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Primeira-dama Márcia Pinheiro recebe representantes de Sorriso que buscam implantar a terceira Secretaria da Mulher de MT

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A primeira-dama Márcia Pinheiro recebeu em seu escritório, nesta segunda-feira (2), a futura primeira-dama do município de Sorriso (397 km de Cuiabá), Mara Fernandes, para tratar de assuntos relacionados a políticas públicas voltadas às mulheres.

Na ocasião, Márcia anunciou a destinação de R$ 500 mil à Prefeitura de Sorriso, por meio de emenda parlamentar do deputado federal Emanuelzinho, para contribuir na implementação da Secretaria da Mulher no município. Além da capital matogrossense, a cidade de Araguainha já replicou o modelo, idealizado pela primeira-dama Márcia Pinheiro.

Os representantes do município, situado na região Norte de Mato Grosso, estão articulando a criação da pasta da Mulher na gestão que se inicia no próximo mandato. Ainda este mês, a equipe técnica esteve em Brasília, no Ministério da Mulher, para buscar informações e subsídios.

“Nós temos visto a necessidade de criar a Secretaria da Mulher por tudo o que está acontecendo. É um apoio, um cuidado especial com as mulheres, tanto na defesa quanto na qualificação. Durante o processo eleitoral, nas passeatas, percebemos essa necessidade. E, há alguns dias, em uma reunião da rede unificada que temos em Sorriso, com o Judiciário e a sociedade organizada, identificamos a urgência de implementar essa secretaria já no início da gestão”, revelou Mara Fernandes.

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Segundo Márcia Pinheiro, a visita demonstra a credibilidade do trabalho da gestão Emanuel Pinheiro, especialmente na área voltada às mulheres, com projetos de relevância e reconhecimento em nível nacional.

“A nossa secretaria já esteve presente em diversos municípios do interior para palestrar e apresentar todo o leque de ações que realizamos na capital. Recebemos a visita de representantes de Araguainha, que criaram a segunda Secretaria da Mulher de Mato Grosso. Isso é um marco no estado e no país, considerando os números alarmantes de violência doméstica e feminicídio. É imprescindível ter ações técnicas e comprometimento político dos gestores municipais”, avaliou Márcia.

Ela ainda destacou os projetos pioneiros de Cuiabá, que ganharam reconhecimento nacional e serviram como base para leis que hoje têm abrangência em todo o território brasileiro.

“Fomos referência para duas leis nacionais. Somos modelo na conscientização contra a violência doméstica e o feminicídio, tudo isso com a única Secretaria da Mulher de Mato Grosso. Esse legado precisa continuar e ser cada vez mais fortalecido”, enfatizou.

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A Lei Nacional 14.717, de 2023, que garante o pagamento de pensão a órfãos de vítimas de feminicídio, teve como base o Programa de Auxílio aos Órfãos do Feminicídio, da Prefeitura de Cuiabá, criado em 2020. O programa já transferiu mais de R$ 490 mil para beneficiar 18 crianças.

Já a Lei Nacional 14.847, de 2024, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que assegura às mulheres vítimas de violência o direito a salas de acolhimento exclusivas nos serviços de saúde conveniados ou próprios do Sistema Único de Saúde (SUS), foi inspirada no Espaço de Acolhimento da Mulher, outra iniciativa cuiabana, também de 2020.

“Nós conversamos muito com a primeira-dama, e ela nos contou tudo o que realiza. Agora vamos estruturar nossa secretaria e definir as ações que implementaremos de acordo com as necessidades do nosso município. Gostei muito do que vi; achei a secretaria fantástica, e o trabalho dela e da equipe é simplesmente extraordinário”, destacou Mara Fernandes.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Mulheres impulsionam sucessão familiar e transformam a cafeicultura em Minas Gerais

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O Dia Mundial do Café, celebrado neste mês, reforça a importância do Brasil no cenário global como maior produtor e exportador do grão, responsável por cerca de 40% da oferta mundial. Em Minas Gerais, que responde por aproximadamente metade da produção nacional e reúne mais de 460 municípios produtores, a cafeicultura vai além da economia: é cultura, identidade e tradição familiar.

Nesse contexto, cresce a presença feminina na gestão das propriedades rurais, impulsionando processos de sucessão familiar, inovação e sustentabilidade no campo.

