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Conab dá início à pesquisa de campo para levantamento das safras de café 2024/2025

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) iniciou no último dia 1º de dezembro a coleta de dados para o fechamento da safra de café 2024, além das estimativas para a produção de café em 2025. A pesquisa de campo, que segue até o dia 14 de dezembro, visa realizar a estimativa da produção de café em todo o Brasil, considerando as especificidades de cada região cafeeira.

O levantamento abrange diversas regiões produtoras de café no país, sendo realizado presencialmente em Minas Gerais, São Paulo, Bahia e Goiás. Em estados como Rondônia, Amazonas, Espírito Santo, Mato Grosso e Paraná, a coleta será feita de forma remota, utilizando tecnologias para garantir a precisão das informações.

Impactos climáticos nas projeções de safra

Este ano, o 4º Levantamento da Safra de Café ocorre em um ciclo que, teoricamente, deveria ser de bienalidade positiva para o café arábica. Contudo, as condições climáticas adversas afetaram negativamente a produção. Estiagens prolongadas, chuvas mal distribuídas e altas temperaturas nas fases de desenvolvimento dos frutos resultaram em uma queda na produtividade, comprometendo as previsões iniciais para a safra.

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A Conab enfatiza a relevância dessa pesquisa para entender os impactos das condições climáticas na produção de café, além de fornecer informações cruciais para o mercado e o planejamento agrícola do país. A expectativa é que o levantamento ofereça dados detalhados sobre a produtividade e as condições das lavouras de café em cada região produtora.

Expectativas para os resultados e divulgação

Em setembro, durante a divulgação do 3º Levantamento da Safra de Café, a Conab apontou que a produção de café no Brasil seria de 54,8 milhões de sacas beneficiadas, o que representava uma leve queda de 0,5% em relação à safra anterior. A área em produção cresceu 1,4%, totalizando 1,9 milhão de hectares, mas a produtividade foi calculada em 28,8 sacas por hectare, com uma redução de 1,9% em comparação ao ciclo anterior.

Os dados atualizados da pesquisa, com a projeção final da safra de 2024 e as estimativas para 2025, serão divulgados nos dias 21 e 28 de janeiro de 2025, respectivamente, com base nos resultados do 4º Levantamento da Safra de Café 2024 e do 1º Levantamento da Safra de Café 2025.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fracassa acordo no STF e disputa sobre Moratória da Soja volta a julgamento

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O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a tentativa de construir um acordo entre produtores rurais, indústria, ambientalistas e Ministério Público sobre a Moratória da Soja. Sem consenso entre as partes, o Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol) devolveu os quatro processos relacionados ao tema aos ministros relatores, abrindo caminho para a retomada do julgamento das ações, ainda sem data definida.

Em despacho assinado nesta sexta-feira (12.06), o juiz auxiliar da Presidência do STF e supervisor do Nusol, Álvaro Ricardo de Souza Cruz, afirmou que as reuniões realizadas entre abril e maio chegaram a criar um ambiente favorável à conciliação, mas houve recuo dos envolvidos, inviabilizando uma solução negociada.

“Durante as tratativas, instaurou-se amplo diálogo entre os envolvidos, tendo-se verificado, em determinado momento, ambiente propício à construção de solução consensual. Contudo, sobreveio recuo das partes, o que impossibilitou a composição”, registra o documento.

Segundo o STF, a tentativa de mediação não buscava discutir a constitucionalidade das leis estaduais questionadas, mas os efeitos práticos decorrentes de uma eventual decisão da Corte. A preocupação é evitar a multiplicação de disputas judiciais em diferentes instâncias após o julgamento das ações.

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As tratativas envolveram representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), do Ministério Público Federal e dos governos de Mato Grosso, Rondônia e Tocantins, além de partidos políticos autores das ações.

Com o fim da mediação, o Nusol reenviou as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7774, relatada pelo ministro Flávio Dino; 7775, sob relatoria de Dias Toffoli; e 7863 e 7959, ambas sob responsabilidade do ministro Luiz Fux.

As ADIs 7774 e 7775 questionam leis aprovadas em Mato Grosso e Rondônia que retiraram benefícios fiscais de empresas participantes de acordos privados, como a Moratória da Soja.

Criada em 2006, a Moratória da Soja estabelece que empresas signatárias não adquiram grãos produzidos em áreas do bioma Amazônia desmatadas após 2008, ainda que a abertura das áreas tenha ocorrido dentro dos limites previstos pela legislação ambiental.

A disputa ganhou novo capítulo após a entrada em vigor, no início de 2026, da lei de Mato Grosso que impôs restrições às tradings participantes do acordo. A medida contribuiu para o esvaziamento da Moratória, com a saída da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e das empresas associadas.

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No fim do ano passado, o ministro Flávio Dino determinou a suspensão de todas as ações judiciais e administrativas relacionadas à Moratória da Soja, incluindo processos que pedem indenizações. Em uma dessas ações, produtores rurais de Mato Grosso reivindicam ressarcimento superior a R$ 1 bilhão. O setor também acionou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), acusando as tradings de formação de cartel.

A tentativa de mediação havia sido anunciada em março, durante o julgamento das ações pelo plenário do STF. Com o fracasso das negociações, caberá agora aos ministros dar prosseguimento à análise do caso.

Fonte: Pensar Agro

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