A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) entrega, na manhã desta terça-feira (03.12), a medalha do Mérito Ciência e Justiça a 20 personalidades civis, militares e servidores públicos em reconhecimento aos serviços prestados para o crescimento e fortalecimento da instituição ao longo dos anos.
A cerimônia será realizada a partir das 8h45h, no auditório da Procuradoria Geral de Justiça (PGE), no Centro Político Administrativo, em Cuiabá.
A medalha de mérito foi instituída em 2020 e, desde então, é entregue anualmente aos homenageados definidos pelo Conselho de Política Científica da Politec.
As autoridades homenageadas neste ano são o senador Wellington Fagundes, a desembargadora do Tribunal de Justiça, Nilza Maria Pôssas de Carvalho; o promotor de Justiça do Ministério Público Estadual, Reinaldo Rodrigues de Oliveira Filho; o deputado estadual Fábio José Tardin, o secretário adjunto de Segurança Pública, coronel PM Héverton Mourett de Oliveira; o Comandante Geral da Polícia Militar, coronel PM Cláudio Fernando Carneiro Tinoco; o secretário adjunto de Administração Sistêmica da Secretaria de Estado de Segurança Pública, tenente-coronel PM Thiago Vinicius Pinheiro da Silva; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios do Estado de Mato Grosso, Leonardo Tadeu Bortolin; o presidente da Federação de Conselhos Comunitários de Segurança de Mato Grosso, Danillo Corrêa de Moraes; e a Ouvidora Geral da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Uecileny Rodrigues Fernandes Vieira.
Também receberão a medalha os peritos oficiais criminais Alessandra Paiva Puertas Fernandes, Rosangela Maria Guarienti Ventura e Rubens Sadao Okada; os peritos oficiais médicos e legistas José Correia Oliveira Neto (in memorian) e Paulinelli Fraga Martins; os papiloscopistas Etevaldo de Souza Aguiar e Sulivan Cardoso de Azevedo; o técnico em necropsia Jair Marques Junior; o técnico em desenvolvimento econômico e social, Rodrigo Neves Ribeiro, e o analista administrativo Weliton José da Silva Balduíno.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta sexta-feira (3.7), a Operação Ragnarok para cumprir 104 ordens judiciais contra uma facção criminosa voltada aos crimes de tráfico de drogas, posse ilegal de arma de fogo e lavagem de dinheiro em Lucas do Rio Verde e região.
Na operação, são cumpridos 55 mandados de prisão preventiva, 34 de busca e apreensão e 15 bloqueios de contas bancárias relacionadas aos investigados, no limite de mais de R$ 10 milhões. As ordens judiciais foram decretadas pela 5ª Vara Criminal de Sinop.
As investigações foram conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Lucas do Rio Verde ao longo de aproximadamente 11 meses, identificando integrantes de uma facção criminosa envolvidos com o comércio de entorpecentes e crimes correlatos.
O trabalho investigativo iniciou após a prisão em flagrante de dois criminosos por tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo nos meses de julho e agosto de 2025.
Com o avanço das investigações, foi possível identificar uma rede criminosa estruturada, com o envolvimento de mais de 50 pessoas nos crimes de tráfico de drogas, posse ilegal de arma de fogo e lavagem de dinheiro, que movimentou mais de R$ 10 milhões no período investigado.
Lavagem de dinheiro
As investigações identificaram que, entre seus integrantes, quatro mulheres eram responsáveis pela movimentação financeira da facção criminosa, atuando no repasse do dinheiro da venda de entorpecentes e de taxas para o comércio de drogas.
Os valores eram repassados para outros investigados, sendo também destinados para uma conta jurídica, posteriormente identificada como uma empresa de fachada para lavagem de dinheiro. Os investigados que recebiam os valores ilícitos simulavam diversas transações financeiras para pulverizar o dinheiro em diversas contas, movimentando quantias milionárias, mesmo sem nenhuma renda declarada.
Com base nos elementos apurados, a delegada da Derf, Paula de Fátima Moreira Barbosa, representou pela expedição dos mandados de prisão preventiva, busca e apreensão e bloqueio de contas bancárias, com foco na prisão dos integrantes e na desarticulação do núcleo financeiro da facção criminosa.
“Esses investigados eram orientados a repassar o dinheiro ilícito e dissimular os valores para diversas contas, até chegar ao gerente da facção criminosa que está no Rio de Janeiro”, explicou a delegada Paula Barbosa.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
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