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Mercado de Soja: Chicago em alta e dólar em baixa marcam dia de expectativa pelo USDA

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O mercado brasileiro de soja segue com baixa movimentação nesta terça-feira, com os dois principais fatores de formação de preço — a Bolsa de Chicago e o dólar — apresentando comportamentos divergentes. Enquanto os contratos futuros de soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago registram leve alta, o dólar iniciou o dia em desvalorização frente ao real.

O foco dos investidores está no relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), cuja divulgação está prevista para as 14h (horário de Brasília).

Desempenho interno segue lento

Na segunda-feira, o mercado nacional apresentou fraca movimentação e queda nos preços. Segundo a Safras Consultoria, muitos agentes se mantiveram fora das negociações, e a pressão baixista da Bolsa de Chicago influenciou as cotações domésticas.

As principais praças de comercialização apresentaram recuo nos preços da saca de 60 quilos:

  • Passo Fundo (RS): de R$ 138,00 para R$ 136,00.
  • Missões (RS): de R$ 137,00 para R$ 135,00.
  • Porto de Rio Grande (RS): de R$ 144,00 para R$ 143,00.
  • Cascavel (PR): de R$ 137,00 para R$ 136,00.
  • Porto de Paranaguá (PR): de R$ 143,00 para R$ 142,00.
  • Rondonópolis (MT): de R$ 136,00 para R$ 134,00.
  • Dourados (MS): de R$ 138,00 para R$ 136,00.
  • Rio Verde (GO): de R$ 138,00 para R$ 136,00.
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Expectativa em Chicago

Na Bolsa de Chicago, o contrato para janeiro/25 opera em leve alta de 0,20%, cotado a 9,92 centavos de dólar por bushel. O mercado está em compasso de espera pelo relatório do USDA, que deverá trazer pequenos ajustes nas projeções de estoques globais e norte-americanos de soja.

Câmbio e indicadores financeiros

No mercado cambial, o dólar comercial registra queda de 0,17%, sendo cotado a R$ 6,0707. Já o Dollar Index, que mede o desempenho da moeda americana frente a outras divisas, apresenta alta de 0,24%, atingindo 106,080 pontos.

Cenário global

As principais bolsas asiáticas fecharam com resultados positivos, com Xangai subindo 0,59% e o índice Nikkei, do Japão, avançando 0,53%. Na Europa, os mercados apresentam desempenho mais fraco: Paris (-0,80%), Frankfurt (-0,17%) e Londres (-0,48%).

O petróleo também opera em queda, com o contrato de janeiro do WTI em Nova York cotado a US$ 68,10 por barril, uma baixa de 0,39%.

O mercado de soja segue atento ao relatório do USDA, que poderá influenciar o comportamento dos preços no Brasil e no exterior nos próximos dias.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do agronegócio brasileiro somam US$ 16 bilhões em maio e atingem segundo maior valor da história para o mês

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As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 16 bilhões em maio de 2026, registrando crescimento de 8,2% em relação ao mesmo período do ano passado e consolidando o segundo maior resultado da série histórica para o mês. O desempenho foi impulsionado principalmente pelos embarques de soja e proteínas animais, que compensaram a queda observada nos setores sucroenergético e de etanol.

Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela Consultoria Agro do Itaú BBA mostram que o agronegócio segue como um dos principais motores da balança comercial brasileira, sustentado por volumes robustos de exportação e preços favoráveis em importantes cadeias produtivas.

Soja lidera pauta exportadora e mantém forte geração de receitas

O complexo soja permaneceu como principal destaque das exportações brasileiras em maio.

Os embarques de soja em grão totalizaram 14,8 milhões de toneladas, avanço de 5% em comparação com maio de 2025. Apesar da redução de 12% frente a abril, movimento considerado natural após o pico da colheita, a receita alcançou US$ 6,3 bilhões, sustentada pela valorização dos preços internacionais.

O farelo de soja também apresentou desempenho positivo, com exportações de 2,5 milhões de toneladas, crescimento de 12% na comparação anual.

