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Cuiabá está entre as 60 cidades prioritárias a serem contempladas pela Estratégia Alimenta Cidades do Governo Federal

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Cuiabá está entre as 60 cidades selecionadas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome para receber apoio técnico na luta contra a fome e na promoção de alimentação saudável. A estratégia “Alimenta Cidades”, voltada para capitais e cidades com mais de 300 mil habitantes, será disseminada por meio de oficinas técnicas. Cuiabá é a terceira cidade a receber a visita dos representantes do Governo Federal, após os primeiros encontros realizados no Nordeste, sendo destaque no combate à fome e promoção de alimentação saudável. A oficina, que acontece nos dias 4 e 5 de dezembro, no auditório da Secretaria de Ordem Pública, conta com a participação de servidores municipais e técnicos do Ministério.

A adesão de Cuiabá ao programa também prioriza o município no recebimento de recursos federais, além de suporte técnico e institucional para implementar a estratégia, que abrange oito eixos voltados para diferentes áreas das políticas públicas. Todas as ações deverão ser implementadas até dezembro de 2026. “A adesão de Cuiabá à estratégia ‘Alimenta Cidades’ reflete o compromisso da nossa gestão em combater a fome e promover alimentação saudável, deixando um legado estruturado e sólido que irá beneficiar as futuras administrações e, sobretudo, a nossa população mais vulnerável”, destacou a primeira-dama de Cuiabá, Márcia Pinheiro.

A secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência, Hellen Ferreira, destacou que a adesão ao plano federal reforça o compromisso da gestão Emanuel Pinheiro em combater a insegurança alimentar. “Já executamos iniciativas como o programa Prato Cheio, que oferece refeições a R$ 2, para usuários referenciados pelos Centros de Referência de Assistência Social (Cras), e o Restaurante Popular, revitalizado para garantir acessibilidade e refeições balanceadas. Além disso, estamos reformando a Padaria Comunitária para oferecer cursos de qualificação em panificação artesanal e ampliar o alcance do projeto”, destacou a secretária.

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Hellen ressaltou ainda a importância do suporte técnico do Ministério. “A estratégia vai nos auxiliar no diagnóstico da segurança alimentar no município, estruturando conselhos e promovendo adesões ao Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN). Isso nos permitirá acessar recursos e programas como o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos), ampliando nossas ações e fortalecendo equipamentos como o Banco de Alimentos e a Padaria Comunitária”, explicou.

A presidente do Conselho Municipal de Segurança Alimentar, Cláudia Ourives, comentou sobre o impacto da estratégia. “Nosso objetivo é planejar ações intersetoriais e promover o direito humano à alimentação adequada, reduzindo desigualdades sociais. O fortalecimento dessa política pública trará benefícios diretos à população em situação de vulnerabilidade”, afirmou.

A Estratégia Alimenta Cidades, instituída pelo Decreto nº 11.822, de 12 de dezembro de 2023, foi lançada durante a 6ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. Sua implementação nos 60 municípios prioritários, listados nas Portarias nº 972 e nº 975, de 2024, alcançará aproximadamente 60 milhões de brasileiros, incentivando a inovação e o fortalecimento de políticas locais.

A coordenadora geral de Promoção da Alimentação Adequada e Saudável do Ministério, Giselle Bortolini, explicou que a escolha das cidades priorizou locais com alta densidade populacional e índices significativos de insegurança alimentar. “Queremos fortalecer o intercâmbio de experiências entre essas cidades, ampliando o acesso a alimentos saudáveis e inspirando novas políticas públicas. A urbanização traz desafios à segurança alimentar, mas com ações coordenadas podemos reduzir essas desigualdades”, afirmou.

“É uma prioridade para a cidade avançar no fortalecimento da segurança alimentar, promovendo ações que apoiem uma alimentação saudável para a população. Todo esse trabalho ocorre no âmbito do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN), e o principal desafio atual é a adesão de Cuiabá ao sistema nacional. Para isso, é necessária uma alteração na legislação municipal, uma vez que o SISAN exige que o conselho gestor seja liderado pela sociedade civil. Essa mudança é essencial para que o município possa se integrar plenamente ao sistema nacional e ampliar as políticas públicas de segurança alimentar e nutricional. Estamos comprometidos em apoiar Cuiabá nesse processo, garantindo que a cidade possa se tornar referência e inspirar outras localidades do Brasil na implementação de uma agenda sólida e eficaz de segurança alimentar. Muito obrigada pela confiança e pela oportunidade de colaborar”, agradeceu a diretora do Instituto Comida do Amanhã, Francine Teixeira Xavier.

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No segundo dia da oficina, técnicos visitarão a Padaria Comunitária e o Restaurante Popular, observando de perto as iniciativas já em andamento. “Cuiabá continua a ser um exemplo de compromisso com a inclusão social e a segurança alimentar, buscando soluções inovadoras e eficientes para atender às demandas da população em situação de vulnerabilidade”, concluiu Hellen Ferreira.

