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Cooperação Brasil-Índia no Agronegócio Avança com Visita de Delegação Indiana a Minas Gerais

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Uma delegação indiana visitou o Grupo Agronelli, em Uberaba (MG), na última quarta-feira (11/12), marcando um passo significativo na relação entre Brasil e Índia no setor agropecuário. A iniciativa, organizada pela ApexBrasil, Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) e Ministério da Agricultura, proporcionou a empresários e jornalistas indianos a oportunidade de conhecer tecnologias e práticas inovadoras aplicadas no Brasil, com foco em genética bovina, manejo sustentável e produção de leite tipo A2A2.

Durante a visita, a delegação foi apresentada a iniciativas de preservação ambiental, como a integração lavoura-pecuária-floresta, e a produtos desenvolvidos pelo grupo, que incluem corretivos agrícolas, soluções em água mineral e móveis sustentáveis. O interesse da comitiva concentrou-se especialmente no uso da genética brasileira para aumentar a produtividade de rebanhos leiteiros na Índia.

Paula Soares, coordenadora de agronegócio da ApexBrasil, destacou o entusiasmo dos visitantes. “A delegação ficou impressionada com as soluções do Grupo Agronelli, que podem ser implementadas na Índia para aprimorar a produção leiteira e aumentar a eficiência na pecuária”, afirmou.

Acordos Comerciais Fortalecem a Cooperação

A visita ocorreu em um momento de intensificação das relações comerciais entre os dois países. Em novembro, uma missão do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) visitou Nova Delhi, onde foram assinados dois Certificados Zoossanitários Internacionais (CZIs). Os acordos, que estavam em negociação desde 2019, ampliaram as condições para exportação de sêmen bovino e bubalino, embriões bovinos e derivados de ossos para produção de gelatina (Bone Chips).

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José Antônio Bellotte, diretor industrial do Grupo Agronelli, ressaltou a importância dos acordos para facilitar as transações comerciais. “Compartilhamos estratégias e mostramos a diversidade de negócios do grupo, reforçando nossa disposição de estabelecer parcerias com o mercado indiano”, disse Bellotte.

O jornalista Sandip Das, editor assistente do Financial Express, identificou várias áreas potenciais de colaboração entre Brasil e Índia, como melhoramento genético, tecnologias lácteas e práticas agrícolas. Ele também destacou o compromisso do Grupo Agronelli com sustentabilidade e padrões de qualidade. “A abordagem do grupo é fascinante e inspira o mundo a adotar práticas sustentáveis”, afirmou.

Índia: Um Mercado Estratégico

Com uma população de 1,4 bilhão de pessoas e a quinta maior economia global, a Índia tem se consolidado como um destino estratégico para exportações brasileiras. Entre 2003 e 2023, o país asiático subiu de 26º para 13º maior importador de produtos brasileiros, com um crescimento médio anual das exportações de 14,3%, superior à média global de 11,3%.

Segundo Bellotte, esse avanço é fruto do apoio da ApexBrasil e da ABCZ, que promovem iniciativas como o projeto Brazilian Cattle, com participação em feiras e eventos internacionais. “Essa parceria é essencial para conectar nossos produtos de alta qualidade aos mercados globais, como o indiano”, concluiu.

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O encontro em Uberaba foi parte de uma missão mais ampla da delegação indiana, que visitará outros estados brasileiros até 17 de dezembro para aprofundar o intercâmbio técnico e identificar projetos de cooperação no agronegócio. A expectativa é que as iniciativas resultem em parcerias sólidas e novos negócios entre os dois países.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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STF destrava Ferrogrão e Neri Geller projeta transformação da Baixada Cuiabana

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Avanço da Ferrogrão é visto como oportunidade estratégica para impulsionar a agroindustrialização, gerar empregos e fortalecer o desenvolvimento socioeconômico da Baixada Cuiabana
Avanço da Ferrogrão é visto como oportunidade estratégica para impulsionar a agroindustrialização, gerar empregos e fortalecer o desenvolvimento socioeconômico da Baixada Cuiabana

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que autorizou a retomada dos estudos da Ferrogrão (EF-170) foi recebida como um marco estratégico para o futuro econômico de Mato Grosso. Para o ex-ministro da Agricultura Neri Geller, o avanço do projeto representa mais do que uma solução logística para o agronegócio: abre caminho para um novo ciclo de desenvolvimento regional baseado na industrialização, geração de empregos e integração econômica da Baixada Cuiabana.

