AGRONEGÓCIO

Controle de Parasitas em Equinos: Essencial para o Sucesso da Equideocultura Brasileira

Publicado em

Com uma população de aproximadamente 6 milhões de cavalos, o Brasil ocupa a quarta posição mundial em número de equinos, conforme dados do IBGE. A Equideocultura no país movimenta anualmente cerca de R$ 30 bilhões e gera mais de 3 milhões de empregos diretos e indiretos. Diante de sua magnitude, a saúde dos cavalos se torna um fator crucial para o crescimento contínuo do setor, sendo as doenças parasitárias uma ameaça constante que exige atenção especial dos criadores.

Segundo Chester Patrique Batista, médico veterinário e gerente técnico de equinos da Zoetis – líder global em Saúde Animal –, as parasitoses são doenças frequentes entre os equinos, variando conforme as regiões e impactando diretamente a criação e o bem-estar dos animais. “As parasitoses devem ser rigorosamente monitoradas, pois afetam a saúde dos cavalos e geram prejuízos significativos ao setor e à economia”, alerta Batista.

As infecções parasitárias mais comuns incluem endoparasitas, como vermes redondos (ascarídeos), ancilostomídeos e estrongilídeos, além de ectoparasitas, como carrapatos, moscas e piolhos. Os sintomas dessas infecções podem variar, mas, no caso dos endoparasitas, incluem cólicas abdominais intensas, distensão abdominal e diarreia. “Além disso, a presença de parasitas enfraquece o sistema imunológico dos animais, tornando-os mais suscetíveis a outras doenças”, observa o médico veterinário.

Leia Também:  Registro genealógico na suinocultura brasileira cresce e ultrapassa 340 mil emissões em 2025

Batista também destaca que as infecções parasitárias não tratadas podem acarretar consequências graves. “Animais afetados apresentam desempenho reduzido. No campo reprodutivo, a qualidade do sêmen e a regulação dos ciclos reprodutivos ficam comprometidas, aumentando o risco de complicações gestacionais. Em competições, os cavalos não atingem seu desempenho máximo, e os animais de lazer têm suas atividades recreativas limitadas”, explica.

Tratamento e Soluções

Diante da gravidade das parasitoses, é crucial adotar soluções eficazes. Uma das opções disponíveis no mercado é o Equest, um antiparasitário de amplo espectro, capaz de combater uma grande variedade de parasitas. “Sua eficácia contra endoparasitas dura até 120 dias, garantindo um controle prolongado”, ressalta Batista.

O Equest se destaca pela sua composição, que inclui o princípio ativo Moxidectina, pertencente ao grupo das Avermectinas. “Ele atua contra vermes internos e externos, facilitando a eliminação dos parasitas do organismo do animal. A formulação em gel do Equest também proporciona maior adesão e palatabilidade, tornando o tratamento mais fácil”, explica o especialista. O gel é aplicado diretamente na boca do cavalo, aderindo às bochechas, o que assegura a eficácia do tratamento.

Leia Também:  Copom deve elevar taxa de juros para 14,75% ao ano, o maior patamar em quase 20 anos

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Greening, safra menor e queda no consumo pressionam o setor brasileiro

Published

on

A citricultura brasileira chega à safra 2026/27 pressionada por três problemas simultâneos: quase metade das laranjeiras do principal cinturão produtivo está contaminada pelo greening, a produção deve cair cerca de 10% e o consumo mundial de suco perdeu força depois de anos de preços elevados. Embora continue líder global, o Brasil precisa controlar a doença e ampliar mercados para evitar uma pressão maior sobre produtores e indústrias.

A primeira reestimativa do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) aponta uma produção de 263,15 milhões de caixas de 40,8 quilos em São Paulo e no Triângulo e Sudoeste de Minas Gerais. O volume equivale a aproximadamente 10,7 milhões de toneladas de laranja.

A projeção ficou 3,1% acima da estimativa inicial, divulgada em maio, mas ainda representa uma queda de cerca de 10% diante das 292,94 milhões de caixas colhidas na temporada 2025/26. A recuperação sobre a primeira previsão ocorreu principalmente porque os frutos ganharam peso com as chuvas.

Entre maio e agosto, o cinturão citrícola recebeu 210 milímetros de chuva, volume 51% superior à média histórica do período. O peso médio estimado passou de 160 para 166 gramas por fruto, reduzindo de 255 para 246 o número de laranjas necessário para completar uma caixa.

O efeito positivo da chuva, porém, não elimina os riscos. A colheita está mais lenta e os frutos permanecem por mais tempo nas árvores, expostos a pragas, doenças e queda prematura. Até meados de agosto, apenas 27% da produção prevista havia sido retirada dos pomares.

Leia Também:  Primeira-dama de MT destaca a importância da inclusão por meio da Língua Brasileira de Sinais

A taxa média de queda dos frutos foi elevada de 23,7% para 24,1%. Nas variedades tardias, que ainda têm grande parte da produção no campo, a perda projetada chega a 27,3% para Valência e Folha Murcha e a 30,9% para a variedade Natal.

O greening permanece como o maior problema da atividade. O levantamento mais recente sobre a doença mostrou que 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola estavam contaminadas em 2025. A severidade média também aumentou, passando de 18,7% para 22,7% da copa das plantas.

Transmitido pelo psilídeo, um pequeno inseto, o greening não tem cura. A doença reduz a produtividade, provoca queda precoce e produz frutos menores, deformados e amargos. O controle exige monitoramento frequente, combate ao inseto transmissor e eliminação das plantas doentes, especialmente em regiões onde a incidência ainda é baixa.

Na safra 2025/26, o greening foi responsável pela perda estimada de 49,59 milhões de caixas. A doença respondeu sozinha por 13 pontos percentuais da taxa total de queda de 23,2% registrada naquele ciclo.

A pressão não está restrita aos pomares. Depois de quatro anos de resultados elevados, o mercado internacional entrou em uma fase de ajuste. As exportações brasileiras de suco de laranja somaram 746,9 mil toneladas na safra 2025/26, praticamente o mesmo volume da temporada anterior, mas a receita caiu aproximadamente 30%.

Leia Também:  Integração de fungicidas biológicos e químicos aumenta a eficiência de controle do mofo-branco com incremento da produtividade

Os preços elevados das safras anteriores levaram parte dos consumidores a substituir o suco de laranja por bebidas mais baratas. Problemas de qualidade provocados pelo clima e pelo greening também afetaram o mercado. Na Europa, principal destino histórico do produto brasileiro, o volume adquirido caiu 10,9%. No Japão, a retração chegou a 28,6%.

O aumento das chuvas nesta temporada favoreceu o tamanho das laranjas, mas poderá reduzir a concentração de sólidos solúveis, medida pelo índice brix. Para a indústria, isso significa que pode ser necessário processar mais caixas para obter a mesma quantidade de suco concentrado, reduzindo parte do ganho trazido pelo maior peso dos frutos.

A busca por novos compradores tornou-se, portanto, uma necessidade para equilibrar a cadeia. O produto brasileiro não enfrenta grandes restrições sanitárias, mas encontra tarifas elevadas em mercados com potencial de consumo, como Japão, Coreia do Sul e Índia. A redução dessas barreiras poderia ampliar os destinos e diminuir a dependência de poucos compradores.

Maior produtora mundial de laranja e líder na exportação de suco, a citricultura brasileira mantém escala, tecnologia e capacidade industrial. O desafio agora é impedir que o avanço do greening, a queda da produtividade e o enfraquecimento do consumo reduzam a rentabilidade de uma cadeia que depende de investimentos contínuos para renovar pomares e manter a produção.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA