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Deral Reduz Levemente Estimativas para Safras de Soja, Milho e Trigo no Paraná

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O Departamento de Economia Rural (Deral) revisou para baixo as projeções das safras de soja, milho e trigo no Paraná, conforme relatório mensal divulgado nesta quinta-feira (28). Apesar dos ajustes, a safra de soja mantém potencial para alcançar um volume recorde.

A produção de soja no ciclo 2024/2025 foi estimada em 22,3 milhões de toneladas, uma ligeira redução em relação às 22,4 milhões previstas no mês anterior. Caso a projeção seja confirmada, o volume se igualará ao recorde registrado na safra 2022/2023.

A revisão foi motivada por uma estiagem que impactou parte das lavouras no noroeste do Estado, uma das principais regiões produtoras da oleaginosa. Ainda assim, a colheita pode apresentar crescimento de 20% em comparação com o ciclo anterior, marcado por condições severas de seca.

Milho e trigo também sofrem ajustes

A estimativa para a produção de milho da primeira safra 2024/2025 foi reduzida para 2,59 milhões de toneladas, frente às 2,62 milhões projetadas no mês anterior. Mesmo com a revisão, o volume representa um aumento de 3% em relação à safra passada.

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Já a produção de trigo, cuja colheita já foi concluída, teve sua projeção ajustada para 2,3 milhões de toneladas, em comparação com as 2,35 milhões estimadas em outubro. Esse volume indica uma queda de 37% em relação ao desempenho da safra de 2023, reflexo das adversidades climáticas enfrentadas ao longo do ciclo.

Apesar das revisões, as perspectivas gerais para a soja permanecem otimistas, enquanto o milho e o trigo seguem em recuperação diante dos desafios climáticos que marcaram a safra 2024.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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