Defensor histórico da ampliação da infraestrutura ferroviária no país, Neri avalia que Mato Grosso vive um momento decisivo de transformação econômica, em que logística, agroindústria e planejamento regional passam a caminhar juntos.

“A Ferrogrão representa uma mudança estrutural para Mato Grosso. Não estamos falando apenas de transporte de grãos, mas da construção de um ambiente econômico capaz de atrair indústrias, ampliar investimentos e gerar desenvolvimento sustentável para várias regiões do estado, especialmente a Baixada Cuiabana.”

O STF formou maioria para validar a constitucionalidade da Lei nº 13.452/2017, permitindo a continuidade dos estudos técnicos da ferrovia que ligará Sinop (MT) ao terminal de Miritituba (PA), consolidando um novo corredor de exportação pelo Arco Norte.

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Baixada Cuiabana pode viver novo ciclo econômico

Segundo Neri Geller, o fortalecimento da malha logística estadual tende a impactar diretamente a dinâmica econômica da Baixada Cuiabana, região que historicamente concentra importante papel político, administrativo e populacional no estado, mas que ainda possui enorme potencial de expansão industrial.

“O desenvolvimento de Mato Grosso precisa chegar de forma mais equilibrada às regiões. A Baixada Cuiabana possui localização estratégica, mão de obra, mercado consumidor e capacidade para receber agroindústrias ligadas ao processamento de alimentos, etanol de milho, biocombustíveis, armazenagem e logística.”

Para o ex-ministro, a melhoria da infraestrutura ferroviária cria um ambiente mais competitivo para atração de investimentos privados de médio e longo prazo.

“Quando o estado reduz custo logístico, melhora previsibilidade e amplia corredores de exportação, automaticamente cria segurança para novos investimentos industriais no. Isso gera emprego, renda e desenvolvimento social. É esse modelo que defendemos para a Baixada Cuiabana.”

Agroindustrialização como vetor de geração de empregos

Neri Geller também defende que Mato Grosso avance para uma nova etapa econômica baseada na agregação de valor da produção agropecuária dentro do próprio estado.

Hoje, Mato Grosso lidera a produção nacional de soja, milho e algodão, além de possuir forte participação na pecuária brasileira. Apesar disso, grande parte da produção ainda sai do estado in natura, sem processamento industrial local.

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“A riqueza produzida em Mato Grosso precisa permanecer mais dentro do estado. A agroindustrialização fortalece a economia regional, amplia arrecadação, gera empregos qualificados e melhora a distribuição do desenvolvimento.”

Segundo ele, a Baixada Cuiabana pode se transformar em um importante polo de processamento e distribuição ligado às novas rotas logísticas que vêm sendo estruturadas no estado.

Logística e desenvolvimento caminham juntos

O avanço da Ferrogrão ocorre em um momento em que Mato Grosso consolida diversos projetos estruturantes, como a Ferrovia Estadual, a FICO, a expansão da Ferronorte e novos corredores multimodais voltados ao Arco Norte.

Especialistas apontam que a integração entre ferrovias, rodovias e hidrovias será determinante para sustentar o crescimento da produção agropecuária nas próximas décadas.

“O futuro de Mato Grosso passa pela integração logística, pela industrialização e pela geração de oportunidades. Precisamos preparar o estado para os próximos 20 ou 30 anos. E a Baixada Cuiabana pode ser protagonista nesse novo ciclo econômico.

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