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Prefeitura de Cuiabá requalifica pista na entrada da UFMT e auxilia na trafegabilidade na região do viaduto da Universidade

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio das Secretarias Municipais de Mobilidade Urbana e de Obras Públicas, requalificou um trecho na entrada da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), o que terá um impacto significativo no trânsito da região. O trecho, com cerca de 100 metros, agora opera em ambos os sentidos na entrada da universidade em direção à Avenida do Barbado. Apesar de pequeno, o trajeto requalificado trará mais agilidade ao tráfego nas proximidades do viaduto da UFMT.

A entrega da obra ocorreu na quinta-feira (19) e contou com a presença do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, em um evento marcado por apresentações musicais do grupo UFMT Com a Corda Toda e pelo plantio de uma muda de Baobá – símbolo de resistência, força e ancestralidade para o movimento negro -, doada pelo Movimento Negro Unificado. Durante o ato, outras demandas, como melhorias no asfalto e na sinalização, foram apresentadas ao prefeito, que se comprometeu a encaminhá-las.

“Durante meu mandato, compreendi que não existem obras pequenas quando elas impactam diretamente o cotidiano das pessoas. Assim como os viadutos Murilo Domingos, na Avenida Beira Rio, e Juca do Guaraná, na Avenida das Torres, transformaram a mobilidade urbana, a duplicação do trecho que conecta a UFMT ao Córrego do Barbado também tem um impacto significativo para a educação e o futuro da nossa cidade”, afirmou o prefeito.

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Emanuel Pinheiro destacou a importância da UFMT como uma das maiores indústrias de conhecimento e aprendizagem da sociedade. Ele ressaltou o papel fundamental da parceria entre a universidade e a Prefeitura, promovendo um intercâmbio que beneficia toda a cidade.

“A UFMT é parte de todos nós, um símbolo de uma capital que deu certo. A universidade está no coração de Cuiabá, e é essencial que essa relação entre UFMT e Prefeitura seja cada vez mais fortalecida. Quando a professora Marluce Silva (reitora da UFMT) esteve em nosso gabinete, ela solicitou essa requalificação e, após sua posse, conseguimos atender ao pedido. É assim que gosto de trabalhar: com articulação e resultados concretos para a nossa população”, afirmou o prefeito.

Emanuel também explicou o conceito de “prefeitar”:

“Prefeitar é viver a cidade 24 horas por dia, sete dias por semana. É compreender o que é essencial para cada comunidade. Algumas obras podem parecer pequenas, mas fazem toda a diferença no dia a dia de milhares de pessoas. Respeitar as críticas e trabalhar incansavelmente é o que define minha gestão”, pontuou.

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A reitora Marluce Silva agradeceu a parceria da Prefeitura e enfatizou que a duplicação da via era uma necessidade urgente para garantir a segurança de servidores, estudantes e da comunidade que frequenta a UFMT. Ela também reforçou a importância do apoio político na viabilização de projetos futuros, destacando a atuação de parlamentares como o deputado Emanuelzinho.

A cerimônia contou com a presença do prefeito do campus, Paulino Barros, da coordenadora estadual do Movimento Negro Unificado, Isabel Farias, e de outras personalidades acadêmicas.

O trabalho foi realizado pelas Secretarias Municipais de Obras e de Ordem Pública, com o apoio da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), responsável pela limpeza de todo o campus da UFMT.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Safra recorde de grãos pressiona logística no Brasil e expõe gargalos de armazenagem e transporte

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O Brasil caminha para uma safra histórica em 2025/26, com produção estimada em 356,3 milhões de toneladas de grãos e 82,2 milhões de hectares plantados, segundo o 6º Levantamento da Conab. O resultado reforça a posição do país entre os maiores produtores globais, mas também amplia a pressão sobre a infraestrutura logística nacional.

Com o agronegócio respondendo por cerca de um quarto do PIB brasileiro, o desafio deixou de ser apenas produtivo e passou a ser estrutural: escoar volumes recordes com eficiência, previsibilidade e custos competitivos.

Nesse contexto, o novo relatório “Retrato da Logística de Grãos do Brasil em 2026”, da nstech, destaca gargalos persistentes em armazenagem, transporte e integração modal, além de apontar a tecnologia como eixo central de competitividade do setor.

Reequilíbrio da matriz de transportes avança, mas rodovias seguem dominantes

Estudos do ESALQ-LOG indicavam que, em 2023, o modal rodoviário respondia por 69% do escoamento da soja, seguido por ferrovias (22%) e hidrovias (9%).

