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Comércio de Café no Brasil Segue Moderado com Oscilações no Mercado Internacional

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O mercado físico brasileiro de café apresenta movimentação moderada nesta quarta-feira (4). A valorização dos preços na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) traz um impulso positivo para as cotações nacionais, embora o dólar opere em relativa estabilidade. Esse cenário tem levado os produtores a adotar uma postura mais cautelosa, optando por negociar apenas conforme as necessidades imediatas.

Na terça-feira (3), o mercado físico registrou retração nos preços, com o café arábica em leve baixa na Bolsa de Nova York e o robusta em Londres sofrendo quedas acentuadas. De acordo com a Safras Consultoria, muitos produtores têm retido suas ofertas diante dessas perdas. Ainda assim, alguns negociam pequenos lotes, aproveitando os níveis de preços que, embora menores, permanecem atraentes.

No segmento de arábica, predominaram transações envolvendo cafés de qualidade média a inferior. Já no conilon, as quedas mais expressivas nas cotações internacionais travaram as negociações.

Preços por Região e Tipo de Café
  • Sul de Minas Gerais: O café arábica bebida boa com 15% de catação foi cotado entre R$ 1.980,00 e R$ 1.985,00 a saca, recuando em relação aos R$ 1.990,00/R$ 1.995,00 do dia anterior.
  • Cerrado Mineiro: O arábica bebida dura com 15% de catação registrou preços de R$ 1.990,00/R$ 1.995,00, frente aos R$ 2.000,00/R$ 2.005,00 observados anteriormente.
  • Zona da Mata (MG): O arábica tipo “rio” 7, com 20% de catação, foi comercializado entre R$ 1.650,00 e R$ 1.655,00 a saca.
  • Vitória (ES): O conilon tipo 7 fechou entre R$ 1.580,00 e R$ 1.585,00 (ante R$ 1.605,00/R$ 1.610,00 no dia anterior), enquanto o tipo 7/8 ficou em R$ 1.575,00/R$ 1.580,00, recuando dos R$ 1.600,00/R$ 1.605,00 anteriores.
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Estoques Certificados em Alta

Os estoques certificados nos armazéns credenciados pela ICE Futures US somaram 904.272 sacas de 60 kg na posição de 3 de dezembro de 2024, com um aumento de 3.724 sacas em comparação ao dia anterior.

Mercado Internacional e Indicadores

Na Bolsa de Nova York, os contratos com entrega em março de 2025 operam com alta de 0,69%, cotados a 297,55 centavos de dólar por libra-peso. Apesar disso, o fechamento de terça-feira marcou 295,50 centavos, com leve recuo de 0,2%.

O dólar comercial registra avanço de 0,12%, cotado a R$ 6,0684. O Dollar Index também apresenta alta de 0,13%, atingindo 106,51 pontos.

Panorama Financeiro

As principais bolsas de valores da Ásia encerraram o dia de forma mista: Xangai caiu 0,42%, enquanto Tóquio registrou leve alta de 0,07%. Na Europa, o cenário também é misto: Paris (+0,70%), Frankfurt (+1,34%) e Londres (-0,27%). O petróleo, por sua vez, opera em baixa, com o contrato de janeiro do WTI cotado a US$ 69,84 por barril (-0,14%).

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de hambúrguer premium impulsiona carne Angus certificada e gera mais valor para a pecuária brasileira

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O mercado brasileiro de hambúrgueres premium vive um momento de forte expansão, impulsionando a demanda por carnes certificadas e abrindo novas oportunidades de agregação de valor para toda a cadeia da pecuária de corte. A busca dos consumidores por produtos com mais sabor, suculência e qualidade tem fortalecido o espaço da carne Angus certificada, que ganha cada vez mais participação em um segmento em constante evolução.

A tendência tem beneficiado frigoríficos, indústrias de alimentos e produtores rurais, além de contribuir para o melhor aproveitamento da matéria-prima bovina, transformando cortes e retalhos nobres em produtos de alto valor agregado.

