AGRONEGÓCIO

Diariamente, mais de quatro mil alunos da UFMT serão impactados pelo Banco Vermelho da Secretaria da Mulher

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Diariamente, mais de quatro mil alunos da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) serão impactados diariamente pela ação Banco Vermelho, voltada à conscientização contra a violência de gênero e o feminicídio. O lançamento do oitavo de dez bancos aconteceu nesta terça-feira (10), no Restaurante Universitário (RU) do campus da universidade. A iniciativa contou com a participação da primeira-dama de Cuiabá, Márcia Pinheiro.

“É preciso levantar bandeiras importantes, e o combate à violência doméstica é extremamente necessário, principalmente porque queremos uma universidade com mais respeito às diferenças. O Banco Vermelho é um símbolo relevante para que iniciemos a nossa gestão mostrando que não aceitamos nenhum tipo de preconceito, assédio ou violência contra as mulheres”, afirmou a reitora Marluce Souza e Silva.

O Banco Vermelho é uma iniciativa do Instituto Banco Vermelho, com sede em Recife, adotada pela Prefeitura de Cuiabá, e instalados pela Secretaria da Mulher, que já está presente em 12 estados brasileiros.

Os bancos são peças de madeira reforçada, com mais de quatro metros de comprimento, na cor vermelha, e trazem frases de impacto contra a violência de gênero, além de um QR code que direciona ao conteúdo completo da Lei Maria da Penha.

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Em Cuiabá, os bancos estão instalados na Rodoviária de Cuiabá, Shopping Pantanal, Parque das Águas, Praça Alencastro, Orla do Porto 2, Praça 8 de Abril (Choppão), Shopping Estação, Universidade Federal de Mato Grosso. Também serão instalados no Fórum de Cuiabá e Praça Rachid Jaudy.

Segundoa primeira-dama de Cuiabá, Márcia Pinheiro, as políticas de conscientização são fundamentais para promover mudanças comportamentais na sociedade, impactando na redução dos índices de feminicídio.

“Nós intensificamos as ações de orientação e conscientização da população nos últimos anos. Foram mais de 50 mil pessoas alcançadas em diversas frentes, porque é necessário promover essa indignação por meio da divulgação dos direitos das mulheres e dos canais de denúncia”, destacou.

Além da instalação dos bancos, 30 placas de sinalização, também na cor vermelha, foram fixadas em pontos estratégicos da capital. Essas placas trazem o sinal de “Pare”, simbolizando a urgência de interromper a violência contra as mulheres.

A ação marca o encerramento da campanha 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, que ocorre de 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, a 10 de dezembro, data em que foi proclamada a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Rastreabilidade será o “novo passaporte” da proteína animal brasileira, alerta especialista em segurança dos alimentos

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A recente decisão da União Europeia de endurecer as regras relacionadas ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira acendeu um alerta no agronegócio e reforçou uma tendência já em curso: a rastreabilidade passa a ser o principal requisito de acesso aos mercados internacionais de proteína animal.

Mais do que uma barreira comercial pontual, a medida evidencia uma mudança estrutural nas exigências globais, com maior rigor sobre controle sanitário, transparência produtiva e comprovação de origem em toda a cadeia de alimentos.

Mercado internacional exige transparência total na produção animal

Para a médica veterinária e especialista em segurança dos alimentos, Paula Eloize, o cenário internacional está evoluindo rapidamente e deve impor padrões cada vez mais rígidos aos países exportadores.

“O mercado internacional não quer apenas o produto final. Ele quer entender como esse alimento foi produzido, quais medicamentos foram utilizados, qual foi o manejo sanitário e se existe rastreabilidade suficiente para comprovar tudo isso”, afirma a especialista.

Segundo ela, o uso de antimicrobianos na produção animal já é um tema sensível globalmente e ganhou ainda mais relevância diante do avanço da resistência bacteriana.

Resistência antimicrobiana amplia pressão sobre cadeias produtivas

A especialista explica que o debate sobre o uso de antimicrobianos não é recente, mas passou a ocupar posição central nas discussões sanitárias internacionais devido ao impacto direto na saúde pública.

“O uso inadequado ou excessivo de antimicrobianos preocupa autoridades sanitárias do mundo inteiro. A resistência antimicrobiana é considerada uma das maiores ameaças globais pela comunidade científica”, destaca Paula Eloize.

Esse cenário tem levado países importadores a reforçarem mecanismos de controle, fiscalização e exigências documentais mais rigorosas para produtos de origem animal.

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Rastreabilidade se torna diferencial competitivo no comércio global

De acordo com a especialista, o desafio do Brasil não está restrito à adequação regulatória, mas envolve transformação estrutural nas práticas de produção e gestão sanitária.

“O Brasil possui um sistema robusto de produção e fiscalização, mas o mercado internacional é extremamente sensível a riscos sanitários. Qualquer falha de rastreabilidade ou ausência de comprovação técnica pode gerar barreiras comerciais importantes”, explica.

Ela ressalta que, em muitos mercados, especialmente o europeu, os critérios sanitários deixaram de ser apenas medidas de proteção à saúde e passaram a funcionar como diferencial competitivo.

“O consumidor europeu está mais exigente. Há uma pressão crescente por sustentabilidade, bem-estar animal, redução do uso de medicamentos e transparência. Isso influencia diretamente as regras impostas aos países exportadores”, afirma.

Exigências internacionais devem impactar também o mercado interno

Para Paula Eloize, as mudanças no comércio global também funcionam como sinal de alerta para empresas que atuam exclusivamente no mercado doméstico.

“Muitas empresas ainda tratam segurança dos alimentos como algo distante da operação diária. Mas as exigências internacionais antecipam tendências que, mais cedo ou mais tarde, chegam ao mercado interno”, avalia.

Segundo ela, práticas como rastreabilidade estruturada, controle documental e monitoramento sanitário devem deixar de ser diferenciais e passar a integrar o padrão mínimo de operação no setor.

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Gestão sanitária e controle de processos ganham protagonismo

A especialista reforça que o futuro da competitividade na proteína animal dependerá diretamente da capacidade de organização das empresas em toda a cadeia produtiva.

“Quem investir em controle de processos, documentação viva, treinamento de equipe e monitoramento técnico terá muito mais capacidade de adaptação às mudanças regulatórias que já estão em curso no mundo inteiro”, afirma.

União Europeia revisa autorizações de exportação do Brasil

Nesta semana, a União Europeia anunciou alterações na lista de países autorizados a exportar determinados produtos de origem animal para o bloco europeu, citando preocupações relacionadas ao uso de antimicrobianos na pecuária brasileira.

A medida pode impactar exportações de carnes, ovos, pescado, mel e outros produtos caso as exigências sanitárias não sejam plenamente atendidas até setembro, ampliando a pressão sobre o setor produtivo brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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