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Mercado de Açúcar Registra Forte Alta nos Contratos Futuros em Bolsas Internacionais

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Os contratos futuros de açúcar encerraram a última sexta-feira (6) com altas significativas nas principais bolsas internacionais. O mercado continua a analisar os efeitos do encerramento antecipado da safra em algumas usinas do Centro-Sul do Brasil, motivado pelo período de chuvas intensas.

Além disso, as exportações brasileiras de açúcar, maior produtor e exportador mundial da commodity, fecharam em 3,39 milhões de toneladas em novembro, abaixo das 3,64 milhões de toneladas registradas no mesmo mês de 2023, segundo analistas.

Desempenho nas Bolsas
Nova York

Na ICE Futures de Nova York, o contrato do açúcar bruto para março de 2025 registrou alta de 61 pontos, sendo negociado a 21,81 centavos de dólar por libra-peso. O contrato para maio de 2025 subiu 44 pontos, chegando a 20,29 centavos por libra-peso. Outras séries apresentaram ganhos entre 8 e 35 pontos, exceto os contratos para julho e outubro de 2026, que caíram 4 e 11 pontos, respectivamente.

Londres

Na ICE Futures Europe, em Londres, o açúcar branco também apresentou valorização. O contrato para março de 2025 foi comercializado a US$ 561,00 por tonelada, uma alta de US$ 10,80 em relação à véspera. O contrato para maio de 2025 subiu US$ 10,60, alcançando US$ 558,90 por tonelada. Os demais contratos tiveram aumentos variando entre 40 centavos e US$ 9.

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Exportações Brasileiras

Segundo dados da agência Safras, com base no levantamento da Williams Brasil, 60 navios aguardavam nos portos brasileiros para carregar açúcar na sexta-feira. O volume total agendado é de 2,33 milhões de toneladas, levemente acima dos 2,32 milhões da semana anterior.

O Porto de Santos (SP) lidera as operações, com 1,35 milhão de toneladas programadas. Em seguida, aparecem os portos de Paranaguá (PR) com 731,24 mil toneladas, São Sebastião (SP) com 93,3 mil toneladas, Suape (PE) com 30,3 mil toneladas, Maceió (AL) com 33 mil toneladas, Recife (PE) com 79,8 mil toneladas, e Itajaí (SC) com 15 mil toneladas.

Mercado Interno

No mercado doméstico, o preço do açúcar cristal apresentou queda na sexta-feira, segundo o indicador Cepea/Esalq da USP. A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 163,41, registrando uma queda de 0,48% em relação aos R$ 164,19 do dia anterior. No acumulado de dezembro, o indicador apresenta uma desvalorização de 0,69%.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Crédito para silos terá juros de 8% em país com gargalo crescente

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Produtores e cooperativas que pretendem construir, ampliar ou modernizar armazéns já conhecem as condições do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) para o ano agrícola 2026/27. O crédito, porém, ainda não pode ser contratado: o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informa que a data de abertura dos pedidos será comunicada posteriormente às instituições financeiras.

Projetos de armazenagem de grãos com capacidade de até 12 mil toneladas terão taxa prefixada de até 8% ao ano. Nos demais empreendimentos enquadrados no programa, os juros poderão chegar a 9,5% ao ano.

O limite é de R$ 50 milhões por produtor e por ano agrícola para armazenagem de grãos. Para cooperativas de produção, o teto sobe para R$ 200 milhões. Nos projetos destinados a outros produtos financiáveis, o máximo é de R$ 25 milhões. A participação do BNDES pode alcançar 100% dos itens aprovados.

O prazo de pagamento será de até dez anos, com carência máxima de dois anos. As garantias serão negociadas entre o interessado e a instituição financeira credenciada. O programa ficará vigente até 30 de junho de 2027.

Além dos grãos, o PCA permite financiar armazéns e câmaras frias destinados a frutas, tubérculos, bulbos, hortaliças, fibras, açúcar e determinados derivados. Também podem ser apoiadas reformas, ampliações e modernizações, desde que os equipamentos atendam aos critérios estabelecidos pelo banco.

As novas condições são divulgadas em um momento de pressão crescente sobre a infraestrutura. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a produção brasileira de grãos da safra 2025/26 em 360,8 milhões de toneladas. Já a capacidade útil de armazenagem alcançou 233,8 milhões de toneladas no segundo semestre de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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A diferença entre os dois números, contudo, não representa automaticamente o déficit nacional. A produção ocorre ao longo de diferentes safras, e uma mesma estrutura pode receber e expedir mais de um lote durante o ano. Parte dos grãos também segue diretamente para indústrias, portos e consumidores. Ainda assim, a distância entre o crescimento das colheitas e a expansão dos armazéns revela um gargalo estrutural.

Entre 2010 e 2025, a capacidade estática brasileira cresceu, em média, 2,8% ao ano, enquanto a produção avançou 5% ao ano, segundo levantamento do Observatório Nacional de Transporte e Logística, ligado à Infra S.A. Com base na produção de 2023/24, o estudo calculou um déficit potencial de 88,5 milhões de toneladas.

A situação varia fortemente entre as regiões. Naquele levantamento, o Sudeste apresentava capacidade equivalente a 126,8% da produção regional, beneficiado principalmente pela estrutura existente em São Paulo. O Sul atingia 88,2%. No Centro-Oeste, principal região produtora do país, a proporção caía para 57,9%. Nordeste e Norte apresentavam os menores índices, de 54,2% e 45%, respectivamente.

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Mato Grosso mostra com clareza essa contradição. O Estado possui a maior capacidade instalada do Brasil, com 64,2 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do IBGE. Mesmo assim, por liderar a produção nacional de soja e milho, apresentou no estudo da Infra S.A. a maior necessidade absoluta de armazenagem, estimada em aproximadamente 40,9 milhões de toneladas.

Goiás aparecia com carência próxima de 13 milhões de toneladas. Bahia, Maranhão, Tocantins e Piauí também estavam entre os pontos de maior pressão, refletindo o crescimento da produção em áreas nas quais a infraestrutura não avançou na mesma velocidade. No Sul, apesar da situação comparativamente melhor, Paraná e Rio Grande do Sul ainda registravam insuficiência de capacidade.

Para o produtor, o silo próprio pode reduzir a dependência de armazéns de terceiros, evitar filas durante a colheita e permitir que a venda seja feita em um momento mais favorável. A estrutura também pode diminuir gastos com transporte emergencial e perdas de qualidade.

A decisão exige, porém, um cálculo que vá além da taxa de juros. Construção, secagem, energia, manutenção, seguro, mão de obra, licenciamento e capacidade de utilização ao longo do ano interferem no retorno do investimento. Com as condições já divulgadas, o próximo passo será a abertura efetiva das contratações pelo BNDES.

Fonte: Pensar Agro

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