Sucessão familiar ganha força com participação feminina no campo

Em Minas Gerais, cerca de 123 mil produtores atuam na cafeicultura, enfrentando a sucessão familiar como um dos principais desafios do setor. Ao mesmo tempo, esse cenário tem se transformado em uma oportunidade de renovação, com a atuação das mulheres ganhando cada vez mais espaço.

Na região das Matas de Minas, reconhecida pela produção sustentável e pela forte presença da agricultura familiar, diversas histórias evidenciam o papel feminino na continuidade e transformação dos negócios rurais.

Sítio Vó Emília mantém tradição de quase 100 anos liderada por mulheres

Em Espera Feliz, o Sítio Vó Emília é um exemplo de sucessão feminina contínua há quase um século. A propriedade é conduzida por mulheres da mesma família ao longo de quatro gerações.

Desde 2023, as irmãs Viviane e Luciane da Silva de Oliveira assumiram a gestão do negócio. A trajetória ganhou novo impulso em 2018, quando decidiram estruturar a produção como projeto de vida, investindo em conhecimento, qualidade e agroecologia.

A marca Sempre-Vivas foi criada como símbolo de identidade e resistência feminina no campo.

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Modernização da produção e certificações agregam valor ao café

Com apoio do Sistema Faemg Senar, por meio de programas de capacitação, gestão e assistência técnica, as produtoras modernizaram a produção, renovaram lavouras, reduziram custos e ampliaram a rentabilidade.

Atualmente, o café produzido pela família possui o selo Certifica Minas e está em processo de certificação para produção sem agrotóxicos junto ao Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), ampliando o valor agregado do produto.

Jovens retornam ao campo e fortalecem novas marcas de café

A sucessão familiar também é impulsionada pelas novas gerações.

Em Simonésia, a jovem Camille Moura, de 23 anos, deixou o trabalho em uma loja agropecuária para retornar à propriedade da família. Há seis meses no campo, ela atua na gestão do negócio, com foco na área contábil, contribuindo para o fortalecimento da marca de cafés especiais Arraiá do Sol, criada em 2022.

O objetivo é expandir a presença da marca no mercado de cafés especiais.

Café especial e gestão fortalecem trajetória de nova geração produtora

Em Manhumirim, Ana Carolina Malta representa a quinta geração de uma família tradicional na cafeicultura e neta de um dos primeiros exportadores de café orgânico do Brasil.

Formada em Engenharia de Produção, ela decidiu retornar às origens para assumir a gestão financeira da propriedade e contribuir para a manutenção da atividade familiar. Parte da renda obtida com cafés especiais tem sido usada para quitar dívidas da família e evitar o leilão da propriedade.

Conhecida como Carol, ela relatou que inicialmente não se identificava com a atividade, mas encontrou na capacitação oferecida pelo Sindicato dos Produtores Rurais e pelo Sistema Faemg Senar a oportunidade de se desenvolver no setor.

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A produtora criou a marca Vidas Gerais Café em 2018, após investir em formação técnica e gestão para consolidar sua atuação na cafeicultura.

Organização feminina fortalece cafeicultura nas Matas de Minas e Caparaó

Além da atuação dentro das propriedades, a organização coletiva também tem ampliado a participação feminina no setor.

A cafeicultora Dulcineia Prado, presidente da Associação de Mulheres do Café das Matas de Minas e Caparaó (AMUC), lidera um grupo que reúne produtoras de 14 municípios e mais de 50 associadas.

Segundo ela, a presença feminina na cafeicultura sempre existiu, mas vem ganhando mais visibilidade nos últimos anos, especialmente na produção de cafés de qualidade e na adoção de novas tecnologias.

Associações promovem capacitação, autoestima e fortalecimento do setor

Dulcineia destaca que as associações exercem papel fundamental no fortalecimento das produtoras, funcionando como espaços de troca de experiências, capacitação e apoio.

Além do desenvolvimento técnico, esses ambientes também contribuem para a valorização da autoestima e para a construção de redes de apoio entre as mulheres do campo.

Mulheres têm papel estratégico na sucessão e gestão das propriedades

A presidente da AMUC ressalta ainda a importância do protagonismo feminino na sucessão familiar e na organização das propriedades rurais.

Segundo ela, as mulheres contribuem diretamente para a gestão familiar e para o fortalecimento da propriedade como unidade produtiva estruturada, ajudando a garantir a continuidade da atividade no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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