Projeções recentes baseadas em dados da ANTT e do Ministério dos Transportes indicam uma leve mudança até 2025, com avanço das ferrovias para 25%, manutenção das hidrovias em 9% e recuo das rodovias para 66%.

Apesar da evolução, a dependência do transporte rodoviário ainda é considerada um fator de ineficiência estrutural.

“Mesmo com avanço da intermodalidade, ainda há um excedente estimado de 70 mil caminhões em rotas de longa distância. A digitalização e a agenda ESG deixaram de ser diferenciais e passaram a ser exigências comerciais”, afirma Thiago Cardoso, diretor de agronegócio da nstech.

Nova dinâmica logística: valor agregado muda o perfil do transporte

A transformação do agronegócio brasileiro também passa pelo aumento da produção de coprodutos e itens de maior valor agregado.

A produção de DDG/DDGS deve atingir 4,9 milhões de toneladas na safra 2025/26, com potencial de chegar a 11 milhões até 2030. Em paralelo, o esmagamento interno de soja deve alcançar 60,9 milhões de toneladas em 2026, impulsionado pela demanda do biodiesel.

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Esses produtos exigem maior controle logístico, rastreabilidade por lote e maior uso de contêineres, reduzindo a predominância do transporte a granel e elevando a complexidade operacional dos terminais.

Ao mesmo tempo, o Brasil deve atingir um recorde na importação de fertilizantes, com 45,5 milhões de toneladas em 2025, ampliando o fluxo reverso da logística agrícola.

Frete de retorno ganha força e reduz custos logísticos

Para mitigar o impacto do transporte, que pode representar até 20% do custo de produção, o setor consolidou o modelo de “frete de retorno”, no qual caminhões que levam grãos aos portos retornam carregados com insumos agrícolas.

Um dos principais avanços recentes ocorre no corredor do Porto de Porto do Itaqui, que passou a integrar operações portuárias à malha ferroviária nacional, facilitando o fluxo de fertilizantes para regiões produtoras como Mato Grosso.

Arco Norte se consolida, mas frete rodoviário atinge picos históricos

O chamado Arco Norte segue em expansão e já responde por 36,2% das exportações de soja e 39,3% de milho, segundo a Conab. Portos como Santarém e São Luís têm papel estratégico nesse movimento.

Apesar disso, a combinação de supersafra e regulação dos pisos mínimos de frete pela ANTT provocou forte volatilidade nos preços do transporte.

No corredor Rio Verde (GO)–Santos (SP), o frete rodoviário chegou a R$ 310,5 por tonelada no pico da colheita da soja 2025/26, enquanto o modal ferroviário operou em torno de R$ 205/t, evidenciando vantagem de cerca de 28% em custo.

Déficit de armazenagem segue como principal gargalo estrutural

A limitação da capacidade estática de armazenagem continua sendo um dos principais entraves do agronegócio brasileiro.

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O país apresenta déficit estimado de 132 milhões de toneladas em capacidade de estocagem, concentrado principalmente no Centro-Oeste. Enquanto os Estados Unidos conseguem armazenar até 150% de sua produção, o Brasil opera com cerca de 50%, sendo apenas 17% dentro das propriedades rurais.

Na prática, isso força o escoamento imediato durante a colheita, elevando a demanda por transporte justamente no período de fretes mais altos.

Sustentabilidade e rastreabilidade ganham papel obrigatório no comércio global

A agenda ambiental também se consolida como fator determinante na competitividade do agronegócio brasileiro.

Regulamentos como o EUDR (Regulamento da União Europeia contra o Desmatamento) elevam o nível de exigência para rastreabilidade e georreferenciamento de grãos, tornando a conformidade ambiental um requisito comercial obrigatório.

Além disso, o relatório aponta que o transporte rodoviário emite, em média, cerca de sete vezes mais CO₂ por tonelada-quilômetro do que a ferrovia e até dez vezes mais do que o modal hidroviário.

Digitalização se consolida como solução imediata para eficiência logística

Diante dos gargalos estruturais, a digitalização da cadeia logística surge como alternativa mais imediata para ganhos de eficiência.

Segundo a nstech, o uso de plataformas integradas de gestão de transporte permite maior visibilidade, controle operacional e otimização de rotas.

“A inteligência de dados deixou de ser diferencial competitivo e passou a ser condição operacional: quem não mede, não orquestra. E quem não orquestra, paga mais caro para movimentar a mesma carga”, destaca o executivo.

A adoção de sistemas integrados de supply chain e ferramentas de rastreabilidade ponta a ponta é apontada como essencial para reduzir custos e aumentar a competitividade do agronegócio brasileiro no cenário global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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