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Massey Ferguson celebra centenário da soja no Brasil com destaque cultural na Fenasoja 2024

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A Massey Ferguson, referência no mercado de máquinas agrícolas, celebrará os 100 anos da soja no Brasil com uma iniciativa cultural especial durante a Fenasoja 2024, realizada em Santa Rosa (RS), de 29 de novembro a 8 de dezembro. Como parte da comemoração, uma colheitadeira da marca será transformada em obra de arte ao vivo, recebendo a pintura de uma criação inspirada no grão. A obra vencedora, intitulada “Natureza, tecnologia humana”, da artista Jaque Vieira, foi escolhida por votação popular.

“Essa ação une arte e agricultura para celebrar a importância da soja no desenvolvimento do Brasil. É uma forma de honrar a tradição do campo e destacar a inovação e a criatividade que moldam o futuro da agricultura”, afirma Fernanda Teixeira, gerente de Comunicação e Customer Care da AGCO América do Sul, grupo que detém a Massey Ferguson.

Santa Rosa: berço da soja no Brasil

Santa Rosa é reconhecida como o local de origem da soja comercial no Brasil. Em 1924, as primeiras sementes foram plantadas na região por famílias locais, com destaque para o pastor Albert Lehenbauer, que trouxe os grãos dos Estados Unidos. Para homenagear esse marco histórico, a AGCO promoveu, em fevereiro de 2024, um encontro entre organizadores da Fenasoja e a família Lehenbauer nos EUA. A comitiva conheceu a fazenda onde os primeiros grãos de soja foram cultivados e convidou os descendentes de Albert a participar da feira, trazendo relatos sobre o impacto da soja no Brasil.

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“O centenário da soja nos motiva a olhar para o futuro, investindo em tecnologia e sustentabilidade para alimentar o mundo de forma eficiente. Essa celebração reconhece todos que contribuíram para o sucesso da cultura no país”, ressalta Fabrício Müller, gerente de Produto Colheitadeiras da AGCO para as Américas.

Inovação e modernização agrícola na Fenasoja 2024

Além da ação cultural, a Massey Ferguson apresentará soluções tecnológicas para todo o ciclo de cultivo, reforçando a estratégia “Agricultor em Primeiro Lugar” (Farmer-First). Dentre os destaques está o conjunto formado pelo trator MF 7700 e a plantadeira Momentum, com tecnologias que aumentam a produtividade e reduzem o desperdício de insumos em até 50%.

Outro ponto alto é o pulverizador MF 500R, equipado com a nova transmissão AWD Smart Drive, que opera em declives de até 36%. Com o sistema LiquidLogic®, ele permite a recuperação de produtos não utilizados, promovendo economia e sustentabilidade.

A marca também apresentará a nova colheitadeira híbrida HD, produzida em Santa Rosa, que conta com a exclusiva transmissão Heavy Duty e oferece até 25% mais capacidade em terrenos inclinados. Além disso, estará em exibição o trator MF 4707, vencedor do Prêmio Trator do Ano nas edições 2021/2022 e 2023/2024, reconhecido por sua economia de combustível e alto desempenho.

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Um legado de inovação

A história da Massey Ferguson em Santa Rosa acompanha a evolução da soja no Brasil. Desde a instalação da fábrica de colheitadeiras na cidade, em 1953, a modernização dos equipamentos agrícolas tem impulsionado o município, transformando-o em um polo estratégico de produção. A parceria com o campo reflete a importância da inovação contínua para atender às demandas globais do agronegócio.

A Fenasoja 2024 promete ser não apenas um espaço de inovação tecnológica, mas também um marco para celebrar a trajetória da soja no Brasil e seu impacto no desenvolvimento do país e no cenário agrícola mundial.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil soma 700 novos mercados e R$ 20 bilhões em negócios mesmo sob pressão de tarifas

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As novas autorizações para vender produtos do agro brasileiro no exterior já geraram mais de R$ 20 bilhões em negócios desde janeiro de 2023, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O balanço, anunciado nesta terça-feira (13.10), acompanha a marca de 700 aberturas de mercado. Para produtores e empresas, o avanço amplia as opções de compradores num momento em que tarifas e outras restrições encarecem as vendas internacionais.

