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Vencedores do 2º Concurso Regional de Qualidade dos Cafés do Cerrado são anunciados

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O cafeicultor Marcelo Assis Nogueira, de Campos Altos, foi o grande vencedor do 2º Concurso Regional de Qualidade dos Cafés do Cerrado, promovido pela Emater e o Sicoob Cediara. Seu café, que também conquistou a categoria Café Cereja Descascado, obteve a maior nota geral entre as amostras avaliadas. A cerimônia de premiação foi realizada na sexta-feira (29/11), em Araxá, e reconheceu o talento e a dedicação dos produtores locais.

Flávio Marcio Ferreira da Silva, também de Campos Altos, levou o primeiro lugar na categoria Café Natural, enquanto Maria Abadia Guimarães Borges Santos, do município de Ibiá, foi homenageada como Produtora Destaque em Sustentabilidade.

Segundo Diego Resende, gerente regional da Emater-MG em Uberaba, o concurso evidência o potencial da região na produção de cafés especiais. “As altas pontuações alcançadas refletem a dedicação dos cafeicultores e o suporte técnico da Emater-MG, que tem contribuído para o aprimoramento das práticas agrícolas e a valorização do café local”, afirmou.

Competição e Participação

O concurso contou com a participação de cafeicultores dos municípios de Araxá, Sacramento, Tapira, Perdizes, Ibiá, Pratinha e Campos Altos. Ao todo, 35 amostras de café arábica produzidas em 2024 foram inscritas, competindo nas categorias Natural e Cereja Descascado, Despolpado ou Desmucilado. A iniciativa tem como objetivo melhorar a qualidade de vida dos cafeicultores, por meio da agregação de valor e do incentivo ao consumo de cafés de qualidade, gerando mais renda e prosperidade por meio da produção sustentável.

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As amostras foram avaliadas por uma comissão de oito jurados, que analisaram aspectos físicos e sensoriais, como umidade, cor, sabor e acidez. Após as duas etapas de avaliação, 18 amostras foram classificadas, alcançando mais de 85 pontos segundo a metodologia da Associação de Cafés Especiais (SCA). Destas, sete pertencem a propriedades que fazem parte do programa estadual Certifica Minas Café, que orienta os produtores a seguir boas práticas agrícolas em todas as fases da produção, atendendo normas reconhecidas internacionalmente.

Premiação

Os três primeiros colocados de cada categoria receberam prêmios em dinheiro, com valores de até R$ 1.750,00, além de cestas de produtos do Sicoob Cediara. O concurso contou com o apoio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais e da Prefeitura de Araxá.

  • Vencedores
    • Categoria Café Natural:
      • 1º Flávio Marcio Ferreira da Silva – Campos Altos
      • 2º Ciro Sousa Alvarenga – Pratinha
      • 3º José Severino de Paula Neto – Araxá
    • Categoria Café Cereja Descascado:
      • 1º Marcelo Assis Nogueira – Campos Altos
      • 2º Maria Clara Sant Anna de Carvalho – Campos Altos
      • 3º Édson Luiz Ignácio – Tapira
    • Grande Campeão:
      • Marcelo Assis Nogueira – Campos Altos
      • Produtora Destaque em Sustentabilidade:
      • Maria Abadia Guimarães Borges Santos – Ibiá
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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja recua em Chicago com clima favorável nos EUA, pressiona preços no Brasil e aumenta atenção com armazenagem

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O mercado global da soja voltou a operar sob forte pressão nesta semana, com os contratos futuros negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) atingindo os menores níveis dos últimos dois meses. O principal fator por trás do movimento é a combinação entre condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos, avanço acelerado do plantio e perspectivas de uma safra robusta, cenário que amplia a oferta global da commodity e reduz o apetite dos investidores.

A pressão internacional refletiu diretamente sobre o mercado brasileiro, provocando recuos em importantes praças de comercialização e elevando a preocupação dos agentes com a capacidade de armazenagem, especialmente em regiões que já começam a receber o milho safrinha.

