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Banco Central Atualiza Projeções Econômicas para 2024: Crescimento, Déficit e Crédito

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Crescimento do PIB: Projeção Aumentada para 2024

O Banco Central (BC) revisou para cima a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2024, projetando uma expansão de 3,5%, ante os 3,2% previstos em setembro. A revisão foi divulgada no Relatório Trimestral de Inflação nesta quinta-feira.

Outras instituições acompanham o otimismo: o Ministério da Fazenda projeta uma alta de 3,3%, enquanto o mercado, conforme a pesquisa Focus, estima um avanço de 3,42%. Para 2025, o BC manteve sua projeção de crescimento em 2,1%, levemente acima dos 2,0% anteriormente calculados.

Transações Correntes: Déficit Maior em 2024

O déficit nas transações correntes foi revisado para US$ 54 bilhões em 2024, superando a previsão anterior de US$ 51 bilhões. Apesar disso, a perspectiva para os Investimentos Diretos no País (IDP) permanece estável, com expectativa de US$ 70 bilhões.

Na balança comercial, a projeção de superávit foi reduzida para US$ 65 bilhões, contra US$ 68 bilhões projetados em setembro. Para despesas líquidas com viagens, a estimativa manteve-se em US$ 8 bilhões. Já para 2025, o déficit em transações correntes deve atingir US$ 58 bilhões, enquanto o superávit comercial deve se manter em US$ 65 bilhões.

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Crédito: Ritmo de Expansão Desacelera

O crescimento do crédito no Brasil foi ajustado para 10,6% em 2024, abaixo dos 11,1% estimados anteriormente. Para 2025, a projeção também foi reduzida, com alta prevista de 9,6%, ante 10,3% divulgados anteriormente.

O crédito às famílias deve crescer 11,7% em 2024, contra 12,0% estimados anteriormente, enquanto para as empresas a alta foi recalculada para 8,8%, abaixo dos 9,7% previstos em setembro. No crédito livre, a expansão esperada é de 10,4% em 2024 e 9,6% em 2025, enquanto o crédito direcionado deve crescer 10,8% em 2024 e 9,7% no ano seguinte.

Conclusão

As atualizações do Banco Central refletem um cenário de maior confiança no crescimento econômico para 2024, mas apontam desafios em relação ao déficit em transações correntes e uma desaceleração no crédito, com impacto especialmente no setor empresarial.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Agronegócio movimentou R$ 45,6 bilhões no primeiro semestre

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O agronegócio de Minas Gerais movimentou R$ 45,6 bilhões com as vendas ao exterior no primeiro semestre de 2026. Com 8,46 milhões de toneladas enviadas a 166 países, o estado manteve a terceira posição entre os maiores exportadores do agro brasileiro, atrás apenas de Mato Grosso e São Paulo.

Os dados foram divulgados no Informativo Conjuntural de julho, publicado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa-MG), com base nos registros do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Os valores foram convertidos pela cotação de R$ 5,09.

Minas Gerais respondeu por 10,3% das exportações brasileiras do agronegócio entre janeiro e junho. O setor também gerou 40,9% de toda a receita obtida pelo estado com as vendas internacionais, demonstrando a importância das atividades rurais para a economia mineira.

A China permaneceu como o principal destino dos produtos agropecuários do estado. Na sequência aparecem Estados Unidos, Alemanha, Itália e Japão. A presença em mercados com diferentes perfis de consumo reduz a dependência de um único comprador e amplia as possibilidades de comercialização para produtores, cooperativas e agroindústrias.

O café continuou como o principal produto da pauta. As vendas somaram R$ 22,9 bilhões e representaram 50,1% de toda a receita do agronegócio mineiro no exterior. Foram embarcadas aproximadamente 10,8 milhões de sacas de 60 quilos no semestre.

O preço médio do café exportado aumentou 4,2% na comparação com o primeiro semestre de 2025. Convertida para a moeda brasileira, a média passou de aproximadamente R$ 2.034 para R$ 2.119 por saca. Essa referência corresponde ao valor do produto embarcado e não ao preço pago diretamente ao cafeicultor.

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A valorização ajudou a sustentar a receita em um período de menor disponibilidade do grão. O volume exportado diminuiu 21,6%, depois dos elevados embarques realizados nos ciclos anteriores e dos efeitos do clima sobre a produção e os estoques.

A perspectiva para os próximos meses é favorecida pela entrada da safra de 2026. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil possa colher 66,2 milhões de sacas, crescimento de 17,1% sobre o ciclo anterior.

Minas Gerais, maior produtor nacional de café, deverá ter participação decisiva nesse avanço. A bienalidade positiva do arábica, a ampliação da área em produção e a recuperação esperada da produtividade podem aumentar a disponibilidade do grão para o mercado interno e para as vendas internacionais.

A soja foi o segundo principal grupo da pauta e apresentou crescimento. As exportações de grão, farelo e óleo movimentaram R$ 10,9 bilhões, alta de 10,2%. O volume chegou a 5,01 milhões de toneladas, avanço de 2,5%.

O resultado do complexo soja mostra que Minas Gerais também amplia sua participação na comercialização de produtos processados. A produção de farelo e óleo agrega valor ao grão, movimenta as indústrias de esmagamento e atende às cadeias de ração animal e biodiesel.

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As carnes também avançaram. Os embarques renderam R$ 4,8 bilhões, crescimento de 13,4% em relação ao primeiro semestre do ano passado. O estado vendeu 247,3 mil toneladas, volume 3,7% maior.

O aumento mais expressivo da receita em relação à quantidade indica melhora no valor médio das carnes exportadas. O movimento favorece frigoríficos, cooperativas e pecuaristas integrados às cadeias que atendem ao mercado internacional.

O complexo sucroalcooleiro, formado principalmente por açúcar e etanol, movimentou R$ 2,7 bilhões, enquanto os produtos florestais renderam R$ 2,6 bilhões. Juntos, café, soja, carnes, produtos sucroalcooleiros e produtos florestais responderam por 96,2% das vendas externas do agronegócio mineiro.

Produtos tradicionais e de maior valor agregado também conquistaram espaço. Queijos, doce de leite, cachaça e doces mineiros movimentaram cerca de R$ 49,4 milhões no semestre. Embora tenham participação menor na pauta, esses produtos abrem oportunidades para pequenas e médias agroindústrias que trabalham com origem, qualidade, tradição e indicação geográfica.

Na comparação com o primeiro semestre de 2025, a receita total das exportações do agro mineiro recuou 9,6% e o volume diminuiu 3%. Ainda assim, o crescimento da soja e das carnes, a valorização média do café e a presença em 166 mercados mantiveram Minas Gerais entre as principais forças do agronegócio exportador brasileiro.

Fonte: Pensar Agro

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