Policiais militares do 9º Batalhão prenderam um homem, de 22 anos, e apreenderam um adolescente, de 16, por tentativa de roubo, na madrugada desta quinta-feira (12.12), em Cuiabá. Com a dupla, dois simulacros de arma de fogo foram apreendidos.
Por volta de 00h10, a equipe do 9º BPM foi acionada depois de receber denúncias sobre dois homens que estavam armados e assaltando pessoas que passavam nas proximidades do Parque Estadual Zé Bolo Flor, no bairro Jardim Gramado.
Os militares receberam informações das características dos suspeitos, iniciaram rondas pela região e encontraram os suspeitos no mesmo local informado na denúncia.
Em revista pessoal à dupla, os policiais encontraram dois simulacros de arma de fogo, do tipo pistola e revólver, e também algumas munições. Nenhum material roubado foi encontrado, e os suspeitos não se pronunciaram sobre os crimes.
Diante da situação, os suspeitos foram conduzidos para a Central de Flagrantes de Cuiabá para registro da ocorrência e entregues à Polícia Judiciária Civil.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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