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Cuidados Redobrados nos Parreirais do Rio Grande do Sul Devido à Alta Umidade

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A Emater/RS-Ascar, em seu Informativo Conjuntural divulgado na semana passada, reportou sobre o desenvolvimento da cultura da uva nas diversas regiões do Rio Grande do Sul. Na região de Caxias do Sul, as condições climáticas, caracterizadas por alta umidade relativa e baixa radiação solar, geraram preocupações entre os viticultores, que estão atentos ao risco elevado de doenças como podridões de cacho, mufa e míldio. Apesar desse cenário, os parreirais continuam apresentando boa sanidade e as bagas seguem em crescimento, com expectativa de produção dentro da normalidade.

Em resposta a essas condições, os viticultores têm intensificado o uso de tratamentos fitossanitários, com destaque para o uso de produtos à base de cobre, como a calda bordalesa. Variedades mais precoces, como a Vênus, já mostram sinais de maturação e estão sendo colhidas em regiões de clima mais quente.

Na região de Frederico Westphalen, os parreirais estão em diferentes fases de desenvolvimento, conforme a variedade. A uva Bordô se encontra entre a compactação do cacho e o início da maturação, enquanto as variedades Niágara Rosada e Branca já estão em plena maturação. Por outro lado, a Seyve Villard segue no estágio inicial de crescimento dos cachos. Os produtores continuam realizando tratamentos para prevenção e controle de doenças como míldio (Plasmopara viticola) e podridão-da-uva-madura (Glomerella cingulata). A colheita da variedade Vênus foi concluída, e a Niágara Rosada está sendo comercializada a R$ 6,00/kg.

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Em Santa Rosa, as videiras se encontram no final do enchimento de bagas e no início da maturação. Variedades precoces, como a Vênus, iniciarão a maturação ainda esta semana. Alguns parreirais apresentam baixa carga de cachos, mas com boa sanidade. No entanto, ataques de pássaros têm sido observados, o que impacta na produção de pomares domésticos e na qualidade das uvas em fase de maturação.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil deve bater recorde na produção de etanol em 2026/27, projeta DATAGRO

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O Brasil caminha para uma safra histórica no setor sucroenergético. A DATAGRO projetou produção recorde de etanol na temporada 2026/27, impulsionada pela maior oferta de cana-de-açúcar e pelo crescimento global da demanda por biocombustíveis.

As novas estimativas foram apresentadas nesta terça-feira (13), em Nova York, durante a 19ª edição da CITI ISO DATAGRO New York Sugar and Ethanol Conference, realizada na tradicional Sugar Week.

Segundo os dados divulgados por Plinio Nastari, o Centro-Sul do Brasil deverá processar 642,2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2026/27. A estimativa inclui produção de 40,98 milhões de toneladas de açúcar e 38,61 bilhões de litros de etanol produzido a partir da cana e do milho.

Produção nacional de etanol pode superar 41 bilhões de litros

Considerando também a produção do Nordeste, a DATAGRO estima que o Brasil deverá alcançar moagem total de 698 milhões de toneladas de cana na safra 2026/27.

A projeção nacional aponta para produção de 44,2 milhões de toneladas de açúcar e 41,4 bilhões de litros de etanol, consolidando o país como um dos principais fornecedores globais de energia renovável.

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O avanço da produção ocorre em um cenário de maior direcionamento das usinas para o etanol, principalmente nos primeiros meses da safra atual, movimento favorecido pela demanda crescente por combustíveis renováveis no mercado internacional.

Mercado global de açúcar deve voltar ao déficit em 2026/27

Além das projeções para o Brasil, a DATAGRO também atualizou suas estimativas para o mercado mundial de açúcar.

A consultoria prevê que o ciclo 2025/26 deverá encerrar com pequeno superávit global de 0,57 milhão de toneladas em valor bruto. Já para 2026/27, a expectativa é de déficit de 3,17 milhões de toneladas.

Entre os fatores que sustentam esse cenário estão os possíveis impactos climáticos do fenômeno El Niño sobre importantes produtores asiáticos, como Índia e Indonésia, além da redução de área cultivada na Europa e na Tailândia.

Biocombustíveis ampliam espaço nos setores marítimo e aéreo

A DATAGRO destacou ainda que o aumento das tensões geopolíticas e a busca global por alternativas energéticas renováveis vêm fortalecendo o mercado de biocombustíveis.

Segundo Plinio Nastari, novos mercados vêm surgindo especialmente nos setores marítimo e aéreo, ampliando o potencial de consumo de etanol, biodiesel e metanol verde nos próximos anos.

“O uso de biocombustíveis como substitutos do combustível marítimo pode gerar aumento de demanda entre 0,4 milhão e 1,8 milhão de toneladas por ano até 2029”, afirmou.

As projeções indicam ainda que a demanda global por biocombustíveis voltados ao transporte marítimo poderá alcançar até 72 milhões de toneladas até 2050, reforçando o protagonismo do Brasil no fornecimento de energia limpa e renovável.

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Etanol ganha protagonismo estratégico na transição energética

O cenário projetado pela DATAGRO reforça a crescente importância do etanol brasileiro dentro da agenda global de descarbonização.

Com ampla disponibilidade de matéria-prima, elevada eficiência produtiva e capacidade de expansão sustentável, o Brasil segue consolidando sua posição estratégica no mercado internacional de biocombustíveis, especialmente diante do avanço das políticas globais de redução de emissões de carbono.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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