O boletim também trouxe a primeira projeção para a segunda safra, que pode atingir 16,4 milhões de toneladas, um aumento de 23% sobre os 13,4 milhões produzidos no ciclo anterior.

Desafios climáticos e impactos nas culturas de verão

Embora o tempo seco tenha gerado preocupações em alguns momentos, a volta das chuvas trouxe alívio, permitindo boas perspectivas para a safra de verão. O milho, destaque na produção estadual e matéria-prima essencial para a proteína animal, apresentou um aumento de 1% na área plantada, com 2,56 milhões de hectares, e a expectativa é de uma produção de 15,5 milhões de toneladas, o que representa 24% a mais em relação à safra anterior. A primeira safra de milho também está em boas condições, com uma previsão de 2,6 milhões de toneladas, 5% a mais que no ciclo passado.

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Feijão e soja: destaque e desafios

O feijão de segunda safra, apesar de uma redução de 11% na área plantada, se destaca como a segunda maior produção já registrada, com uma expectativa de 694,4 mil toneladas, 4% superior ao ano anterior. No entanto, a primeira safra de feijão enfrenta dificuldades devido às chuvas, o que dificulta a aplicação de fungicidas. Mesmo assim, a produção esperada é de 329,5 mil toneladas, o dobro do volume colhido no ciclo anterior. Já a soja, que experimentou um aumento expressivo de 44% na área de plantio da segunda safra, deve atingir 189,6 mil toneladas, 41% a mais do que no ano passado. A primeira safra pode alcançar 22,2 milhões de toneladas, desde que as condições climáticas se mantenham favoráveis.

Culturas de hortaliças e outros produtos

A produção de tomate no estado permanece estável, com 94% da área já plantada e 43% colhida, com uma previsão de 170,9 mil toneladas. A batata, por sua vez, apresenta uma boa qualidade, com 97% da produção em boas condições, embora a produtividade tenha sido 10% menor que a projetada. Apesar da queda nos preços, com a saca de 25 kg sendo negociada a R$ 33,20, a cebola apresenta boa performance, com 72% da área já colhida e 88% da produção com boa qualidade.

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Expectativas para o café e outros produtos

A produção de café em Mato Grosso também mostra sinais positivos. O clima chuvoso recente favoreceu a frutificação das plantas, que haviam sido prejudicadas pelas ondas de calor. A expectativa é de uma produção de 42,7 mil toneladas, 6% a mais do que no ciclo passado. O preço da saca de café, que recentemente atingiu R$ 1.975,26, é mais do que o dobro do registrado no mesmo período do ano anterior.

A mandioca, uma cultura com ciclo mais longo, tem mostrado boa produtividade, com uma previsão de 3,7 milhões de toneladas, 4% a mais que no ciclo anterior. A cana-de-açúcar também deve apresentar boa produção, com uma estimativa de 35,8 milhões de toneladas, embora com uma leve queda de 2% em relação ao ano passado.

Boletim de Conjuntura Agropecuária

O Deral também publicou o Boletim de Conjuntura Agropecuária, que oferece mais detalhes sobre o mercado de batata, milho, suínos, bovinos, ovos e mel, oferecendo uma visão abrangente das tendências agrícolas no estado de Mato Grosso para a safra 2024/25.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Tecnologia embarcada fortalece agricultura e ajuda produtores a enfrentar mudanças climáticas

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As mudanças climáticas vêm impondo novos desafios ao agronegócio brasileiro. Fenômenos como secas prolongadas, chuvas intensas concentradas em curtos períodos e oscilações bruscas de temperatura têm impactado diretamente a produtividade das lavouras e exigido maior capacidade de adaptação dos produtores rurais.

Nesse cenário, a tecnologia embarcada nas máquinas agrícolas tem se consolidado como uma importante ferramenta para aumentar a eficiência das operações e fortalecer a resiliência das propriedades rurais. Soluções baseadas em agricultura de precisão, automação e conectividade permitem uma gestão mais estratégica dos recursos, contribuindo para minimizar os efeitos das adversidades climáticas.

Entre os principais recursos disponíveis estão os sistemas de piloto automático, telemetria, monitoramento remoto, controle de seções e aplicação em taxa variável. Essas tecnologias possibilitam que cada operação seja realizada de forma mais precisa, considerando as características específicas de cada área da propriedade.

Com isso, os produtores conseguem reduzir sobreposições, evitar falhas operacionais e otimizar o uso de insumos, promovendo ganhos tanto em produtividade quanto em rentabilidade.

Eficiência no uso de recursos e sustentabilidade

Além dos benefícios econômicos, a adoção de tecnologias embarcadas também contribui para uma agricultura mais sustentável. A aplicação precisa de sementes, fertilizantes e defensivos agrícolas reduz desperdícios e favorece o uso racional dos recursos naturais, fator cada vez mais relevante diante da crescente pressão por sistemas produtivos mais eficientes e ambientalmente responsáveis.

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A integração entre máquinas e plataformas digitais permite ainda o monitoramento contínuo das operações, gerando informações valiosas para a tomada de decisões e o planejamento das próximas safras.

Os dados coletados em campo ajudam os agricultores a identificar oportunidades de melhoria, corrigir gargalos operacionais e antecipar estratégias de manejo, ampliando a capacidade de resposta diante de condições climáticas adversas.

Inteligência de dados ganha protagonismo no campo

De acordo com Lucas Zanetti, gerente de Marketing de Produto da Massey Ferguson, a tecnologia desempenha papel fundamental na adaptação da agricultura aos desafios climáticos atuais.

Segundo ele, as ferramentas digitais transformam informações operacionais em inteligência estratégica, permitindo maior controle sobre as atividades agrícolas.

“As tecnologias embarcadas nas máquinas agrícolas permitem transformar dados em inteligência, ajudando a otimizar recursos, aumentar a eficiência operacional e reduzir riscos ao longo de todo o ciclo produtivo”, destaca.

O executivo ressalta que recursos como aplicação em taxa variável, piloto automático e monitoramento remoto se tornaram elementos estratégicos para aumentar a sustentabilidade e a competitividade das propriedades rurais.

“Quando utilizamos essas tecnologias, conseguimos produzir de forma mais eficiente, reduzir desperdícios e aproveitar melhor cada janela operacional. Isso gera benefícios econômicos ao produtor e fortalece a capacidade de adaptação da atividade agrícola diante das mudanças climáticas”, afirma.

Soluções conectadas ampliam capacidade de adaptação

A Massey Ferguson tem ampliado seus investimentos em soluções digitais voltadas à gestão agrícola. A integração entre máquinas, plataformas de monitoramento e ferramentas de agricultura de precisão oferece aos produtores uma visão mais completa da operação, facilitando decisões rápidas e estratégicas.

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Para o setor, a tendência é que a transformação digital continue ganhando espaço como uma das principais aliadas da produção agrícola moderna.

“Quanto mais informações o produtor tiver sobre sua operação, maior será sua capacidade de se adaptar às condições climáticas, preservar recursos e manter elevados níveis de produtividade”, conclui Zanetti.

Com a intensificação dos eventos climáticos extremos, especialistas apontam que a combinação entre tecnologia, conectividade e análise de dados será cada vez mais determinante para garantir competitividade, sustentabilidade e segurança produtiva no agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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