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PL de Bioinsumos: Avanços na Regulação e Impulsionamento da Ciência nas Políticas Públicas

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O Projeto de Lei 658/21, que estabelece a regulamentação da produção, uso e comercialização de bioinsumos na agropecuária, na aquicultura e no cultivo florestal, recebeu aprovação na Câmara dos Deputados em 27 de novembro. O texto, que segue agora para o Senado, contou com importante contribuição técnica da Embrapa, cujas recomendações ajudaram a moldar o conteúdo final da proposta. O relator do projeto, deputado Sergio Souza (MDB-PR), destacou o papel da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária como apoiadora da fundamentação científica da lei.

O projeto de autoria do deputado Zé Vitor (PL-MG) propõe, entre outras medidas, a dispensa de registro para a produção de bioinsumos destinados ao uso próprio, desde que não haja comercialização. Também será instituída uma taxa destinada ao financiamento de registros e fiscalização, a cargo da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Bioinsumos: Produtos sustentáveis com alto potencial para a agricultura

Os bioinsumos são produtos derivados de enzimas, extratos de plantas ou microrganismos, entre outros componentes biológicos, com funções como controle de pragas e doenças, nutrição de plantas e substituição de antibióticos. Estas tecnologias, renováveis e não poluentes, contribuem para a regeneração da biodiversidade, com destaque para a proteção do solo e das raízes das plantas contra patógenos.

Clenio Pillon, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa, afirma que a aprovação do PL é um marco regulatório fundamental para fortalecer a agricultura baseada em práticas biológicas, com foco na segurança alimentar e sustentabilidade. Segundo Pillon, este é um exemplo claro de como a ciência pode orientar a elaboração de políticas públicas eficazes.

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Potencial para reduzir a dependência de insumos químicos

O deputado Sergio Souza ressaltou que os bioinsumos podem reduzir a dependência do Brasil de insumos químicos importados. Atualmente, 87% dos fertilizantes e 80% dos agrotóxicos utilizados no país vêm de fora, o que torna esse projeto um passo estratégico para a agricultura brasileira. A regulamentação também abre oportunidades para o avanço de outras tecnologias sustentáveis, favorecendo novos investimentos no setor.

O senador Jacques Wagner (PT-BA), coautor do projeto, destacou que a nova legislação tratará os bioinsumos de forma diferenciada dos agrotóxicos, permitindo a produção de alimentos mais saudáveis e promovendo um ambiente mais seguro para a agricultura.

Apoio à pesquisa e à agricultura familiar

A Embrapa também contribui para a pesquisa e o desenvolvimento de bioinsumos, com destaque para o artigo 21 do PL, que obriga o poder público a incentivar a pesquisa sobre a bioeconomia e a sociobiodiversidade. Danielle Leite, supervisora de Relações Institucionais da Embrapa, enfatizou a importância deste dispositivo para fortalecer políticas públicas voltadas à produção de bioinsumos em todos os segmentos sociais, com especial atenção à agricultura familiar.

A produção de bioinsumos no próprio local de cultivo, conhecida como “produção on farm”, é um dos principais pontos do projeto. A regulamentação trará segurança jurídica para os pequenos agricultores, permitindo que eles fabriquem seus próprios insumos para consumo interno sem a necessidade de registro, desde que não os comercializem.

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Expansão do mercado de bioinsumos

No Brasil, o mercado de bioinsumos tem mostrado crescimento robusto, com uma expansão de 15% nas vendas para a safra 2023/2024, totalizando R$ 5 bilhões. A previsão é de que o mercado global cresça entre 13% e 14% até 2032, alcançando um valor de US$ 45 bilhões, com destaque para os produtos de controle biológico, que representam 57% desse total.

A expectativa é que o Brasil, com uma das maiores taxas de adoção de bioinsumos no mundo, continue sendo líder nesse mercado. No ciclo 2022/2023, 12% da área agrícola foi tratada com bioinsumos, um crescimento significativo em comparação com anos anteriores.

Oportunidades para as coleções genéticas da Embrapa

Pillon também destacou que o novo marco regulatório abre novas perspectivas para as coleções genéticas da Embrapa, que têm sido desenvolvidas ao longo de mais de 50 anos. Esses bancos de genes podem ser acessados para o desenvolvimento de variedades agrícolas mais produtivas e resilientes às mudanças climáticas, ampliando as possibilidades de inovação na agropecuária brasileira.

