AGRONEGÓCIO

Trabalho Rural: A Necessidade de Adaptabilidade nas Relações de Emprego

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O agronegócio brasileiro, um pilar fundamental para a economia do país, representa uma parte significativa do PIB nacional e envolve uma ampla gama de atividades, desde o cultivo até a transformação industrial de alimentos. No entanto, a complexidade das jornadas de trabalho no setor rural está diretamente ligada às condições ambientais, à sazonalidade e aos picos de demanda, que frequentemente exigem jornadas prolongadas e, consequentemente, impactam as regulamentações trabalhistas específicas da área.

Embora a legislação trabalhista brasileira preveja jornadas de trabalho de até oito horas diárias e 44 horas semanais, os trabalhadores rurais frequentemente precisam extrapolar esses limites. “No setor rural, dada a habitual necessidade de realização de horas extras, existem previsões para jornadas diferenciadas, como os regimes de tempo parcial e o trabalho intermitente, que podem ser aplicados de acordo com a natureza das atividades desempenhadas”, explica Lucas Brito, advogado do escritório Marcos Martins Advogados. Ele acrescenta que, ao adotar esses regimes, é possível manter a produtividade sem comprometer a saúde do trabalhador.

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Além das longas jornadas, o setor rural enfrenta riscos específicos, como episódios de exaustão, lesões por esforço repetitivo, exposição prolongada ao sol e ao uso de agrotóxicos, além do manejo de máquinas agrícolas sem as devidas condições de segurança. Para mitigar esses problemas, programas de certificação e boas práticas agrícolas têm sido implementados, buscando garantir que as empresas se adequem às normas de segurança e promovam melhores condições de trabalho.

No contexto urbano, a flexibilização da jornada de trabalho já é uma prática consolidada em diversos setores, com a adoção de horários flexíveis, banco de horas e trabalho remoto, de acordo com as necessidades do negócio. Essa flexibilidade, observada como tendência crescente, pode também ser adaptada ao ambiente rural. Ferramentas digitais, como sistemas de ponto eletrônico e softwares de gestão, podem ser aplicadas no agronegócio para garantir o cumprimento das normas trabalhistas e facilitar a implementação de jornadas flexíveis.

De acordo com Lucas Brito, à medida que o agronegócio se moderniza, é fundamental que a regulamentação trabalhista se torne mais adaptável, a fim de garantir a competitividade do setor e a responsabilidade social. “A busca por melhores condições de trabalho, saúde e segurança no campo deve ser uma prioridade constante, e isso exige um esforço coordenado entre os envolvidos no setor”, afirma. Ele destaca ainda que políticas públicas e programas de qualificação dos trabalhadores são essenciais para a transformação do setor, embora ainda seja necessário mais empenho por parte do governo, das empresas e da sociedade civil para assegurar um desenvolvimento sustentável e inclusivo para o agronegócio.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mutirão de regularização fundiária no Doutor Fábio Leite II é retomado nesta segunda-feira

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Habitação e Regularização Fundiária, retoma, nesta segunda-feira (4), até quarta-feira (6), o mutirão de cadastramento voltado aos moradores do bairro Doutor Fábio Leite II que desejam regularizar seus imóveis. O atendimento ocorre das 9h às 16h, na Rua dos Trabalhadores, quadra 77, casa 18.

A ação teve início na quarta-feira (29) e também foi realizada na quinta-feira (30), dando continuidade ao processo de regularização fundiária. O objetivo é garantir o acesso ao título definitivo de propriedade, assegurando mais segurança jurídica às famílias e contribuindo para a valorização dos imóveis.

De acordo com a coordenadora de Habitação, Graziele Rondon, a entrega e a atualização dos documentos são etapas fundamentais para o andamento do processo. “Estamos orientando os moradores sobre a atualização dos documentos. Quem já tem processo em andamento poderá complementar a documentação e, para quem ainda não iniciou, será aberto um novo processo pela equipe técnica de regularização. Em outro momento, a equipe social realizará visita domiciliar para comprovação dos documentos apresentados e também para verificar o uso do lote”, explicou.

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Entre os moradores que compareceram nos primeiros dias de atendimento está André Luiz, que vive há mais de 15 anos no bairro. Segundo André, a regularização representa mais segurança para a família. “Para nós, moradores, regularizar o terreno é uma garantia a mais. Moro aqui há mais de 15 anos e vi toda a evolução do bairro. Já temos asfalto, melhorias, mas precisamos do documento. Morar em um lugar sem documentação é não ter garantia de nada. Vim dar entrada no processo para ter essa segurança”, afirmou.

A moradora Karina Cristine, que reside há 26 anos no bairro Doutor Fábio Leite II, também participou do mutirão. “Já tenho mais de 26 anos morando aqui e, há dois anos, dei entrada no processo. Acredito que agora será a oportunidade de concluir. É um sonho ter o documento da casa, não só para mim, mas para muitas pessoas que moram aqui há tantos anos”, relatou.

Durante o mutirão, os moradores recebem orientações sobre a documentação necessária, podem entregar pendências e contam com o apoio da equipe social para dar andamento às etapas do processo de regularização fundiária.

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Confira abaixo os documentos necessários para dar início ao processo de regularização:

Para solteiros: certidão de nascimento, RG e CPF;
Para casados: certidão de casamento, RG e CPF de ambos;
Para divorciados: certidão de casamento com averbação do divórcio, RG e CPF apenas de quem está requerendo e partilha de bens ou formal de partilha (se houver);
Para viúvos: certidão de casamento e certidão de óbito do cônjuge falecido, RG e CPF de quem está requerendo e partilha de bens ou formal de partilha (se houver);
União estável: escritura pública de cartório ou homologação dessa condição feita em juízo, certidão de nascimento, RG e CPF de ambos.

Trazer também:

Contrato de compra e venda da casa ou outro documento do imóvel (é necessário constar quadra e lote, por exemplo: título de posse antigo, IPTU etc.);
Comprovante de endereço da casa a ser regularizada (água, luz, telefone etc.);
Comprovante de renda de todos os moradores da casa dos últimos três meses.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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