AGRONEGÓCIO

Preço do milho no Mato Grosso registra alta de 61,9% em relação a 2023

Publicado em

O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou um relatório destacando o expressivo aumento no preço do milho no estado. Na última semana, o valor da saca disponível chegou a R$ 57,17, representando um avanço de 0,67% em relação à semana anterior e uma elevação significativa de 61,94% em comparação ao mesmo período de 2023.

Segundo o Imea, o principal fator para essa alta anual foi a redução de 5,5 milhões de toneladas na produção da safra 2023/2024 em relação à safra anterior. “Essa diminuição na oferta do cereal no estado, aliada à forte demanda, é o que tem sustentado os preços em patamares elevados”, explicou o instituto.

Perspectivas para o mercado de milho

Os técnicos do Imea acreditam que, nas próximas semanas, a tendência de preços elevados deve persistir devido à oferta limitada no Mato Grosso e ao aquecimento da demanda local. No entanto, o relatório alerta para possíveis impactos no mercado interno, decorrentes do aumento da oferta global com a finalização da colheita de milho nos Estados Unidos.

Leia Também:  Poder Judiciário de Mato Grosso

“A entrada do cereal norte-americano no mercado mundial pode exercer pressão sobre as cotações na Bolsa de Chicago, o que, por sua vez, poderá influenciar os preços praticados no Brasil”, pontuou o instituto.

O cenário reforça a necessidade de monitoramento constante por parte dos produtores, que enfrentam um ambiente de volatilidade acentuada, mas ainda favorável à valorização do milho em nível local.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Estudantes indígenas conhecem história de Cuiabá em visita ao Complexo Biocultural do Porto

Published

on

Quarenta e dois estudantes da Escola Indígena Umutina, de Barra do Bugres, visitaram nesta sexta-feira (29) o Complexo Biocultural do Porto, em Cuiabá, conhecendo o Museu do Rio Cuiabá, o Aquário Municipal e a Orla do Porto. A atividade integrou uma programação educativa voltada à valorização do patrimônio cultural mato-grossense e ao fortalecimento da identidade dos povos originários.

Com idades entre 11 e 17 anos, os alunos participaram da visita acompanhados pelas professoras Eliane Boroponepa Monzilar, da Aldeia Boropó, e Ana Lúcia Calomezoré, da Aldeia Balotipone. O objetivo pedagógico foi conscientizar os estudantes sobre a importância da preservação do patrimônio cultural do Estado e promover reflexões sobre a história e as culturas indígenas.

A visita foi viabilizada pelo projeto Caminhos da Cultura, iniciativa criada em 2019 pelo artista plástico e produtor cultural Vicente Paulo. O projeto tem como proposta ampliar o acesso de estudantes da rede pública, além de comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas, a museus, galerias e outros espaços de formação cultural. Desde sua criação, a iniciativa já aproximou mais de 11 mil alunos de equipamentos culturais em Mato Grosso.

“O projeto nasceu para proporcionar esse acesso aos estudantes da rede pública e também às comunidades tradicionais. Hoje estamos contemplando os Umutina, vindos de diferentes comunidades dessa grande nação indígena”, explicou Vicente Paulo.

Leia Também:  Comercialização de milho desacelera no final de ano; produtores no Paraná buscam melhores preços

No Complexo Biocultural do Porto, os estudantes participaram de um roteiro guiado que apresentou aspectos históricos de Cuiabá por meio do acervo do Museu do Rio e das atrações do Aquário Municipal. A coordenadora pedagógica do Museu do Rio, Luana da Cruz Borema, explicou que o complexo está implantando um novo formato de recepção aos visitantes, com uma apresentação guiada que contextualiza a história da cidade antes da visita aos espaços expositivos.

Segundo ela, a proposta busca tornar a experiência mais educativa e aproximar os visitantes do patrimônio histórico e cultural de Cuiabá.

Para a professora Eliane Boroponepa Monzilar, a atividade representa uma oportunidade de intercâmbio de conhecimentos e de ampliação do repertório cultural dos estudantes.

“Esse projeto proporciona às crianças e aos jovens indígenas a oportunidade de conhecer outros saberes. Muitos deles nunca haviam visitado um museu. É uma troca importante entre o conhecimento do nosso povo e outros conhecimentos culturais, permitindo que compreendam melhor esses espaços e sua importância”, afirmou.

A fala da educadora reforça uma realidade observada em outras ações do Caminhos da Cultura. Em atividades recentes promovidas pelo projeto, estudantes da zona rural e de comunidades tradicionais também tiveram contato pela primeira vez com museus e espaços históricos da capital, vivenciando experiências que ampliam o aprendizado para além da sala de aula.

Leia Também:  Poder Judiciário de Mato Grosso

A turismóloga Silvana Maria de Morais Abdala destacou o interesse demonstrado pelo grupo durante toda a visita. Segundo ela, as fotografias históricas e a maquete expostas no museu despertaram grande curiosidade entre as crianças e os adolescentes.

“Foi gratificante perceber o interesse deles em conhecer a história de Cuiabá e compreender melhor o espaço. As crianças, principalmente, demonstraram muita atenção e curiosidade durante toda a visita”, relatou a servidora, que atua há 18 anos na área do turismo.

Além do Complexo Biocultural do Porto, o roteiro dos estudantes incluiu visitas ao Museu da Imagem e do Som de Cuiabá (MISC), à Galeria Lava Pés e ao Museu de História Natural de Mato Grosso, consolidando um dia de atividades voltadas ao conhecimento, à cultura e à formação cidadã.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA