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Açúcar registra queda nos contratos futuros em Londres .

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Os contratos futuros do açúcar encerraram a quinta-feira (28) em baixa na ICE Futures Europe, em Londres. Em contrapartida, o mercado de Nova York não operou devido ao feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos.

De acordo com a agência Reuters, os preços têm se sustentado em função da fraca safra de cana-de-açúcar no Brasil, que provocou o encerramento antecipado das atividades em diversas usinas. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) ajustou sua estimativa de produção brasileira para a safra 2024/25, prevendo 44 milhões de toneladas de açúcar, inferior à projeção anterior de 46 milhões de toneladas.

Na bolsa de Londres, o contrato para março/25 do açúcar branco foi negociado a US$ 556,10 por tonelada, com uma queda de US$ 4,10 em relação à sessão anterior. Já o contrato de maio/25 registrou um recuo de US$ 4,70, sendo cotado a US$ 553,30 por tonelada. Outras posições futuras apresentaram quedas entre US$ 2,70 e US$ 5.

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Mercado interno: açúcar e etanol seguem tendências distintas

No Brasil, o mercado doméstico de açúcar cristal também registrou desvalorização. Segundo o Indicador Cepea/Esalq, da USP, o preço médio da saca de 50 quilos foi de R$ 164,59, contra R$ 165,53 no dia anterior, representando uma queda de 0,57%.

Por outro lado, o etanol hidratado apresentou valorização pelo segundo dia consecutivo. O Indicador Diário Paulínia apontou que o biocombustível foi negociado pelas usinas a R$ 2.727,00 por metro cúbico, alta de 0,20% frente ao valor de R$ 2.721,50 registrado na quarta-feira.

Esses movimentos refletem o impacto das condições climáticas e da dinâmica global de oferta e demanda nos mercados agrícolas e energéticos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Custo de produção da soja em MT dispara 6,9% com impacto de conflito no Oriente Médio

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Mercado Externo

As tensões geopolíticas no Oriente Médio, especialmente envolvendo o Estreito de Ormuz — rota estratégica para o transporte global de petróleo —, têm provocado forte volatilidade nos mercados internacionais de energia e insumos agrícolas. O encarecimento do petróleo impacta diretamente a cadeia produtiva, elevando os custos logísticos e de produção em diversas regiões agrícolas do mundo.

Além disso, o cenário de instabilidade também afeta a oferta global de fertilizantes, sobretudo nitrogenados e fosfatados, cuja produção depende intensamente de energia e cadeias de suprimento internacionais.

Mercado Interno

Em Mato Grosso, principal estado produtor de soja do Brasil, os reflexos já são sentidos no planejamento da safra 2026/27. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), o custeio da cultura atingiu R$ 4.435,40 por hectare, avanço de 6,98% em relação ao mês anterior.

A elevação está diretamente associada ao aumento nos preços dos insumos, pressionados pelo cenário externo e pela valorização dos combustíveis no mercado doméstico.

Preços

O diesel, insumo essencial para as operações mecanizadas no campo, registrou forte alta no estado. O preço médio passou de R$ 6,35 por litro em fevereiro para R$ 7,21/litro em março, conforme dados da ANP, representando avanço de R$ 0,86 por litro.

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Esse movimento impacta diretamente os custos operacionais, especialmente em atividades como plantio, pulverização e colheita.

Indicadores

Os fertilizantes seguem como o principal componente do custo de produção da soja, representando 46,71% do custeio total. No comparativo mensal, os gastos com esses insumos subiram 10,77%, alcançando R$ 2.071,87 por hectare — o segundo maior valor já registrado na série histórica para o período.

O avanço reflete a pressão sobre os mercados de nitrogenados e fosfatados, influenciados pelo cenário internacional.

Análise

O atual contexto reforça a necessidade de atenção redobrada por parte dos produtores à relação de troca, que segue deteriorada diante da escalada dos custos. Com insumos mais caros e margens pressionadas, a gestão eficiente e o planejamento estratégico ganham ainda mais relevância.

Caso o cenário geopolítico persista, a tendência é de continuidade na pressão sobre os custos de produção, o que pode impactar decisões de investimento e até a área plantada na próxima safra.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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