Hambúrguer certificado conquista espaço no mercado brasileiro

O avanço do consumo de hambúrgueres especiais tem levado a indústria frigorífica a investir em novos formatos, blends e experiências gastronômicas para atender um público cada vez mais exigente.

Reflexo desse movimento, o Programa Carne Angus Certificada já destina aproximadamente 4% de todas as suas vendas para a produção de hambúrgueres. Atualmente, dos 30 frigoríficos que certificam Carne Angus em 13 estados brasileiros, 11 já comercializam linhas próprias de hambúrgueres certificados.

Segundo o gerente nacional do programa, Maychel Borges, a certificação contribui diretamente para garantir a padronização e a qualidade do produto.

“O mercado evoluiu significativamente nas últimas décadas e o selo Angus passou a representar excelência, rastreabilidade e confiança para consumidores e estabelecimentos especializados”, destaca.

Aproveitamento da carcaça aumenta rentabilidade da cadeia

Além de atender à crescente demanda do mercado gourmet, a produção de hambúrgueres premium também gera ganhos econômicos importantes para a indústria frigorífica.

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Retalhos provenientes da desossa de cortes nobres podem ser transformados em produtos de alto valor agregado, elevando a rentabilidade da operação e ampliando o aproveitamento da carcaça bovina.

A estratégia contribui para reduzir desperdícios, aumentar a eficiência industrial e gerar retorno adicional para todos os elos da cadeia produtiva.

Qualidade da matéria-prima faz a diferença

A escolha da carne é considerada um dos fatores mais importantes para a produção de hambúrgueres premium.

Pioneira na fabricação de hambúrguer Angus certificado, a VPJ Alimentos, de Pirassununga (SP), atua há mais de duas décadas nesse segmento. De acordo com a médica veterinária e gerente de marketing técnico da empresa, Lenise Mueller, a qualidade da matéria-prima é fundamental para garantir sabor e padronização.

Segundo ela, a produção utiliza exclusivamente carne Angus certificada proveniente da desossa diária, sem adição de outras fontes de proteína, água ou conservantes, assegurando frescor e características sensoriais superiores.

Blends ganham protagonismo na experiência do consumidor

Outro diferencial que tem impulsionado o mercado de hambúrgueres premium é o desenvolvimento de blends personalizados.

A combinação estratégica entre cortes magros e gordurosos permite criar produtos com diferentes perfis de sabor, textura e suculência. Embora cortes tradicionais como acém e peito continuem amplamente utilizados, outros cortes vêm ganhando espaço na preferência dos consumidores.

Costela, picanha e fraldinha Angus aparecem entre as opções mais valorizadas para composições premium, oferecendo sabores mais intensos e experiências gastronômicas diferenciadas.

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Especialistas explicam que a definição do blend depende do resultado desejado, seja maior rendimento na grelha, mais suculência ou equilíbrio entre textura e sabor.

Marmoreio da carne Angus fortalece segmento premium

O sucesso da carne Angus no mercado de hambúrgueres está diretamente ligado ao seu elevado nível de marmoreio, característica que proporciona maior maciez, retenção de sucos e intensidade de sabor.

Esse diferencial permite a produção de blends mais equilibrados e consistentes, reduzindo a necessidade de adição de gordura externa para alcançar a textura desejada.

Além disso, os processos de moagem também influenciam a experiência final do consumidor. Moagens mais grossas tendem a proporcionar textura mais aerada e artesanal, enquanto moagens mais finas resultam em hambúrgueres compactos e uniformes.

Tendência fortalece toda a cadeia da carne bovina

O crescimento do mercado de hambúrgueres premium acompanha a valorização de alimentos de maior qualidade e reforça a importância da carne certificada dentro da pecuária brasileira.

Com consumidores cada vez mais atentos à origem, à procedência e às características do produto, a tendência é que a demanda por hambúrgueres elaborados com carne Angus continue avançando nos próximos anos.

Para o setor pecuário, o movimento representa uma oportunidade estratégica de ampliar a agregação de valor à produção, fortalecer marcas certificadas e criar novas fontes de receita para frigoríficos, indústrias e produtores rurais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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