Mato Grosso

Duplicação da BR-163 reduz em 82% número de mortes e 71% de feridos

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A duplicação da BR-163, entre Diamantino e Nova Mutum, já reduziu em 82% o número de mortes, entre 1º de janeiro e 30 de novembro deste ano. O trecho, de 86 quilômetros, era considerado o mais perigoso da rodovia. A solução para a BR-163 teve início depois que o Governo de Mato Grosso, por meio da MT Par, assumiu a gestão da Nova Rota do Oeste.

No mesmo período também houve queda de 71% na quantidade de feridos nos acidentes. Os dados são referentes aos atendimentos realizados pela Nova Rota do Oeste no trecho.

O governador Mauro Mendes reafirmou a importância dos investimentos para oferecer uma rodovia mais segura. “A vida não tem preço. Nossos investimentos na BR-163 ultrapassam a casa do bilhão. E saber que as obras estão evitando dezenas e dezenas de mortes só me fazem ter a convicção de que acertamos e que cada centavo investido está valendo a pena”, destacou ele.

A expectativa do presidente do Conselho de Administração da Nova Rota, Cidinho Santos, é que a redução seja ainda maior com o avanço das obras de duplicação da BR-163 até o município de Sinop.

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“Estamos entregando 100 km de pista nova em 20 de dezembro, desde o Posto Gil, em Diamantino, até Nova Mutum, e isso já está fazendo muita diferença para quem viaja pela rodovia. Nossa expectativa é entregar novos trechos prontos o mais rápido possível, sempre pensando na segurança de quem precisa passar pela BR-163”, explicou.

Atualmente, a Nova Rota do Oeste tem cinco contratos de duplicação em andamento contemplando o norte da BR-163 e a Rodovia dos imigrantes (BR-070, em Cuiabá). Além de impactar na segurança viária, as obras estão promovendo geração de emprego e renda para Mato Grosso. Os serviços resultaram na contratação de mais de 2 mil pessoas para atuação nos canteiros de obras. A expectativa é que sejam 6 mil novos empregos no pico das obras.

Ainda no primeiro semestre de 2025, a Concessionária fará a contratação para a duplicação dos trechos que faltam, conforme acordado com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), por meio do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC): o segmento de Lucas do Rio Verde até Sorriso (BR-163) e o trecho de Várzea Grande, na Rodovia dos Imigrantes (BR-070).

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Dados

As estatísticas da Nova Rota do Oeste apontam que de 1º de janeiro a 30 de novembro, foram registradas quatro mortes e 33 acidentes que deixaram 44 vítimas no trecho em duplicação entre Diamantino e Nova Mutum (do km 507 ao km 593 da BR-163). No mesmo período do ano passado, foram contabilizados 23 mortes e 55 acidentes que resultaram em 153 pessoas feridas. A concessionária identificou ainda uma redução de 31% no número de acidentes envolvendo apenas danos materiais, caindo de 290 ocorrências em 2023 para 200 este ano.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Promotoria executa TAC e cobra R$ 1 milhão de frigorífico

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da promotora de Justiça Graziella Salina Ferrari, da Promotoria de Justiça Cível de Colíder (631 km), ajuizou duas ações de execução de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) contra a Indústria Frigorífica Boa Carne Ltda. em razão do descumprimento de obrigações assumidas pela empresa após a constatação de lançamento irregular de efluentes no Rio dos Peixes. Uma das ações busca a execução de obrigação de fazer para que a empresa adote medidas efetivas visando a assegurar a correta destinação de efluentes e impedir novos lançamentos de efluentes em cursos d’água. A outra requer o pagamento de R$ 1 milhão referente à cláusula penal prevista no TAC firmado entre as partes em julho de 2022. O acordo foi celebrado após investigação instaurada pelo Ministério Público para apurar o lançamento de efluentes oriundos da estação de tratamento do frigorífico diretamente no Rio dos Peixes, fato constatado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) em 2021. Na ocasião, a empresa comprometeu-se a assegurar a correta destinação dos efluentes gerados pelo empreendimento e impedir a repetição da conduta irregular. O TAC também previu multa de R$ 500 mil para cada novo despejo irregular de efluentes em curso d’água por culpa da empresa. Segundo o MPMT, após a celebração do acordo foram registradas duas novas ocorrências que caracterizam descumprimento das obrigações assumidas. A primeira foi identificada durante fiscalização realizada pela Sema em setembro de 2023, quando técnicos constataram o escoamento de líquido de coloração escura em direção a um curso d’água sem a devida autorização ambiental para lançamento de efluentes. O caso resultou na lavratura de auto de infração.A segunda ocorrência foi constatada em março de 2024. Conforme relatório técnico da fiscalização ambiental, o sistema de tratamento de efluentes do empreendimento apresentou transbordamento das lagoas de contenção, fazendo com que os resíduos alcançassem área externa ao sistema e fossem carreados até um curso d’água. A situação motivou a lavratura de novo auto de infração.Na ação de execução por quantia certa, o MPMT sustenta que os dois episódios constituem fatos independentes, apurados em fiscalizações distintas e ocorridos após a assinatura do TAC. Dessa forma, requer a cobrança de duas multas contratuais de R$ 500 mil cada, totalizando R$ 1 milhão. A promotora de Justiça também pediu que os valores sejam revertidos ao Fundo Municipal do Meio Ambiente. Já na execução da obrigação de fazer, a promotora de Justiça requer que a empresa apresente, em 30 dias, plano técnico elaborado por profissional habilitado contendo diagnóstico das falhas identificadas pela fiscalização ambiental, medidas corretivas adotadas e ações necessárias para garantir a destinação adequada dos efluentes. Também foi solicitado o cumprimento integral das obrigações assumidas no TAC, sob pena de multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento.Além das execuções judiciais, tramitam na Promotoria de Justiça dois inquéritos civis para apurar outros ilícitos ambientais atribuídos ao frigorífico. Um investiga possíveis irregularidades relacionadas ao funcionamento do empreendimento em desacordo com a licença ambiental, lançamento de efluentes em curso d’água sem autorização e descarte inadequado de resíduos sólidos oriundos do processo produtivo. Já o segundo inquérito civil apura fatos constatados pela Sema durante fiscalização realizada em março de 2024, incluindo o lançamento de resíduos sólidos in natura a céu aberto e o descumprimento de condicionantes ambientais relacionadas ao funcionamento do sistema de tratamento de efluentes, cujo mau funcionamento teria provocado o transbordamento das lagoas e o carreamento de efluentes para curso d’água. Antes do ajuizamento das execuções foram realizadas tentativas de solução consensual para regularização das irregularidades identificadas. “Não houve resposta conclusiva da empresa às propostas apresentadas, tornando necessária a adoção das medidas judiciais para garantir o cumprimento das obrigações ambientais assumidas e a responsabilização pelos descumprimentos constatados”, destacou a promotora de Justiça.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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