Clima favorável fortalece expectativa de grande safra nos Estados Unidos

Os contratos futuros da soja encerraram a terça-feira em queda expressiva na Bolsa de Chicago. O vencimento julho fechou cotado a US$ 11,65 por bushel, com baixa de 1,31%, enquanto o contrato agosto recuou 1,35%, para US$ 11,69 por bushel.

O movimento foi impulsionado pelas previsões de chuvas regulares e temperaturas adequadas no Meio-Oeste americano, condições consideradas ideais para o desenvolvimento das lavouras.

Dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reforçaram o sentimento baixista. Segundo o órgão, o plantio da soja alcançou 87% da área prevista até o final de maio, superando os 83% registrados no mesmo período do ano passado e também a média dos últimos cinco anos, de 80%.

Além disso, 66% das lavouras foram classificadas como boas ou excelentes, percentual considerado positivo para esta fase inicial do ciclo produtivo.

O mercado também continua monitorando a demanda internacional. A menor procura chinesa pela soja norte-americana, somada à ampla oferta global disponível, contribuiu para intensificar as vendas técnicas e a liquidação de posições por fundos especulativos.

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Mercado físico brasileiro sente impacto das perdas externas

No Brasil, a desvalorização observada em Chicago foi rapidamente incorporada aos preços físicos da soja.

No Rio Grande do Sul, o Porto de Rio Grande recuou para R$ 130,00 por saca. No interior gaúcho, as cotações oscilaram entre R$ 123,00 e R$ 125,00 por saca. Apesar da conclusão da colheita em toda a área cultivada, o setor acompanha com atenção a chegada de uma massa de ar frio, que aumenta os riscos de condensação e problemas de conservação nos silos.

Em Santa Catarina, a colheita alcançou praticamente a totalidade da área plantada, enquanto o Porto de São Francisco do Sul também registrou referência próxima de R$ 130,00 por saca.

No Paraná, a safra foi encerrada com produção estimada em 21,78 milhões de toneladas, uma das maiores da história do estado. Entretanto, o avanço da colheita do milho safrinha já começa a gerar preocupação quanto à disponibilidade de espaço para armazenagem, especialmente em regiões com alta concentração de produção.

Em Mato Grosso do Sul, os preços permaneceram relativamente estáveis, mas os custos logísticos seguem elevados. Já em Mato Grosso, onde a colheita foi concluída, o mercado se prepara para o início do vazio sanitário da soja a partir de 8 de junho.

Dólar e recuperação técnica podem oferecer suporte às cotações

Apesar das perdas registradas na sessão anterior, a quarta-feira começou com sinal de recuperação em Chicago.

Os contratos futuros da soja operavam em alta de aproximadamente 0,57%, com o vencimento julho negociado próximo de US$ 11,72 por bushel. O movimento é interpretado pelo mercado como uma correção técnica após a forte queda observada recentemente.

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Outro fator de sustentação vem do mercado cambial. O dólar voltou a subir frente ao real, negociado acima de R$ 5,01, condição que tende a melhorar a competitividade das exportações brasileiras e oferecer suporte aos preços internos da oleaginosa.

Segundo analistas do mercado, essa combinação entre recuperação técnica em Chicago e valorização do dólar pode estimular novos negócios no curto prazo, embora a comercialização continue travada pela diferença entre os preços pretendidos pelos produtores e aqueles oferecidos pelos compradores.

Produtores seguem cautelosos nas negociações

A comercialização da soja no Brasil continua em ritmo moderado. Produtores permanecem resistentes a vender volumes maiores nos níveis atuais de preços, apostando em uma possível recuperação das cotações ao longo das próximas semanas.

Nas principais regiões produtoras, os negócios seguem pontuais e dependentes das oscilações do câmbio, do comportamento de Chicago e do avanço da demanda internacional.

Enquanto isso, o mercado acompanha atentamente o desenvolvimento da safra norte-americana, que deverá ser o principal direcionador dos preços globais da soja durante os próximos meses. Caso o clima continue colaborando nos Estados Unidos, a tendência é de manutenção da pressão sobre as cotações internacionais. Por outro lado, eventuais problemas climáticos ou uma retomada mais forte da demanda chinesa podem alterar rapidamente o cenário e devolver sustentação ao mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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