O Projeto de Lei 658/21, ao criar um marco regulatório claro e robusto, não apenas fortalece a agricultura sustentável, mas também projeta o Brasil como líder global em práticas agrícolas ecológicas e de bioeconomia.

Acesse o texto completo do PL

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Estudantes indígenas conhecem história de Cuiabá em visita ao Complexo Biocultural do Porto

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Quarenta e dois estudantes da Escola Indígena Umutina, de Barra do Bugres, visitaram nesta sexta-feira (29) o Complexo Biocultural do Porto, em Cuiabá, conhecendo o Museu do Rio Cuiabá, o Aquário Municipal e a Orla do Porto. A atividade integrou uma programação educativa voltada à valorização do patrimônio cultural mato-grossense e ao fortalecimento da identidade dos povos originários.

Com idades entre 11 e 17 anos, os alunos participaram da visita acompanhados pelas professoras Eliane Boroponepa Monzilar, da Aldeia Boropó, e Ana Lúcia Calomezoré, da Aldeia Balotipone. O objetivo pedagógico foi conscientizar os estudantes sobre a importância da preservação do patrimônio cultural do Estado e promover reflexões sobre a história e as culturas indígenas.

A visita foi viabilizada pelo projeto Caminhos da Cultura, iniciativa criada em 2019 pelo artista plástico e produtor cultural Vicente Paulo. O projeto tem como proposta ampliar o acesso de estudantes da rede pública, além de comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas, a museus, galerias e outros espaços de formação cultural. Desde sua criação, a iniciativa já aproximou mais de 11 mil alunos de equipamentos culturais em Mato Grosso.

“O projeto nasceu para proporcionar esse acesso aos estudantes da rede pública e também às comunidades tradicionais. Hoje estamos contemplando os Umutina, vindos de diferentes comunidades dessa grande nação indígena”, explicou Vicente Paulo.

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No Complexo Biocultural do Porto, os estudantes participaram de um roteiro guiado que apresentou aspectos históricos de Cuiabá por meio do acervo do Museu do Rio e das atrações do Aquário Municipal. A coordenadora pedagógica do Museu do Rio, Luana da Cruz Borema, explicou que o complexo está implantando um novo formato de recepção aos visitantes, com uma apresentação guiada que contextualiza a história da cidade antes da visita aos espaços expositivos.

Segundo ela, a proposta busca tornar a experiência mais educativa e aproximar os visitantes do patrimônio histórico e cultural de Cuiabá.

Para a professora Eliane Boroponepa Monzilar, a atividade representa uma oportunidade de intercâmbio de conhecimentos e de ampliação do repertório cultural dos estudantes.

“Esse projeto proporciona às crianças e aos jovens indígenas a oportunidade de conhecer outros saberes. Muitos deles nunca haviam visitado um museu. É uma troca importante entre o conhecimento do nosso povo e outros conhecimentos culturais, permitindo que compreendam melhor esses espaços e sua importância”, afirmou.

A fala da educadora reforça uma realidade observada em outras ações do Caminhos da Cultura. Em atividades recentes promovidas pelo projeto, estudantes da zona rural e de comunidades tradicionais também tiveram contato pela primeira vez com museus e espaços históricos da capital, vivenciando experiências que ampliam o aprendizado para além da sala de aula.

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A turismóloga Silvana Maria de Morais Abdala destacou o interesse demonstrado pelo grupo durante toda a visita. Segundo ela, as fotografias históricas e a maquete expostas no museu despertaram grande curiosidade entre as crianças e os adolescentes.

“Foi gratificante perceber o interesse deles em conhecer a história de Cuiabá e compreender melhor o espaço. As crianças, principalmente, demonstraram muita atenção e curiosidade durante toda a visita”, relatou a servidora, que atua há 18 anos na área do turismo.

Além do Complexo Biocultural do Porto, o roteiro dos estudantes incluiu visitas ao Museu da Imagem e do Som de Cuiabá (MISC), à Galeria Lava Pés e ao Museu de História Natural de Mato Grosso, consolidando um dia de atividades voltadas ao conhecimento, à cultura e à formação cidadã.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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