Tribunal de Justiça de MT

Marcos Machado é entrevistado no programa “Por dentro da Magistratura”

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A Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) divulgou nesta sexta-feira (29 de novembro) a 37ª edição do programa “Por dentro da Magistratura”, com uma inédita entrevista com o desembargador Marcos Henrique Machado.
 
Atual presidente do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais de Mato Grosso e integrante do Conselho Consultivo da Esmagis e da 1º Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, Marcos Machado integra o Poder Judiciário Estadual há 13 anos. Oriundo do Quinto Constitucional pelo Ministério Público do Estado, onde atuou por 18 anos como promotor de Justiça, ele também atuou no Poder Executivo em cinco diferentes secretarias de Estado antes de se tornar desembargador.
 
O magistrado é doutor em ‘Estado, Políticas Sociais e Direito pela Universidade de Brasília’, mestre em ‘Políticas Sociais’ pela Universidade Federal de Mato Grosso e em Direito de Estado pela Universidade Castelo Branco (Rio de Janeiro). É autor de artigos e livros, dentre eles ‘Do dependente ao traficante de drogas ilícitas’, lançado recentemente.
 
Inspirado pelo pai – que foi juiz em Mato Grosso – a seguir carreira na área do Direito, ele inicialmente optou por fazer concurso para o Ministério Público. Posteriormente, amadureceu o desejo de integrar o Poder Judiciário pelo Quinto Constitucional. Do MP, herdou o interesse no trabalho de repressão ao tráfico de drogas.
 
“A vocação para uma bandeira de vida e até hoje me envolvo, tanto que fiz mestrado e doutorado, e até hoje faço pesquisas por conta própria – agora recentemente estive na fronteira do México – foi a minha experiência como promotor de justiça na área de repressão ao tráfico aqui na Capital. Jovens, famílias, pessoas de toda cultura, de todo pensamento, de toda natureza, pobres, ricos, negros, pardos, brancos, o envolvimento do tráfico dessas pessoas, isso me chamou a atenção e me conduziu à pesquisa e esse foi um legado que eu não abandono, porque passou a ser uma bandeira de vida”, assinalou.
 
Em relação ao trabalho como secretário de Estado, destacou o mais desafiador a passagem pela Secretaria de Saúde. “Foi a maior de todas. Tinha o conhecimento apenas da teoria do Sistema Único de Saúde, o artigo 196, mas eu fui para dentro de UTI. Isso me deu realmente uma visão, hoje, muito importante, de Judiciário, de conhecer o estado de Mato Grosso e, mais do que isso, saber quem é quem”, explicou.
 
Na entrevista conduzida pelo juiz Gerardo Humberto da Silva Junior, o desembargador falou sobre a relevância do trabalho em colegiado e destacou ainda a importância da pluralidade de pensamentos. “Eu entendo que é absolutamente racional, progressista, a participação organizada de pensamentos. Promove o diálogo, o pensamento alternativo ou divergente, para se chegar a uma convergência.”
 
Marcos Machado ressaltou ainda a necessidade de os magistrados(as) passarem por aperfeiçoamentos constantemente. “É uma obrigação de estar preparado, atualizado, com domínio. Aliás, eu acho que tinha que ser uma causa de exclusão da magistratura o sujeito que começa a ter sentenças anuladas por falta da aplicação correta do direito”, assinalou.
 
 
 
No Por dentro da Magistratura você conhece o trabalho dos magistrados e magistradas do Judiciário Estadual que possuem experiência e serviços relevantes prestados à sociedade mato-grossense, bem como orientações e opiniões sobre a atividade judicial conjugada com relações funcionais, sociais e familiares.
 
Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.
 
 
#ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Imagem 1: print de tela colorido onde aparece, em destaque, o nome do programa Por dentro da Magistratura em tons de verde. Ao centro, o desembargador Marcos Machado. Ele é um homem branco, de cabelos grisalhos, que usa óculos de grau. Veste camisa branca, terno cinza e gesticula com as mãos.
 
 
Lígia Saito
Assessoria de Comunicação
Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Curso de formação aborda judicialização da saúde e reforça atuação prática de magistrados

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A formação dos novos juízes e juízas de Mato Grosso ganhou um reforço prático nesta quarta-feira (06) com uma aula voltada para a judicialização da saúde. Conduzido pelo secretário-geral do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), juiz Agamenon Alcântara Moreno Júnior, o encontro do Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi) de magistrados destacou a importância de decisões equilibradas, que considerem tanto o direito à vida quanto a realidade do sistema público de saúde.

Durante a aula, os juízes foram orientados a alinhar teoria e prática, levando em conta fatores como orçamento público, evidências científicas e a estrutura disponível na rede de saúde. “A ideia do Cofi sempre foi oportunizar aos novos magistrados o contato com colegas mais experientes, para compartilhar situações do dia a dia, aliando teoria e prática. Trouxemos elementos que possam ser utilizados no cotidiano, principalmente em ações que envolvem a saúde pública”, explicou o juiz Agamenon.

Formação prática

O conteúdo também abordou a evolução das estruturas de apoio no Estado, como o NAT-Jus, o Cejusc da Saúde e o Núcleo 4.0, criados para qualificar decisões e dar mais agilidade às demandas. A proposta é incentivar o diálogo institucional entre Judiciário e gestores públicos, evitando medidas ineficazes, como bloqueios de recursos sem planejamento.

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“A saúde pública está entre as áreas com maior volume de demandas no Judiciário. É fundamental que o magistrado compreenda como funciona o sistema, conheça a realidade local e saiba avaliar quando uma liminar é cabível”, reforçou o secretário-geral.

Para a juíza Ana Flávia Martins François, da Primeira Vara de Juína, o aprendizado tem impacto direto na atuação. “Está sendo de grande valia, principalmente para quem está iniciando na carreira. Conhecer ferramentas como o Núcleo Digital 4.0 da Saúde e o Cejusc contribui para dar mais efetividade às decisões judiciais”, destacou.

Desafios reais

A magistrada Ana Flávia também relatou que já vivencia situações semelhantes na rotina forense, especialmente em plantões judiciais. “Frequentemente surgem pedidos por leitos de UTI. Muitas vezes, o Estado não consegue atender todas as demandas, o que exige soluções mais rápidas e eficientes, como o encaminhamento para núcleos especializados”, afirmou.

O juiz Felipe Barthón Lopez, da comarca de Vila Rica, ressaltou o caráter prático da aula. “Foi muito importante porque trouxe dicas aplicáveis ao dia a dia. Os novos magistrados vão enfrentar diversos desafios, e esse tipo de orientação ajuda a preparar para situações reais”, pontuou.

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Embora ainda atue na área criminal, ele reconhece a relevância do tema. “É importante estar preparado, porque futuramente esses desafios certamente farão parte da atuação”, completou.

O Curso Oficial de Formação Inicial de Juízes Substitutos (Cofi), iniciado em janeiro pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), é etapa obrigatória para o exercício da jurisdição. Com carga horária de 496 horas, a formação combina teoria e prática supervisionada, preparando os novos magistrados para uma atuação técnica, humanizada e alinhada às demandas da sociedade.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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