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Programa PMGZ Carne Mostra que Touros Nelore PO Aumentam Ganho de Peso em Confinamento

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O melhoramento genético tem se consolidado como um pilar estratégico para aumentar a produtividade e a rentabilidade na pecuária de corte. O recente abate do primeiro lote do programa PMGZ Carne, realizado pela ABCZ em parceria com a JBS Friboi, comprova que o uso de touros Nelore PO com genética melhoradora pode significar um aumento expressivo nos ganhos econômicos e na qualidade do rebanho.

O lote inicial, composto por 50 animais da Mafra Agropecuária, filhos de touros Nelore PO, foi abatido na unidade Friboi de Ituiutaba (MG), após período de confinamento. Os resultados foram notáveis: os bois produziram 1,280 kg de carcaça líquida por dia, gerando um lucro líquido de R$ 1.920,00 por cabeça, ou R$ 202,71 por @ produzida.

Desempenho superior ao gado comercial

Em comparação, 38.615 cabeças de gado Nelore comercial, confinadas na JBS I e abatidas em Minas Gerais neste ano, produziram 1,016 kg de carcaça por dia. Isso significa que o gado da Mafra, filhos de touros Nelore PO, gerou 2 arrobas a mais no mesmo período de confinamento. Essa diferença representou aproximadamente R$ 700,00 a mais por animal abatido, conforme destaca Eduardo Pedroso, Diretor Executivo da JBS.

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Ainda segundo Pedroso, quando comparado ao gado mestiço de Minas Gerais, o lote de Uberaba, que engordou 3.750 cabeças nas mesmas condições e dieta, produziu 0,932 kg de carcaça por dia e 6,8 arrobas no período. Nesse caso, os animais filhos de touros PO conseguiram produzir 2,67 arrobas a mais por boi abatido, o equivalente a cerca de R$ 940,00 a mais por cabeça.

Eficiência no ganho de peso

Outro dado relevante é o tempo que o gado da Mafra levou para ganhar 1@ de carcaça. Foram necessários apenas 12 dias de cocho, enquanto a média do Nelore comercial nos confinamentos da JBS Friboi é de 14,8 dias para atingir o mesmo peso.

PMGZ Carne: incentivo à genética superior

Lançado durante a ExpoZebu deste ano, o programa PMGZ Carne visa estimular o uso de genética superior no rebanho comercial, demonstrando as vantagens econômicas e produtivas do uso de touros com características comprovadas.

Ricardo Abreu, Gerente de Fomento dos Programas de Melhoramento Genético da ABCZ, ressalta que a associação, com mais de 105 anos de expertise no melhoramento genético de zebuínos, acredita que o pecuarista que ainda opta por gado sem avaliação genética perde oportunidades de aumentar a produtividade de seu rebanho. O PMGZ Corte, PMGZ Comercial e, agora, o PMGZ Carne, são iniciativas voltadas para fornecer as ferramentas necessárias para otimizar os resultados na pecuária de corte.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Ureia despenca mais de 40% e fertilizantes voltam ao nível pré-crise com avanço de acordo entre EUA e Irã

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Os preços internacionais da ureia registraram forte recuo nas últimas semanas e já retornaram aos níveis observados antes do agravamento das tensões no Oriente Médio. Segundo análise da StoneX, as cotações destinadas ao mercado brasileiro acumulam queda superior a 40% após oito semanas consecutivas de desvalorização, refletindo o avanço das negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã e a expectativa de reabertura do estratégico Estreito de Ormuz.

O movimento é acompanhado de perto pelo setor de fertilizantes, uma vez que a região concentra uma das principais rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo, amônia, enxofre e fertilizantes nitrogenados. A perspectiva de retomada da navegação vem reduzindo os temores relacionados à oferta global e aos gargalos logísticos que pressionaram os preços nos últimos meses.

Mercado reage à expectativa de normalização logística

De acordo com a StoneX, a possibilidade de restabelecimento do fluxo marítimo no Golfo Pérsico tem provocado uma mudança significativa no comportamento dos mercados de energia e fertilizantes.

As restrições impostas à navegação durante o período de instabilidade elevaram custos e dificultaram o transporte de insumos estratégicos. Agora, com o avanço das negociações entre Washington e Teerã, os agentes de mercado passaram a precificar um cenário de maior disponibilidade de produtos e menor risco logístico.

Segundo Tomás Pernías, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, o acordo preliminar representa um importante fator de pressão baixista para o setor.

“O entendimento entre Estados Unidos e Irã tem impacto direto sobre a logística global e a oferta de fertilizantes. O Estreito de Ormuz é uma rota fundamental para o escoamento de fertilizantes, petróleo, amônia e enxofre, o que torna qualquer sinalização de normalização extremamente relevante para os mercados”, avalia.

Ureia retorna aos patamares anteriores ao conflito

O efeito mais visível foi observado no mercado da ureia. As cotações CFR Brasil recuaram para níveis inferiores aos registrados antes do início da crise geopolítica, revertendo completamente os ganhos observados durante o período de maior incerteza.

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A queda acumulada superior a 40% representa uma das correções mais expressivas dos últimos meses e sinaliza uma redução dos prêmios de risco que vinham sendo incorporados aos preços internacionais.

Além da expectativa de reabertura das rotas marítimas, o mercado também passou a considerar uma possível ampliação da oferta global de fertilizantes caso as negociações avancem para uma flexibilização das sanções impostas ao Irã.

Acordo ainda depende de novas etapas

Apesar da reação positiva dos mercados, o acordo entre Estados Unidos e Irã ainda não está concluído. Informações divulgadas pela Reuters indicam que o entendimento atual prevê a extensão do cessar-fogo por mais 60 dias e a reabertura do Estreito de Ormuz, mas questões centrais continuam em negociação.

Entre os temas que permanecem em discussão está o futuro do programa nuclear iraniano, considerado um dos principais pontos de divergência entre os dois países.

Especialistas do setor marítimo alertam que a normalização completa das operações não deve ocorrer imediatamente. Mesmo após a eventual reabertura da rota, a retomada da confiança dos operadores logísticos e o reposicionamento das embarcações podem levar semanas.

Fertilizantes ainda dependem da evolução do cenário geopolítico

A StoneX destaca que o mercado segue monitorando fatores que podem limitar a recuperação plena da logística na região.

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Existem preocupações relacionadas à segurança da navegação, incluindo relatos sobre possíveis áreas minadas e incertezas quanto às condições definitivas para a circulação de embarcações. Além disso, navios que permaneceram retidos durante o período de restrições poderão enfrentar atrasos até que o fluxo marítimo seja totalmente restabelecido.

Dessa forma, embora a tendência atual seja de alívio para os preços, a oferta global de fertilizantes continua condicionada à evolução das negociações diplomáticas e à estabilidade da região.

Cenário favorece importadores brasileiros

A queda das cotações ocorre em um momento estratégico para o agronegócio brasileiro. Tradicionalmente, as compras externas de fertilizantes nitrogenados ganham força ao longo do segundo semestre, período de preparação para importantes culturas da safra de verão.

Com preços mais baixos e perspectiva de melhora na logística internacional, os importadores brasileiros encontram um ambiente mais favorável para negociar volumes e recompor estoques.

Além dos fertilizantes, o anúncio do acordo preliminar também impactou o mercado energético. Os preços do petróleo recuaram para os menores níveis dos últimos três meses, refletindo as expectativas de retomada do fluxo normal de cargas em uma das regiões mais importantes para o comércio global.

Para o agronegócio brasileiro, a combinação entre fertilizantes mais baratos e redução das incertezas logísticas pode representar um importante fator de alívio nos custos de produção nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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