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Lei Rouanet do Agro: Desafios, Vantagens e Funcionamento da Nova Legislação

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A “Lei Rouanet do Agro”, aprovada na última semana pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, segue agora para análise no plenário. A proposta visa criar o Fundo Nacional de Incentivo à Inovação e à Pesquisa Agropecuária (FNIPA), uma iniciativa inovadora voltada para o desenvolvimento tecnológico e a pesquisa no setor agropecuário brasileiro. O projeto recebeu o apoio de entidades como a Embrapa e busca fomentar a modernização do agronegócio, com foco em inovações que aumentem a competitividade do Brasil no cenário global.

O que é a Lei Rouanet do Agro?

A “Lei Rouanet do Agro” permite que empresas e pessoas físicas destinem parte de seus impostos devidos ao financiamento de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação no setor agropecuário. Similar à Lei Rouanet da cultura, o FNIPA funcionará como um fundo de incentivo, direcionando recursos diretamente para atividades que promovam a modernização do agronegócio.

Vanessa Pires, CEO da Brada, explica: “Essa iniciativa visa incentivar a inovação no agronegócio, permitindo que os recursos de impostos sejam direcionados para a pesquisa agropecuária, contribuindo para o avanço do setor com tecnologias e práticas mais eficientes”.

Como Funcionará a Lei Rouanet do Agro?

A proposta prevê que as pessoas físicas possam deduzir até 3% do imposto devido, enquanto as empresas da cadeia agropecuária poderão deduzir até 5%, e outras empresas, até 2%. Além das deduções no Imposto de Renda, o FNIPA contará com recursos orçamentários, doações e contribuições de entidades públicas e privadas. Os projetos apresentados por essas entidades serão avaliados por um comitê especializado, que determinará os recursos a serem direcionados.

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Vanessa destaca que a lei permitirá que produtores rurais, cooperativas e indústrias agropecuárias invistam em inovação sem comprometer seu próprio capital. “Esse modelo facilita o financiamento de tecnologias disruptivas e processos mais eficientes, fundamentais para o avanço do setor”, afirma.

Vantagens e Desafios da Lei

A principal vantagem dessa proposta é ampliar o acesso a recursos para pesquisa e inovação, essenciais para a competitividade do agronegócio. A implementação da lei permitirá o fortalecimento de tecnologias sustentáveis e a melhoria da eficiência produtiva, impactando diretamente a competitividade do Brasil no mercado internacional.

Vanessa Pires observa ainda que a possibilidade de utilizar tributos para financiar projetos pode aliviar o impacto financeiro das empresas, especialmente aquelas que necessitam investir em tecnologias, mas carecem de capital de giro. “É uma maneira de aproximar o setor privado da inovação, permitindo maior participação das empresas do agro no desenvolvimento de soluções para o mercado”, complementa.

No entanto, a proposta enfrenta desafios. Um dos principais obstáculos é a adaptação do setor agropecuário a um modelo que exige maior controle e transparência. “O comitê responsável pela aprovação dos projetos precisa garantir que os recursos sejam aplicados corretamente, beneficiando as áreas mais necessitadas de inovação, e não apenas interesses comerciais”, explica.

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Além disso, será necessário um sistema eficiente de acompanhamento para avaliar os resultados dos projetos financiados, assegurando que as inovações resultem em benefícios reais para o setor, especialmente no que se refere à sustentabilidade e à produtividade.

Perspectivas para o Futuro do Agronegócio

A Lei Rouanet do Agro representa uma oportunidade única para o agronegócio brasileiro avançar na adoção de tecnologias que podem transformar o setor, promovendo maior competitividade e sustentabilidade. Apesar dos desafios, a implementação do FNIPA é um passo importante para garantir que o Brasil se mantenha na vanguarda da inovação agropecuária, utilizando seu potencial agrícola para enfrentar os desafios futuros.

A expectativa é que o setor agropecuário brasileiro se beneficie de um aumento no incentivo à pesquisa, gerando um ciclo virtuoso de desenvolvimento e fortalecimento da economia nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil deve bater recorde na produção de etanol em 2026/27, projeta DATAGRO

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O Brasil caminha para uma safra histórica no setor sucroenergético. A DATAGRO projetou produção recorde de etanol na temporada 2026/27, impulsionada pela maior oferta de cana-de-açúcar e pelo crescimento global da demanda por biocombustíveis.

As novas estimativas foram apresentadas nesta terça-feira (13), em Nova York, durante a 19ª edição da CITI ISO DATAGRO New York Sugar and Ethanol Conference, realizada na tradicional Sugar Week.

Segundo os dados divulgados por Plinio Nastari, o Centro-Sul do Brasil deverá processar 642,2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2026/27. A estimativa inclui produção de 40,98 milhões de toneladas de açúcar e 38,61 bilhões de litros de etanol produzido a partir da cana e do milho.

Produção nacional de etanol pode superar 41 bilhões de litros

Considerando também a produção do Nordeste, a DATAGRO estima que o Brasil deverá alcançar moagem total de 698 milhões de toneladas de cana na safra 2026/27.

A projeção nacional aponta para produção de 44,2 milhões de toneladas de açúcar e 41,4 bilhões de litros de etanol, consolidando o país como um dos principais fornecedores globais de energia renovável.

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O avanço da produção ocorre em um cenário de maior direcionamento das usinas para o etanol, principalmente nos primeiros meses da safra atual, movimento favorecido pela demanda crescente por combustíveis renováveis no mercado internacional.

Mercado global de açúcar deve voltar ao déficit em 2026/27

Além das projeções para o Brasil, a DATAGRO também atualizou suas estimativas para o mercado mundial de açúcar.

A consultoria prevê que o ciclo 2025/26 deverá encerrar com pequeno superávit global de 0,57 milhão de toneladas em valor bruto. Já para 2026/27, a expectativa é de déficit de 3,17 milhões de toneladas.

Entre os fatores que sustentam esse cenário estão os possíveis impactos climáticos do fenômeno El Niño sobre importantes produtores asiáticos, como Índia e Indonésia, além da redução de área cultivada na Europa e na Tailândia.

Biocombustíveis ampliam espaço nos setores marítimo e aéreo

A DATAGRO destacou ainda que o aumento das tensões geopolíticas e a busca global por alternativas energéticas renováveis vêm fortalecendo o mercado de biocombustíveis.

Segundo Plinio Nastari, novos mercados vêm surgindo especialmente nos setores marítimo e aéreo, ampliando o potencial de consumo de etanol, biodiesel e metanol verde nos próximos anos.

“O uso de biocombustíveis como substitutos do combustível marítimo pode gerar aumento de demanda entre 0,4 milhão e 1,8 milhão de toneladas por ano até 2029”, afirmou.

As projeções indicam ainda que a demanda global por biocombustíveis voltados ao transporte marítimo poderá alcançar até 72 milhões de toneladas até 2050, reforçando o protagonismo do Brasil no fornecimento de energia limpa e renovável.

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Etanol ganha protagonismo estratégico na transição energética

O cenário projetado pela DATAGRO reforça a crescente importância do etanol brasileiro dentro da agenda global de descarbonização.

Com ampla disponibilidade de matéria-prima, elevada eficiência produtiva e capacidade de expansão sustentável, o Brasil segue consolidando sua posição estratégica no mercado internacional de biocombustíveis, especialmente diante do avanço das políticas globais de redução de emissões de carbono.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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