Fizeram parte da mesa de abertura, a secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência, Hellen Ferreira, coordenadora geral de promoção da alimentação adequada e saudável, Gisele Ani Bertolini, a presidente do Conselho Municipal de Segurança Alimentar, Cláudia Maria Ourives Figueiredo de Souza e a diretora do Instituto Comida do Amanhã, Francine Teixeira Xavier.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Pesquisa inédita define manejo de micronutrientes no cacau e pode elevar a produtividade das lavouras

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A cacauicultura brasileira acaba de ganhar um importante avanço científico que promete aumentar a eficiência da produção e reduzir custos no campo. Pesquisadores do Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia (PCTSul) desenvolveram a primeira referência técnica específica para o manejo dos micronutrientes cobre, ferro, manganês e zinco em lavouras de cacau cultivadas na região Sul da Bahia.

Os resultados, publicados na revista científica Soil Science Society of America Journal, estabelecem faixas inéditas de disponibilidade desses nutrientes no solo, oferecendo uma base mais precisa para interpretação de análises laboratoriais e definição das recomendações de adubação.

A expectativa é que a nova metodologia contribua para aumentar a produtividade das lavouras, reduzir desperdícios de fertilizantes, diminuir custos de produção e tornar o uso dos recursos naturais mais eficiente.

Pesquisa cria referência inédita para a cacauicultura brasileira

O estudo foi liderado pelo engenheiro agrônomo e pesquisador do PCTSul, Edson França, mestre em Produção Vegetal, e representa um marco para a nutrição mineral do cacaueiro.

Segundo o pesquisador, a ausência de parâmetros específicos para a cultura fazia com que muitas recomendações de adubação fossem realizadas com base em referências desenvolvidas para outras culturas ou em critérios generalistas.

A pesquisa reuniu centenas de amostras de solo coletadas ao longo de vários anos em áreas comerciais de produção de cacau no Sul da Bahia. A partir da análise dos dados, os pesquisadores conseguiram estabelecer faixas consideradas ideais para cada micronutriente, identificando situações de deficiência, equilíbrio e excesso no solo.

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Esses elementos — cobre, ferro, manganês e zinco — são absorvidos em pequenas quantidades pelas plantas, mas exercem papel fundamental no desenvolvimento vegetativo, na formação dos frutos e no potencial produtivo das lavouras.

Adubação mais precisa reduz custos e impactos ambientais

Com a nova classificação, técnicos e produtores passam a contar com informações específicas para definir o manejo nutricional do cacaueiro.

A utilização de parâmetros mais precisos tende a evitar aplicações desnecessárias de fertilizantes, reduzindo desperdícios, diminuindo os custos de produção e minimizando impactos ambientais causados pelo uso excessivo de insumos.

Além do benefício econômico, a adoção de recomendações mais ajustadas contribui para melhorar a fertilidade do solo e aumentar a sustentabilidade dos sistemas produtivos.

Camada superficial do solo oferece diagnóstico mais eficiente

Outro resultado relevante da pesquisa diz respeito à profundidade ideal para as análises de solo.

Os pesquisadores identificaram que a camada superficial, entre 0 e 10 centímetros, apresenta maior capacidade para indicar desequilíbrios nutricionais nas lavouras de cacau, permitindo diagnósticos mais rápidos e precisos do que o modelo tradicional baseado em amostras coletadas até 20 centímetros de profundidade.

O estudo também verificou que os micronutrientes apresentam distribuição distinta nas diferentes camadas do solo, reforçando a importância de avaliações que considerem múltiplas profundidades para ampliar a confiabilidade dos diagnósticos agronômicos.

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Ciência aproxima recomendações da realidade do produtor

De acordo com os pesquisadores, este é um dos primeiros estudos realizados no Brasil a desenvolver classes específicas de interpretação dos micronutrientes para o cacaueiro com base em informações obtidas diretamente em áreas comerciais de produção.

Essa abordagem permite aproximar a pesquisa científica das condições reais enfrentadas pelos produtores, tornando as recomendações técnicas mais eficientes e aplicáveis ao campo.

Até então, a ausência de referências específicas fazia com que muitas decisões sobre adubação fossem tomadas de forma empírica ou utilizando parâmetros desenvolvidos para outras culturas.

Projeto reúne instituições de pesquisa

Os dados utilizados na pesquisa foram obtidos por meio do Projeto Renova Cacau, desenvolvido em parceria com o Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia.

O trabalho contou ainda com a participação do Centro de Inovação do Cacau (CIC), unidade operacional do PCTSul, da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) e de outras instituições de pesquisa.

Com a definição dessas novas referências técnicas, a expectativa é que o manejo nutricional do cacaueiro entre em uma nova etapa, oferecendo maior precisão na adubação, aumento da produtividade e fortalecimento da competitividade da cacauicultura brasileira.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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