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Inadimplência rural no Sudeste atinge apenas 6,2% no 2º trimestre

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Um estudo da Serasa Experian revelou que apenas 6,2% da população rural no Sudeste estava inadimplente no segundo trimestre de 2024, representando um aumento de 0,4 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano anterior. Minas Gerais destacou-se como o estado com o menor índice de inadimplência entre os proprietários rurais da região.

Perfis e porte dos proprietários

Entre os diferentes portes de propriedades rurais no Sudeste, os médios proprietários apresentaram o menor índice de inadimplência, com 5,5%. Pequenos proprietários tiveram 5,6%, enquanto os grandes registraram 7,3%. Já aqueles sem registro de cadastro rural, como arrendatários e participantes de grupos econômicos ou familiares, tiveram o maior percentual, com 9,6%.

Comparação regional: Sul lidera com menor inadimplência

Em termos de inadimplência rural, a região Sul destacou-se com o menor percentual entre todas as regiões brasileiras no mesmo período. Em ordem crescente, apareceram o Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e, por último, o Norte.

Cenário nacional: estabilidade predomina

No panorama nacional, 7,4% da população rural estava inadimplente no segundo trimestre de 2024, um aumento de apenas 0,3 ponto percentual em relação ao primeiro trimestre. Segundo Marcelo Pimenta, head de agronegócio da Serasa Experian, o cenário é positivo, considerando os desafios enfrentados pelo setor. “Mesmo com as dificuldades para acesso a crédito, rolagem de dívidas e fatores climáticos que impactaram o campo, a maioria dos proprietários rurais conseguiu manter seus compromissos financeiros em dia”, afirmou.

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Em nível nacional, os grandes proprietários registraram a maior taxa de inadimplência, com 9,8%. Em seguida, vieram os proprietários sem cadastro rural (9,3%), médios (6,9%) e pequenos (6,6%).

Experiência reduz a inadimplência

O estudo também apontou que a inadimplência diminui conforme aumenta a idade dos proprietários rurais. Entre aqueles com 50 a 59 anos, 7,2% estavam inadimplentes. Esse percentual cai progressivamente em faixas etárias mais altas.

Setores do agronegócio apresentam otimismo

A análise por setores de dívida mostrou que as “Instituições Financeiras” concentraram a maior fatia de inadimplentes, com 6,5%. Por outro lado, os setores diretamente ligados ao agronegócio, como agroindústrias e comércio de insumos, apresentaram percentuais quase insignificantes de inadimplência: 0,1% no “Setor Agro” e 0,2% em “Outros Setores Relacionados”.

Segundo Marcelo Pimenta, os números reforçam um quadro otimista para o setor agro. “Se no geral apenas 7,3% dos proprietários rurais estão inadimplentes, nesse recorte, o percentual é praticamente inexistente.”

Metodologia

O levantamento considerou apenas dívidas vencidas há mais de 180 dias e até 5 anos, com valores acima de R$ 1.000,00, relacionadas a financiamentos e atividades do agronegócio, como instituições financeiras, agroindústrias, produção e revenda de insumos e máquinas agrícolas, transporte e armazenamento.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de algodão do Brasil podem atingir recorde de 3,3 milhões de toneladas em 2025/26, aponta StoneX

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As exportações brasileiras de algodão devem alcançar um novo recorde na safra 2025/26. A estimativa mais recente da consultoria StoneX aponta embarques de 3,3 milhões de toneladas, volume 200 mil toneladas superior à projeção anterior.

O resultado consolida o Brasil como maior exportador global da fibra e reflete a manutenção de um ritmo forte de demanda internacional, especialmente no primeiro semestre do ciclo.

Exportações em alta reforçam desempenho do Brasil no mercado global

De acordo com a consultoria, o ajuste positivo na projeção está diretamente relacionado ao desempenho dos embarques, que vêm superando as expectativas iniciais.

“Se confirmado, esse patamar reforça o recorde nas exportações de algodão e consolida o Brasil, de forma ainda mais robusta, na liderança do comércio internacional da fibra”, destacou a StoneX em relatório.

Na safra anterior, o país exportou cerca de 3 milhões de toneladas, o que já representava um patamar histórico para o setor.

Produção segue estimada em 3,86 milhões de toneladas

Apesar da revisão positiva nas exportações, a StoneX manteve inalterada a projeção da safra brasileira de algodão em 3,86 milhões de toneladas para 2025/26, o que representa uma queda de 7% em relação ao ciclo anterior.

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Segundo a consultoria, o cenário ainda exige cautela, principalmente devido às incertezas em relação à produtividade das lavouras, que estão no início do processo de colheita em diversas regiões produtoras do país.

Cenário do algodão exige atenção ao ritmo da colheita

Com a colheita em fase inicial, o mercado segue atento ao comportamento climático e ao desempenho produtivo das lavouras. Qualquer variação na produtividade pode impactar diretamente o volume final disponível para exportação e o posicionamento do Brasil no comércio global da pluma.

A expectativa, no entanto, é de manutenção do protagonismo brasileiro no setor, sustentado por alta competitividade e forte presença no mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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