Já o óleo de soja registrou uma das maiores altas entre os principais produtos do agronegócio, com embarques de 202 mil toneladas, aumento de 34% em relação ao mesmo mês do ano passado. Além do avanço no volume, os preços médios seguiram em trajetória de valorização.

Carnes ampliam participação no mercado internacional

O segmento de proteínas animais manteve ritmo acelerado nas exportações brasileiras.

A carne bovina in natura alcançou 262 mil toneladas exportadas em maio, crescimento de 20% frente ao mesmo período de 2025. A receita somou US$ 1,7 bilhão, impulsionada pelo aumento dos preços internacionais, que atingiram média superior a US$ 6,5 mil por tonelada.

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A carne de frango apresentou um dos melhores desempenhos do mês, com embarques de 442 mil toneladas, alta de 32% na comparação anual.

Já a carne suína exportou 111 mil toneladas, registrando crescimento de aproximadamente 5% sobre maio do ano passado, mantendo a trajetória positiva observada ao longo de 2026.

Açúcar e etanol enfrentam cenário mais desafiador

Enquanto soja e proteínas avançaram, o complexo sucroenergético registrou resultados mais modestos.

As exportações de açúcar VHP somaram 1,8 milhão de toneladas, queda de 10% na comparação anual. Além da redução no volume, os preços internacionais recuaram mais de 20% em relação ao mesmo período de 2025, pressionando as receitas do setor.

O açúcar refinado também apresentou retração, com embarques de 159 mil toneladas, volume 27% inferior ao registrado um ano antes.

No caso do etanol, a queda foi ainda mais expressiva. As exportações despencaram para apenas 17 mil metros cúbicos, retração de 79% na comparação anual. A perda de competitividade do produto brasileiro no mercado internacional continua sendo o principal fator limitante para os embarques.

Milho, algodão e suco de laranja registram avanços

Entre os demais produtos agrícolas, o milho apresentou a maior variação positiva do mês em relação ao ano anterior.

Os embarques alcançaram 249 mil toneladas, crescimento superior a 570%, embora o volume ainda seja considerado modesto devido ao estágio inicial da colheita da segunda safra.

O algodão também registrou forte desempenho, com aumento de 52% nos volumes exportados.

O suco de laranja manteve trajetória positiva, com crescimento de 17% nos embarques, reforçando a posição do Brasil como principal fornecedor global do produto.

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Tarifas dos Estados Unidos voltam ao radar do agronegócio

Além dos resultados comerciais, o setor acompanha com atenção os desdobramentos das investigações comerciais conduzidas pelos Estados Unidos contra o Brasil.

No início de junho, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propôs uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros. Entre os temas citados estão comércio digital, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais.

Apesar da medida, boa parte dos principais produtos do agronegócio brasileiro ficou fora da lista de sobretaxação, incluindo carnes, café, frutas, cereais, sementes, fertilizantes e suco de laranja.

Posteriormente, uma nova proposta de tarifa adicional de 12,5% foi apresentada em investigação relacionada a alegações de trabalho forçado em determinadas cadeias produtivas.

As audiências públicas sobre as medidas estão previstas para julho, e o mercado segue atento aos possíveis impactos para o comércio bilateral.

Exportações acumuladas mantêm crescimento em 2026

No acumulado de janeiro a maio de 2026, o agronegócio brasileiro segue apresentando resultados consistentes.

Os destaques são o crescimento das exportações de soja, carnes bovina, suína e de frango, além do avanço das vendas externas de óleo de soja, algodão e milho.

Por outro lado, setores como açúcar refinado, etanol, café verde, trigo e celulose registram desempenho inferior ao observado no mesmo período do ano passado.

Mesmo diante das incertezas comerciais internacionais e da volatilidade dos mercados globais, o agronegócio brasileiro mantém forte competitividade e continua ampliando sua relevância no comércio mundial de alimentos, fibras e energia renovável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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