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Prefeitura de Cuiabá recebe Selo Ouro por qualidade da transparência pública; Emanuel Pinheiro celebra certificação pela terceira vez

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Em todas as edições do Programa Nacional de Transparência Pública (PNTP), idealizado pela Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), a Prefeitura de Cuiabá foi certificada com o Selo de Qualidade. A iniciativa, criada em 2022, vem, ao longo desses três anos, referendando gestores públicos com o Selo de Qualidade nas categorias Diamante, Ouro e Prata, de acordo com as notas obtidas.

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, recebeu o Selo Ouro, referente à edição 2024, em solenidade realizada na Escola de Contas do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), nesta quinta-feira (4). Em Mato Grosso, 69 participantes foram premiados em diferentes categorias, de um total de 288 inscritos, incluindo portais dos Poderes Executivo e Legislativo, tanto municipais quanto estaduais, além do Judiciário, Ministério Público, Tribunal de Contas e Defensoria Pública.

O resultado Ouro foi alcançado graças à nota de 85,08, evidenciando o compromisso contínuo da administração com a transparência e a gestão eficiente. Na ocasião, o prefeito Emanuel Pinheiro destacou que o reconhecimento é fruto de um trabalho pautado na seriedade e no compromisso com a transparência.

“Esse prêmio consolida um trabalho comprometido com a verdade e a informação. Desde o início da nossa gestão, temos avançado nessa área, e a premiação reflete nosso esforço em implementar um modelo de gestão que preza pela transparência e pela qualidade na prestação de informações públicas”, afirmou o gestor.

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Emanuel Pinheiro enfatizou que o Selo Ouro é mais um marco que coroa sua administração, já reconhecida por diversas premiações locais, regionais e nacionais.

Para o controlador-geral do município, Hélio Santos, a conquista do Selo Ouro representa um avanço significativo, embora ainda haja espaço para melhorias. Ele ressaltou que alcançar o Selo Diamante exigirá novos investimentos em tecnologia da informação.

“A premiação é um reconhecimento de que estamos no caminho certo, mas temos consciência de que há pontos a evoluir. Investir em tecnologia é essencial, embora demande recursos que precisam ser equilibrados com outras áreas prioritárias, como saúde e educação”, explicou o controlador.

Durante o evento, outras lideranças destacaram a importância da transparência como um pilar essencial da gestão pública. Sérgio Ricardo, conselheiro do TCE-MT, parabenizou as equipes gestoras premiadas e enfatizou os desafios enfrentados por quem atua no setor público. “Transparência não é apenas um requisito legal, mas uma forma de fortalecer a confiança da sociedade na administração pública. Ela é fundamental para garantir uma gestão participativa e eficiente”, afirmou.

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Com o Selo Diamante, foram premiadas 19 unidades de Mato Grosso, entre elas o TCE-MT. O Selo Ouro foi entregue a 30 participantes, enquanto o Selo Prata foi concedido a 19 unidades.

A cerimônia de entrega dos Selos PNTP 2024 reuniu gestores, auditores e especialistas, que celebraram as boas práticas de transparência.

Vale destacar que o Portal da Transparência é uma ferramenta essencial para disseminar informações sobre diferentes áreas da gestão pública, tornando-se uma referência para pesquisas e análises em todo o Brasil.

Sobre o PNTP

O Programa Nacional de Transparência Pública é liderado pela Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), com o apoio dos Tribunais de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) e da União (TCU), além do Instituto Rui Barbosa (IRB), da Associação Brasileira de Tribunais de Contas dos Municípios (Abracom), do Conselho Nacional de Presidentes dos Tribunais de Contas (CNPTC) e do Conselho Nacional de Controle Interno (Conaci).

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Exportação recorde de soja pressiona portos e expõe falta de armazéns

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O Brasil deverá exportar o volume recorde de 114 milhões de toneladas de soja em 2026, quase 5% acima da maior marca já registrada, segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). O avanço dos embarques aumenta a pressão sobre armazéns, estradas, ferrovias e terminais portuários em um ano de produção elevada.

Entre janeiro e julho, o País exportou 84,8 milhões de toneladas da oleaginosa, cerca de 5 milhões a mais que no mesmo período de 2025. Com as 9,74 milhões de toneladas previstas para agosto, o volume acumulado poderá chegar a 94,5 milhões antes do início do último quadrimestre.

A movimentação já aparece nos portos. Santos encerrou o primeiro semestre com 92,8 milhões de toneladas de cargas, crescimento de 5,05% em relação ao mesmo período do ano passado. A soja liderou as exportações do complexo, com 25,61 milhões de toneladas embarcadas.

O desafio começa antes da chegada aos terminais. A estimativa mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta uma produção de 347,4 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026. A capacidade estática de armazenagem era de 233,8 milhões de toneladas no fim de 2025.

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A diferença chega a 113,6 milhões de toneladas. Isso não significa que todo esse volume ficará sem espaço, porque os armazéns são esvaziados e reutilizados ao longo do ano. O descompasso, porém, obriga produtores e comercializadoras a movimentar rapidamente a safra, principalmente quando a colheita de soja coincide com a retirada do milho armazenado.

Sem estrutura suficiente nas propriedades e nas regiões produtoras, parte dos grãos precisa seguir para os portos mesmo quando o momento de venda não é o mais favorável. O resultado pode ser aumento do frete, formação de filas, ocupação dos pátios e menor poder de escolha para o produtor.

Nos terminais, o crescimento do volume exige controle sobre temperatura, umidade e tempo de permanência dos grãos. Atrasos na chegada dos navios ou interrupções no embarque podem provocar perda de peso, aquecimento da massa armazenada e deterioração da qualidade.

Segundo Franklin Oliveira, responsável pelo setor de indústria e portos da AGI Brasil, os terminais precisam funcionar com maior precisão para evitar que o acúmulo de carga provoque perdas ou paralise a operação. Sistemas de aeração, medição de temperatura e acompanhamento dos estoques permitem identificar problemas antes que o produto seja embarcado.

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Outro ponto crítico é a mistura de lotes, conhecida como blending. O procedimento combina grãos com características diferentes para alcançar o padrão definido no contrato de exportação. Quando a operação é mal executada, o exportador pode entregar soja de qualidade superior sem receber remuneração adicional ou sofrer desconto por enviar um produto abaixo da especificação.

A rastreabilidade também ganhou importância. Terminais e armazéns precisam comprovar a origem, o volume e a qualidade dos estoques, sobretudo quando os grãos servem de garantia para operações de crédito ou investimentos dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros).

O avanço das exportações mostra que os portos brasileiros vêm aumentando sua movimentação. O risco está na falta de crescimento equivalente da armazenagem e dos acessos terrestres. Para o produtor, gargalos nessa cadeia significam frete mais caro, espera para descarga e pressão para vender a produção em momentos de maior oferta.

Fonte: Pensar Agro

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