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Exportações de Carne Bovina Registram Queda na Média Diária em Dezembro

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A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgou nesta segunda-feira (16) os números preliminares das exportações de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada referentes à segunda semana de dezembro de 2024. O volume total embarcado até o momento soma 89,3 mil toneladas. Para efeito de comparação, em dezembro de 2023, o mês encerrou com um total de 208,44 mil toneladas exportadas ao longo de 20 dias úteis.

Redução na média diária exportada

A média diária de exportações de carne bovina ficou em 8,9 mil toneladas na segunda semana de dezembro de 2024, representando uma retração de 14,3% em relação à média registrada no mesmo mês do ano anterior, que era de 10,4 mil toneladas.

Apesar do recuo no volume exportado, os preços médios por tonelada registraram aumento. Na segunda semana deste mês, o valor médio pago pela carne bovina atingiu US$ 4.907, marcando uma alta anual de 7,9% em relação a dezembro de 2023, quando o preço médio era de US$ 4.547 por tonelada.

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Receita total e média diária de faturamento

O valor total negociado até a segunda semana de dezembro alcançou US$ 483,37 milhões. Em 2023, o faturamento do mês de dezembro totalizou US$ 947,88 milhões. A média diária de faturamento, no entanto, apresentou uma queda de 7,5%, passando de US$ 47,39 milhões em dezembro do ano passado para US$ 43,84 milhões neste ano.

Perspectivas

Embora os preços internacionais da carne bovina estejam em patamares mais elevados, o desempenho das exportações em termos de volume e receita segue em ritmo inferior ao do ano passado. Esses números refletem desafios no mercado externo, como demanda global moderada e oscilações cambiais, que podem ter impacto sobre o comércio da proteína bovina brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

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STF destrava Ferrogrão e Neri Geller projeta transformação da Baixada Cuiabana

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Avanço da Ferrogrão é visto como oportunidade estratégica para impulsionar a agroindustrialização, gerar empregos e fortalecer o desenvolvimento socioeconômico da Baixada Cuiabana
Avanço da Ferrogrão é visto como oportunidade estratégica para impulsionar a agroindustrialização, gerar empregos e fortalecer o desenvolvimento socioeconômico da Baixada Cuiabana

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que autorizou a retomada dos estudos da Ferrogrão (EF-170) foi recebida como um marco estratégico para o futuro econômico de Mato Grosso. Para o ex-ministro da Agricultura Neri Geller, o avanço do projeto representa mais do que uma solução logística para o agronegócio: abre caminho para um novo ciclo de desenvolvimento regional baseado na industrialização, geração de empregos e integração econômica da Baixada Cuiabana.

Defensor histórico da ampliação da infraestrutura ferroviária no país, Neri avalia que Mato Grosso vive um momento decisivo de transformação econômica, em que logística, agroindústria e planejamento regional passam a caminhar juntos.

“A Ferrogrão representa uma mudança estrutural para Mato Grosso. Não estamos falando apenas de transporte de grãos, mas da construção de um ambiente econômico capaz de atrair indústrias, ampliar investimentos e gerar desenvolvimento sustentável para várias regiões do estado, especialmente a Baixada Cuiabana.”

O STF formou maioria para validar a constitucionalidade da Lei nº 13.452/2017, permitindo a continuidade dos estudos técnicos da ferrovia que ligará Sinop (MT) ao terminal de Miritituba (PA), consolidando um novo corredor de exportação pelo Arco Norte.

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Baixada Cuiabana pode viver novo ciclo econômico

Segundo Neri Geller, o fortalecimento da malha logística estadual tende a impactar diretamente a dinâmica econômica da Baixada Cuiabana, região que historicamente concentra importante papel político, administrativo e populacional no estado, mas que ainda possui enorme potencial de expansão industrial.

“O desenvolvimento de Mato Grosso precisa chegar de forma mais equilibrada às regiões. A Baixada Cuiabana possui localização estratégica, mão de obra, mercado consumidor e capacidade para receber agroindústrias ligadas ao processamento de alimentos, etanol de milho, biocombustíveis, armazenagem e logística.”

Para o ex-ministro, a melhoria da infraestrutura ferroviária cria um ambiente mais competitivo para atração de investimentos privados de médio e longo prazo.

“Quando o estado reduz custo logístico, melhora previsibilidade e amplia corredores de exportação, automaticamente cria segurança para novos investimentos industriais no. Isso gera emprego, renda e desenvolvimento social. É esse modelo que defendemos para a Baixada Cuiabana.”

Agroindustrialização como vetor de geração de empregos

Neri Geller também defende que Mato Grosso avance para uma nova etapa econômica baseada na agregação de valor da produção agropecuária dentro do próprio estado.

Hoje, Mato Grosso lidera a produção nacional de soja, milho e algodão, além de possuir forte participação na pecuária brasileira. Apesar disso, grande parte da produção ainda sai do estado in natura, sem processamento industrial local.

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“A riqueza produzida em Mato Grosso precisa permanecer mais dentro do estado. A agroindustrialização fortalece a economia regional, amplia arrecadação, gera empregos qualificados e melhora a distribuição do desenvolvimento.”

Segundo ele, a Baixada Cuiabana pode se transformar em um importante polo de processamento e distribuição ligado às novas rotas logísticas que vêm sendo estruturadas no estado.

Logística e desenvolvimento caminham juntos

O avanço da Ferrogrão ocorre em um momento em que Mato Grosso consolida diversos projetos estruturantes, como a Ferrovia Estadual, a FICO, a expansão da Ferronorte e novos corredores multimodais voltados ao Arco Norte.

Especialistas apontam que a integração entre ferrovias, rodovias e hidrovias será determinante para sustentar o crescimento da produção agropecuária nas próximas décadas.

“O futuro de Mato Grosso passa pela integração logística, pela industrialização e pela geração de oportunidades. Precisamos preparar o estado para os próximos 20 ou 30 anos. E a Baixada Cuiabana pode ser protagonista nesse novo ciclo econômico.

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