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Moinhos do Sul do Brasil enfrentam desafios no mercado de trigo

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Os moinhos do Sul do Brasil, especialmente em Santa Catarina, enfrentam um cenário desafiador devido à baixa demanda por farinha, o que tem afetado a dinâmica de compras e vendas no setor. Em Santa Catarina, a lentidão do mercado é evidente, com os moinhos realizando compras de forma gradual e pagando em torno de R$ 1.350,00 CIF por trigo diferido. Contudo, os vendedores resistem a essa faixa de preço, aguardando propostas mais vantajosas.

Desafios no Rio Grande do Sul e Paraná

No Rio Grande do Sul, os moinhos aproveitam o momento para garantir estoques com foco nas compras para janeiro, embora o mercado local sofra com a escassez de vendas direcionadas aos moinhos, forçando negociações voltadas ao porto. Os preços oscilam entre R$ 1.220,00 e R$ 1.250,00, mas a liquidez para ofertas futuras permanece baixa, com valores indicados na faixa de R$ 1.230,00. Além disso, a alta nos fretes no interior do estado, agravada pela escassez de retornos de Rio Grande, tem aumentado os custos logísticos.

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No Paraná, a alta do dólar tem pressionado ainda mais os preços das importações de trigo e farinha, complicando o cenário para os moinhos da região. Muitos estão aguardando o início de janeiro para retomar as compras, após realizarem hedge cambial. As negociações no Centro-Sul giram em torno de R$ 1.350,00 para entregas em dezembro, com pagamento agendado para o mês seguinte. Já na região Norte, os preços são mais altos, entre R$ 1.480,00 e R$ 1.500,00, mas as transações permanecem lentas devido à expectativa dos vendedores por margens mais vantajosas.

Expectativa de abastecimento no Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul, o estado aguarda a chegada de dois navios carregados com 60.000 toneladas de trigo argentino, o que deverá ajudar a abastecer os moinhos locais durante o mês de dezembro. Essa chegada é aguardada com expectativa, pois pode aliviar a pressão sobre a escassez de oferta.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Número de cervejarias bate recorde no Brasil em 2025 e produção de cerveja sem glúten dispara 417%

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O setor cervejeiro brasileiro encerrou 2025 com resultados históricos e consolidou sua expansão no país. Dados do Anuário da Cerveja 2026, divulgado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, mostram que o Brasil alcançou o maior número de cervejarias da série histórica, com 1.954 unidades distribuídas em 794 municípios.

O levantamento também destaca a retomada do crescimento no número de produtos registrados, avanço das marcas de cerveja e forte expansão da produção de cervejas sem glúten, que registrou alta de 417,6% no último ano.

Setor cervejeiro amplia presença e fortalece economia regional

Segundo o Anuário, a indústria cervejeira brasileira mantém trajetória de fortalecimento mesmo diante de desafios econômicos e climáticos enfrentados ao longo de 2025.

A expansão territorial do setor reforça o papel da cerveja como geradora de emprego, renda e desenvolvimento regional. Pela necessidade de proximidade entre produção e consumo, a atividade favorece a interiorização da economia e estimula cadeias produtivas locais.

Atualmente, o setor está presente em quase 800 municípios brasileiros e movimenta mais de 2,5 milhões de empregos ao longo de toda a cadeia produtiva. Além disso, responde por mais de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

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Número de produtos e marcas de cerveja volta a crescer

O levantamento do Ministério da Agricultura e Pecuária aponta que o número de produtos registrados chegou a 44.212 em 2025, retomando a trajetória de crescimento do setor.

As marcas de cerveja registradas também avançaram 2,1%, totalizando 56.170 registros ativos no país.

Para o presidente-executivo do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja, Márcio Maciel, os resultados refletem a capacidade de adaptação da indústria cervejeira brasileira.

Segundo ele, o setor manteve investimentos em inovação, tecnologia e diversificação de portfólio, fortalecendo a conexão histórica da cerveja com os consumidores brasileiros.

Exportações de cerveja atingem maior valor da história

Outro destaque do Anuário foi o desempenho internacional da indústria cervejeira brasileira.

As exportações alcançaram US$ 218,3 milhões em 2025, maior valor já registrado na série histórica. O setor também fechou o ano com superávit recorde de US$ 195 milhões na balança comercial.

Atualmente, a cerveja brasileira é exportada para 77 países, ampliando a presença internacional das marcas nacionais e fortalecendo a competitividade da indústria no mercado global.

Produção de cerveja sem glúten cresce mais de 400% no Brasil

A cerveja sem glúten foi um dos segmentos que mais cresceram no país em 2025.

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Segundo o Anuário da Cerveja 2026, a produção saltou de 71 milhões para 368 milhões de litros em apenas um ano, avanço de 417,6% em relação a 2024.

O volume já representa cerca de 2,35% dos 15,69 bilhões de litros de cerveja produzidos no Brasil, indicando o aumento da demanda por bebidas voltadas a consumidores que buscam produtos sem glúten.

O crescimento acompanha a tendência de diversificação do mercado de bebidas e o avanço do interesse por produtos alinhados a diferentes perfis de consumo.

Inovação e diversidade impulsionam crescimento do setor cervejeiro

O Anuário reforça que a combinação entre tradição, inovação e capilaridade regional segue sendo um dos pilares da expansão da indústria cervejeira brasileira.

Com presença crescente em diferentes regiões do país, o setor mantém investimentos em sustentabilidade, tecnologia e novos nichos de mercado, consolidando a cerveja como uma das cadeias produtivas mais relevantes da indústria de alimentos e bebidas no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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