O número exige uma distinção: são 700 autorizações para produtos em diferentes destinos, e não 700 países. Um mesmo país pode liberar a compra de carnes, frutas e sementes, por exemplo, e aparecer várias vezes na conta. Cada aprovação permite disputar um mercado, mas ainda é preciso encontrar comprador e acertar preço, frete e condições de entrega.

Os R$ 20 bilhões mostram que parte dessas oportunidades já virou negócio. O valor, porém, não permite calcular quanto as aberturas acrescentaram às exportações totais do Brasil. Uma venda a um novo destino pode representar produção adicional ou substituir um embarque antes enviado a outro comprador. O balanço também reúne negócios de quase quatro anos; não é o resultado apenas de 2026.

Entre as liberações recentes está a venda de pescado brasileiro aos Emirados Árabes Unidos, tanto de captura quanto de criação. Também foram autorizados o mamão fresco para o Kuwait e o milho em grãos para a Síria. São oportunidades para cadeias diferentes, cujo retorno dependerá do tamanho das encomendas e do custo de atender cada comprador.

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A busca por alternativas ganha peso porque um aumento de tarifa pode interromper pedidos mesmo quando há produto disponível. Entre os efeitos estão o adiamento de compras, a renegociação de contratos e a redução do ganho das empresas. Para quem produz, o risco é ter mercadoria pronta e encontrar condições de venda piores do que as previstas.

Ter mais compradores ajuda a reduzir esse risco e dá alternativas quando um destino restringe as compras. A concentração ainda é relevante: em 2025, a China respondeu por 32,7% das exportações do agronegócio brasileiro, quase um terço do total, segundo o Mapa.

Produtos do agro com muitos compradores internacionais tendem a encontrar alternativas com mais facilidade do que mercadorias feitas para clientes específicos. Ainda assim, trocar de destino não assegura a manutenção do preço. Um novo comprador pode pagar menos, exigir outro padrão de produto ou estar mais longe, aumentando a conta do transporte.

Embora a tarifa seja cobrada no país importador, o exportador brasileiro também pode pagar parte dessa conta. Se houver fornecedores concorrentes, o comprador pode exigir um desconto para manter o pedido. O negócio continua, mas sobra menos dinheiro para a cadeia que produziu e entregou a mercadoria.

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Por isso, o efeito sobre o campo precisa ser medido também pelo preço recebido e pelos custos, além do volume exportado. Vender mais toneladas não garante maior renda: frete caro, descontos e despesas de produção podem consumir o ganho. Os R$ 20 bilhões anunciados são negócios realizados, não lucro dos produtores.

Há despesas antes mesmo do primeiro embarque. Certificações, comprovação da origem, adaptação de embalagens e transporte precisam entrar na conta. No pescado e nas frutas, por exemplo, a conservação durante a viagem pesa na viabilidade da venda. A autorização sanitária elimina uma barreira, mas não resolve toda a operação.

Produtores, cooperativas e agroindústrias também precisam manter registros que comprovem de onde vem o produto e como foi produzido. Essas informações podem ser condição para entrar e continuar no mercado. Organizar a documentação antes de negociar ajuda a evitar que uma oportunidade seja perdida por falta de comprovação.

Para 2027, a ampliação dos destinos oferece alternativas diante de novas restrições comerciais. O resultado para o produtor dependerá de transformar essas permissões em pedidos regulares, com preços que cubram os custos. A próxima medida do avanço será quanto cada mercado compra — e quanto dessa venda chega à renda de quem produz.

Fonte: Pensar Agro

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