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Dólar recua para R$ 5,86 com impacto de alta dos juros e atenção ao cenário internacional

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O dólar abriu esta quinta-feira (12) em forte queda, refletindo a recente decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de elevar a taxa básica de juros, além de fatores internacionais e o estado de saúde do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Às 9h30, a moeda norte-americana era negociada a R$ 5,8982, recuando 1,17%, e chegou à mínima de R$ 5,8686 durante o dia.

Na quarta-feira (11), o dólar fechou em baixa de 1,30%, cotado a R$ 5,9682. No acumulado da semana, a moeda apresenta queda de 1,70%, enquanto no mês registra leve recuo de 0,54%. No entanto, o acumulado do ano ainda indica alta de 22,99%.

Ibovespa mantém alta com foco na decisão do Copom

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, segue em alta após ter fechado a quarta-feira com valorização de 1,06%, atingindo 129.593 pontos. Com isso, o índice acumula ganhos de 2,90% na semana e 3,12% no mês, apesar de ainda registrar queda de 3,42% no acumulado do ano.

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Selic atinge 12,25% com maior alta do governo Lula

Na decisão anunciada na véspera, o Copom aumentou a taxa Selic em 1 ponto percentual, elevando-a de 11,25% para 12,25% ao ano. Esse foi o maior ajuste desde fevereiro de 2022 e a mais expressiva alta de juros na gestão do presidente Lula.

O comunicado do Banco Central adotou um tom mais rígido, alertando para um cenário “menos incerto e mais adverso”. Projeções indicam que a taxa de juros pode alcançar 14,25% ao ano até 2025. O BC também destacou riscos à inflação, como expectativas desancoradas, pressões no setor de serviços e impactos do câmbio desvalorizado.

Segundo Jason Vieira, diretor-geral da MoneYou, a postura do Copom sinaliza que o BC está “à frente da curva”, antecipando ajustes para controlar a inflação.

Atenção ao estado de saúde do presidente Lula

No âmbito doméstico, os mercados monitoram a saúde do presidente Lula, que passou por um procedimento endovascular na manhã desta quinta-feira para evitar um novo sangramento cerebral. O procedimento foi considerado bem-sucedido e não altera a previsão de alta da UTI ainda nesta quinta-feira.

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Cenário internacional: dados econômicos e BCE em destaque

No exterior, os investidores acompanham indicadores econômicos dos Estados Unidos, como a inflação ao produtor e os pedidos de auxílio-desemprego, que influenciam as decisões de juros do Federal Reserve.

Além disso, o Banco Central Europeu (BCE) também deve anunciar sua decisão de política monetária, atraindo atenção para o impacto global nos mercados financeiros.

Perspectivas fiscais no Brasil

O quadro fiscal brasileiro segue no radar, com incertezas sobre a aprovação do pacote de cortes de gastos e o avanço da regulamentação da reforma tributária no Senado.

O mercado financeiro se mantém atento às interações entre o cenário doméstico e internacional, avaliando os desdobramentos das decisões econômicas e políticas nos próximos dias.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

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A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

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Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

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A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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